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Hipertensão emocional: o que é, sintomas e como controlar

Hipertensão emocional: o que é, sintomas e como controlar

Você já sentiu o coração acelerar ou a pressão subir depois de um momento de estresse, ansiedade ou susto? Esse tipo de reação pode estar relacionado à hipertensão emocional, uma condição comum que, apesar de parecer passageira, pode trazer riscos à saúde se não for controlada.

Neste artigo, você vai entender o que é a pressão alta emocional, quais são os sintomas mais comuns, como diferenciar de uma hipertensão crônica e, principalmente, como cuidar da mente e do corpo para evitar esses picos de pressão.

O que é hipertensão emocional?

A hipertensão emocional é um aumento temporário da pressão arterial causado por fatores emocionais, como estresse, ansiedade, medo ou raiva. Ela não é considerada uma doença crônica, mas sim uma reação do corpo a situações de tensão intensa.

Essa elevação da pressão pode acontecer com qualquer pessoa, mesmo aquelas que não têm histórico de hipertensão arterial sistêmica (HAS). Em geral, os picos são passageiros, mas quando ocorrem com frequência, merecem atenção.

O que acontece com o corpo durante uma crise?

Em momentos de tensão, o corpo ativa o chamado “modo de alerta” (resposta de luta ou fuga), liberando hormônios como adrenalina e cortisol. Esses hormônios provocam:

  • Aumento da frequência cardíaca

  • Contração dos vasos sanguíneos

  • Elevação da pressão arterial

  • Respiração mais rápida

  • Tensão muscular

Esse processo é natural e ajuda a reagir rapidamente em situações de perigo. O problema é quando ele acontece com frequência, em situações cotidianas, como trânsito, problemas no trabalho ou discussões familiares.

Quais são os sintomas da hipertensão emocional?

Os sintomas da hipertensão emocional são muito parecidos com os da hipertensão comum. Os mais relatados são:

  • Dor de cabeça súbita

  • Tontura

  • Palpitações (batimentos acelerados ou irregulares)

  • Sensação de pressão na nuca

  • Visão embaçada

  • Falta de ar

  • Suor excessivo

  • Ansiedade intensa ou sensação de descontrole

Esses sintomas costumam surgir de forma repentina, logo após um evento estressante ou uma crise emocional, e podem durar alguns minutos ou horas, dependendo do caso.

Hipertensão emocional x Hipertensão crônica: qual a diferença?

A principal diferença entre elas é a frequência e a causa do aumento da pressão:

Característica Hipertensão Emocional Hipertensão Crônica
Causa Emoções intensas Fatores genéticos, estilo de vida
Duração Temporária Contínua
Pressão alta persistente? Não Sim
Uso de medicamentos Nem sempre necessário Necessário a longo prazo
Diagnóstico Por exclusão Confirmado por medições regulares

Se os episódios de pressão alta forem frequentes, é importante fazer um acompanhamento médico para verificar se há risco de desenvolver hipertensão arterial sistêmica.

Quais os riscos da hipertensão emocional?

Mesmo sendo passageira, a hipertensão emocional pode sobrecarregar o coração e aumentar o risco de:

  • Infarto

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)

  • Arritmias cardíacas

  • Crises de pânico

  • Insônia e esgotamento mental

Além disso, quando ignorada por muito tempo, ela pode evoluir para um quadro de hipertensão crônica, especialmente em pessoas com predisposição genética.

Como controlar a pressão emocional?

A boa notícia é que a hipertensão emocional pode ser controlada com mudanças no estilo de vida e atenção à saúde emocional. Veja algumas estratégias eficazes:

 1. Cuide do seu emocional diariamente

  • Pratique meditação, respiração profunda ou yoga

  • Faça psicoterapia para lidar melhor com emoções difíceis

  • Identifique gatilhos de estresse e busque formas de evitá-los

  • Reserve momentos de descanso e lazer todos os dias

 2. Tenha uma alimentação equilibrada

  • Reduza o consumo de sal, gordura e alimentos ultraprocessados

  • Aumente a ingestão de frutas, verduras, grãos integrais e alimentos ricos em magnésio

  • Beba bastante água

 3. Pratique atividade física regularmente

O exercício físico ajuda a regular os níveis de hormônios do estresse, melhora a circulação e reduz a pressão arterial.

  • Caminhadas leves

  • Dança

  • Natação

  • Pilates ou alongamentos

4. Durma bem

A privação de sono aumenta os níveis de cortisol e favorece a hipertensão emocional. Tente manter uma rotina de sono com pelo menos 7 a 8 horas por noite.

5. Em casos mais intensos, procure orientação médica

Em alguns casos, pode ser necessário o uso temporário de medicamentos ansiolíticos ou antidepressivos, sempre com orientação de um profissional da saúde mental ou clínico.

Quem tem hipertensão emocional pode doar sangue?

Sim, desde que esteja com a pressão normal no momento da triagem e não esteja em uso de medicamentos que impeçam a doação. A hipertensão emocional não é uma contraindicação definitiva, mas o ideal é que a pessoa esteja calma e em boas condições no dia da doação.

👉 Para saber mais sobre esse tema, confira:
Quem tem hipertensão pode doar sangue?

Conclusão: é possível viver bem com hipertensão emocional

A hipertensão emocional é um alerta do corpo de que algo não vai bem no campo emocional. Ela não deve ser ignorada, mas também não é motivo para pânico. Com atenção à saúde mental, boas práticas no dia a dia e, se necessário, apoio profissional, é possível controlar os sintomas e proteger o coração.

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Cuidar de uma pessoa idosa pode ser uma experiência de afeto, responsabilidade e aprendizado. Porém, quando as tarefas se tornam intensas e contínuas, o cuidador também pode enfrentar cansaço físico e emocional.

A rotina pode envolver acompanhamento em consultas, administração de medicamentos, auxílio no banho, alimentação, locomoção e organização da casa. Quando essas atividades ficam concentradas em uma única pessoa, o risco de sobrecarga aumenta. Por isso, cuidar da saúde mental do cuidador é parte importante da atenção à pessoa idosa.

O que é a sobrecarga do cuidador?

A sobrecarga acontece quando as exigências do cuidado ultrapassam os recursos físicos, emocionais, financeiros ou sociais disponíveis para o cuidador. Ela pode surgir ou se intensificar quando a pessoa idosa apresenta limitações de mobilidade, alterações cognitivas, demência, dependência para atividades diárias ou mudanças de comportamento.

Além disso, a falta de divisão das tarefas, o isolamento social e a dificuldade para conciliar o cuidado com o trabalho podem aumentar esse peso. A sobrecarga não significa falta de amor ou dedicação. Ela indica que o cuidador também precisa de suporte.

Como a sobrecarga pode afetar a saúde mental?

A rotina de cuidados pode reduzir o tempo disponível para descanso, lazer, trabalho e convivência social. Com o passar do tempo, essa redução pode afetar o bem-estar emocional. Entre os possíveis sinais estão:

  • Cansaço constante
  • Irritabilidade
  • Ansiedade
  • Tristeza frequente
  • Dificuldade para dormir
  • Falta de concentração
  • Sensação de culpa
  • Perda de interesse em atividades habituais
  • Isolamento social
  • Sensação de não conseguir atender a todas as necessidades

Estudos mostram uma associação entre a sobrecarga do cuidador e sintomas depressivos. Pesquisas brasileiras também identificaram a importância do apoio social para reduzir os efeitos negativos da rotina de cuidado.

Por que alguns cuidadores ficam mais vulneráveis?

Cada pessoa vivencia o cuidado de uma maneira. No entanto, alguns fatores podem aumentar o risco de sobrecarga, como:

  • Realizar muitas tarefas sem ajuda
  • Cuidar de uma pessoa com alto grau de dependência
  • Lidar com alterações de memória ou comportamento
  • Ter pouco tempo para descansar
  • Conciliar o cuidado com trabalho e responsabilidades familiares
  • Enfrentar dificuldades financeiras
  • Não contar com uma rede de apoio
  • Sentir que precisa resolver tudo sozinho

Cuidadores que vivem com a pessoa idosa ou assumem a maior parte das atividades também podem ter menos oportunidades de se afastar da rotina e recuperar as energias.

O apoio social faz diferença

Ter com quem conversar, dividir tarefas e pedir ajuda pode reduzir a sensação de isolamento. O apoio pode vir de familiares, amigos, vizinhos, profissionais de saúde, grupos comunitários ou outras pessoas que vivenciam situações semelhantes.

A divisão das responsabilidades não precisa ocorrer apenas em grandes tarefas. Pequenas contribuições, como acompanhar a pessoa idosa em uma consulta, preparar uma refeição ou permanecer com ela por algumas horas, podem oferecer ao cuidador um período de descanso. O suporte também deve considerar as necessidades emocionais, financeiras e práticas de quem cuida.

Como preservar a saúde mental durante a rotina de cuidados?

Algumas atitudes podem ajudar a reduzir a sobrecarga e favorecer o bem-estar:

Organize as tarefas

Anotar compromissos, horários de medicamentos, consultas e atividades pode diminuir a sensação de desorganização. A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa também pode ajudar a reunir informações importantes sobre o cuidado.

Divida as responsabilidades

Sempre que possível, converse com familiares e pessoas próximas sobre a divisão das tarefas. O cuidado não precisa ficar concentrado em uma única pessoa.

Reserve momentos de descanso

Mesmo pausas curtas podem ajudar. Ter tempo para dormir, caminhar, conversar ou realizar uma atividade prazerosa contribui para a recuperação física e emocional.

Mantenha contato com outras pessoas

O isolamento pode aumentar o sofrimento emocional. Manter vínculos sociais, participar de grupos e conversar com pessoas de confiança são formas de fortalecer a rede de apoio.

Reconheça os próprios limites

É importante perceber quando o cansaço está ultrapassando o que é possível administrar. Aceitar ajuda não diminui a dedicação ao familiar. Pelo contrário, pode contribuir para a continuidade de um cuidado mais seguro.

Quando procurar ajuda profissional?

O cuidador deve buscar avaliação profissional quando os sinais de sofrimento persistem, interferem na rotina ou dificultam a realização das atividades diárias. Tristeza frequente, ansiedade intensa, insônia prolongada, irritabilidade constante e perda de interesse por atividades habituais merecem atenção.

O atendimento pode começar na Unidade Básica de Saúde (UBS). Conforme a necessidade, a pessoa pode receber acompanhamento ou encaminhamento para outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Também é importante procurar ajuda quando o cuidador sente que pode perder o controle, apresenta pensamentos de se machucar ou percebe que a segurança própria ou da pessoa idosa está em risco.

Cuidar de quem cuida também é uma responsabilidade coletiva

A saúde do cuidador não deve depender apenas de sua capacidade individual de suportar a rotina. Famílias, serviços de saúde e políticas públicas precisam contribuir para oferecer orientação, formação, apoio emocional e períodos de descanso.

Medidas como atendimento domiciliar, grupos de apoio, serviços de convivência, centros-dia e cuidadores temporários podem ajudar a reduzir a sobrecarga e favorecer a continuidade do cuidado.

Conclusão

A sobrecarga pode afetar a saúde mental dos cuidadores de idosos, especialmente quando as responsabilidades são intensas, contínuas e pouco compartilhadas.

Reconhecer os sinais de cansaço emocional, dividir tarefas, manter uma rede de apoio e buscar acompanhamento profissional são atitudes importantes. Afinal, cuidar da saúde de quem cuida também contribui para oferecer mais segurança, qualidade de vida e atenção à pessoa idosa.

Fontes:

Ministério da Saúde — Saúde mental da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/saude-mental

Ministério da Saúde — Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/caderneta-de-saude

Fiocruz — Prevalência de sobrecarga e respectivos fatores associados em cuidadores de idosos dependentes — https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/article/view/6140

Fiocruz — Pessoas idosas dependentes e sua saúde mental: estudo multicêntrico brasileiro — https://periodicos.fiocruz.br/pt-br/pessoas-idosas-dependentes-e-sua-saude-mental-estudo-multicentrico-brasileiro

Organização Mundial da Saúde — Mental health of older adults — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-of-older-adults

PubMed — The Impact of Informal Caregiving for Older Adults on the Health of Various Types of Caregivers — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30395200/

PubMed — Subjective caregiver burden and coping in family carers of dependent adults and older people — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38491958/

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Perda de apetite em idosos: quando merece atenção?
A perda de apetite pode acontecer com o envelhecimento, mas também pode indicar problemas de saúde. Saiba quando merece atenção.

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A perda de apetite pode acontecer com o envelhecimento, mas também pode indicar problemas de saúde. Saiba quando merece atenção.
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É comum que o apetite diminua com o passar dos anos. Alterações no paladar e no olfato, sensação de saciedade mais rápida e mudanças no funcionamento do organismo podem fazer com que a pessoa idosa passe a comer menos.

Apesar disso, uma perda de apetite persistente não deve ser simplesmente atribuída à idade. Ela pode estar relacionada a medicamentos, doenças, alterações emocionais ou dificuldades para se alimentar e, quando prolongada, aumentar o risco de perda de peso e desnutrição.

Por que o apetite pode diminuir na velhice?

O envelhecimento pode provocar mudanças que interferem na alimentação. A redução do olfato e do paladar pode diminuir o prazer de comer, enquanto problemas dentários, boca seca, dificuldade para engolir e alterações gastrointestinais também podem dificultar a alimentação.

Doenças crônicas e o uso de vários medicamentos também podem influenciar o apetite. Além disso, fatores como depressão, solidão, isolamento social e perda de autonomia podem fazer com que a pessoa passe a se alimentar menos.

Quando a perda de apetite merece atenção?

O sinal de alerta é quando a redução do apetite é persistente ou começa a provocar mudanças na rotina e no estado nutricional. É importante observar se o idoso está:

  • Perdendo peso sem intenção
  • Pulando refeições com frequência
  • Comendo porções cada vez menores
  • Apresentando fraqueza ou cansaço
  • Perdendo massa muscular ou força
  • Tendo dificuldade para mastigar ou engolir
  • Demonstrando desinteresse pela alimentação
  • Apresentando mudanças recentes de humor ou comportamento

A perda de peso involuntária, especialmente quando acontece rapidamente, merece avaliação profissional porque pode estar relacionada a diferentes problemas de saúde.

Qual é o risco de comer pouco por muito tempo?

A redução persistente da ingestão de alimentos pode fazer com que o organismo não receba energia, proteínas, vitaminas e minerais suficientes. Em pessoas idosas, isso pode favorecer desnutrição, perda de massa muscular, fraqueza e fragilidade, além de aumentar o risco de outros desfechos negativos para a saúde.

Uma revisão sistemática¹ que analisou estudos com pessoas a partir de 65 anos encontrou associação entre perda de apetite e maior risco de desnutrição. Por isso, identificar a perda de apetite antes que ela provoque uma perda significativa de peso pode ajudar na avaliação e no cuidado.

O que pode ser feito para ajudar?

O primeiro passo é entender por que o idoso está comendo menos. Uma avaliação profissional pode verificar questões como saúde bucal, dificuldade para mastigar ou engolir, doenças, medicamentos utilizados, estado emocional e alimentação habitual.

Também pode ser importante adaptar as refeições às preferências e necessidades do idoso, tornando os alimentos mais atrativos e facilitando o consumo. Não é recomendado simplesmente oferecer suplementos ou medicamentos para estimular o apetite antes de uma avaliação médica.

Quando procurar um profissional?

A avaliação deve ser procurada quando a perda de apetite persiste, especialmente se estiver acompanhada de perda de peso, fraqueza, dificuldade para realizar atividades cotidianas ou outros sintomas.

O acompanhamento pode envolver médico, nutricionista, dentista, fonoaudiólogo ou outros profissionais, dependendo da causa identificada.

Conclusão

A perda de apetite pode fazer parte das mudanças que acontecem com o envelhecimento, mas não deve ser ignorada quando persiste ou vem acompanhada de outros sinais.

Observar o quanto a pessoa está comendo, acompanhar o peso e perceber mudanças na força, no humor e na rotina pode ajudar a identificar o problema mais cedo. Cuidar da alimentação na terceira idade também é uma forma de preservar força, autonomia e qualidade de vida.

Fontes:

Ministério da Saúde – Guia de Atenção à Reabilitação da Pessoa Idosa — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_reabilitacao_pessoa_idosa.pdf

National Institute on Aging (NIA) – Maintaining a Healthy Weight — https://www.nia.nih.gov/health/maintaining-healthy-weight

National Institute on Aging (NIA) – Overcoming Roadblocks to Healthy Eating — https://www.nia.nih.gov/health/healthy-eating-nutrition-and-diet/overcoming-roadblocks-healthy-eating

¹PubMed – Association of anorexia/appetite loss with malnutrition and mortality in older populations: A systematic literature review — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36807868/

PMC – An overview of appetite decline in older people — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4589891/

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Anvisa aprova novo medicamento para prevenção da enxaqueca
Anvisa aprova Aquipta, novo medicamento oral para prevenção da enxaqueca em adultos com pelo menos quatro episódios por mês.

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Aquipta — Foto: Reprodução/AbbVie

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Aquipta (atogepanto), um novo medicamento oral destinado à prevenção da enxaqueca. A autorização foi publicada em 8 de setembro de 2026 e contempla adultos que apresentam pelo menos quatro episódios da doença por mês.

A nova opção é indicada para a prevenção tanto da enxaqueca episódica quanto da forma crônica.

Como o Aquipta age contra a enxaqueca?

O Aquipta (atogepanto) atua sobre uma via envolvida na transmissão da dor e nos mecanismos relacionados à enxaqueca. Dessa forma, o medicamento busca evitar o aparecimento das crises, em vez de atuar apenas depois que a dor começa.

Nos estudos que avaliaram o medicamento, o tratamento reduziu de forma significativa o número de dias com enxaqueca por mês quando comparado ao placebo, tanto entre pessoas com a forma episódica quanto entre aquelas com enxaqueca crônica.

Para quem o medicamento é indicado?

De acordo com a aprovação da Anvisa, o Aquipta é destinado a adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.

A indicação é voltada à prevenção das crises. Por isso, o medicamento não deve ser entendido como uma opção para tratar qualquer dor de cabeça ou como substituto de uma avaliação médica. A escolha do tratamento depende da frequência das crises, dos sintomas, do histórico de saúde e da resposta de cada pessoa às opções disponíveis.

Enxaqueca vai além da dor de cabeça

A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave. Durante as crises, também podem ocorrer sintomas como:

  • Náuseas e vômitos
  • Sensibilidade à luz
  • Sensibilidade aos sons

Essa condição pode interferir na rotina, no trabalho, na vida social e na qualidade de vida.

Novo medicamento amplia opções de prevenção

A aprovação do Aquipta representa mais uma alternativa para a prevenção da enxaqueca no Brasil. Segundo a Anvisa, muitas das opções já existentes não atuam diretamente em mecanismos específicos relacionados à fisiopatologia da doença.

O atogepanto faz parte de uma classe de medicamentos que atua sobre uma via relacionada à transmissão da dor e ao desenvolvimento das crises. A disponibilidade de uma nova opção pode ampliar as possibilidades de tratamento para adultos que convivem com episódios frequentes, sempre de acordo com avaliação e acompanhamento profissional.

Conclusão

O novo medicamento Aquipta aprovado pela Anvisa traz uma nova opção oral para a prevenção da enxaqueca em adultos com quatro ou mais episódios mensais.

Embora represente um avanço nas alternativas disponíveis, o medicamento deve ser utilizado conforme indicação médica. Pessoas que apresentam crises frequentes ou que tiveram mudanças no padrão das dores devem procurar avaliação profissional para identificar a melhor estratégia de tratamento.

Fontes:

Anvisa — Anvisa aprova medicamento para prevenção de enxaqueca — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-de-enxaqueca

Agência Brasil — Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-tratamento-de-enxaqueca

CNN Brasil — Anvisa aprova novo medicamento para prevenção de enxaqueca — https://www.cnnbrasil.com.br/saude/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-prevencao-de-enxaqueca-saiba-qual/

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Resposta rápida

O que é o Alzheimer precoce?

O Alzheimer precoce é a doença de Alzheimer que surge antes dos 65 anos. Além da perda de memória, pode causar alterações na linguagem, dificuldade para planejar e realizar tarefas, problemas de orientação e mudanças de comportamento.

Quando se fala em doença de Alzheimer, a perda de memória costuma ser o primeiro sinal lembrado. Porém, principalmente nos casos de início precoce, outras mudanças cognitivas e comportamentais também podem chamar a atenção.

Dificuldades para encontrar palavras, organizar tarefas, resolver problemas, reconhecer lugares ou objetos e mudanças de personalidade podem estar entre os sinais que merecem investigação. O Alzheimer pode afetar diferentes áreas do cérebro e, por isso, os sintomas variam de uma pessoa para outra.

Dificuldade para encontrar palavras

Uma pessoa que antes se comunicava normalmente pode começar a ter dificuldade frequente para encontrar palavras ou expressar uma ideia.

Trocar palavras, perder o raciocínio durante uma conversa ou ter dificuldade para compreender determinadas informações também podem acontecer. Quando essas alterações são persistentes e começam a interferir na comunicação cotidiana, é importante buscar avaliação profissional.

Problemas para planejar e organizar

Outra mudança que pode aparecer está relacionada às funções executivas, responsáveis por atividades como planejamento, organização, tomada de decisões e resolução de problemas.

A pessoa pode começar a ter dificuldade para organizar as contas, preparar uma refeição seguindo etapas ou realizar tarefas que antes faziam parte da rotina.

Complicações para realizar tarefas conhecidas

Atividades que sempre foram simples podem se tornar mais difíceis. A pessoa pode esquecer como realizar determinadas tarefas, ter problemas para utilizar objetos conhecidos ou precisar de mais ajuda para completar atividades do dia a dia.

Desorientação e dificuldade para reconhecer lugares

Alterações nas habilidades visuoespaciais também podem ocorrer. Um dos sinais é começar a se perder em lugares conhecidos ou ter dificuldade para encontrar um caminho que antes era familiar. Problemas para reconhecer objetos ou compreender determinadas informações visuais também podem aparecer.

Mudanças de comportamento e personalidade

Mudanças no comportamento podem acompanhar o comprometimento cognitivo. A pessoa pode apresentar maior irritabilidade, apatia, ansiedade, isolamento social ou mudanças na maneira de se relacionar com familiares e amigos. Essas mudanças, especialmente quando são novas e persistentes, também merecem atenção.

Nem todo esquecimento significa Alzheimer

É importante lembrar que esquecer algo ocasionalmente faz parte da vida e não significa necessariamente que exista uma doença neurodegenerativa.

Problemas de memória e pensamento também podem estar relacionados a outras condições, incluindo depressão, deficiência de vitaminas e efeitos de medicamentos. Por isso, a investigação médica é fundamental para identificar a causa.

Quando procurar ajuda?

Alterações que persistem, pioram com o tempo ou começam a interferir no trabalho, nos relacionamentos ou nas atividades do dia a dia devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

O diagnóstico precoce permite investigar outras possíveis causas dos sintomas e, quando há uma doença neurodegenerativa, possibilita iniciar o acompanhamento e as medidas de cuidado mais adequadas.

Em resumo

O Alzheimer não se manifesta apenas pela perda de memória. Dificuldades de linguagem, planejamento, orientação, realização de tarefas e mudanças de comportamento também podem fazer parte do quadro.

Perceber essas alterações e buscar avaliação profissional é importante, especialmente quando os sintomas são persistentes ou começam a afetar a rotina. Quanto antes a causa for investigada, maiores são as possibilidades de orientar adequadamente o cuidado.

Fontes:

Ministério da Saúde – Alzheimer — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/alzheimer

Ministério da Saúde – Diagnóstico precoce: Pessoas com Demência — https://linhasdecuidado.saude.gov.br/portal/demencia/unidade-de-atencao-primaria/diagnostico-precoce/

Ministério da Saúde – Doença de Alzheimer e outras demências — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/alzheimer-e-outras-demencias/alzheimer-e-outras-demencias

Alzheimer’s Association Brasil – Ajuda sobre Alzheimer e demência — https://www.alz.org/br/demencia-alzheimer-brasil.asp

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