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Coartem Baby: novo tratamento infantil contra malária

Um avanço histórico no combate à malária infantil

A malária continua sendo uma das principais causas de morte em crianças menores de cinco anos em regiões endêmicas. Estima-se que, só em 2022, a doença tenha sido responsável por cerca de 600 mil mortes no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em um passo importante para mudar esse cenário, a farmacêutica Novartis anunciou, em julho de 2025, a aprovação do Coartem Baby pelas autoridades regulatórias da Suíça. Trata-se do primeiro tratamento antimalárico aprovado especificamente para bebês com peso inferior a 4,5 kg — um grupo até então desassistido pelas terapias disponíveis.

O que é o Coartem Baby

O Coartem Baby é uma nova formulação do medicamento Coartem, já utilizado há anos no tratamento da malária causada pelo Plasmodium falciparum. A combinação dos princípios ativos artemeter e lumefantrina continua presente, mas a formulação foi adaptada para atender com segurança e eficácia recém-nascidos e lactentes de baixo peso.

Esse público é especialmente vulnerável não apenas à infecção pela malária, mas também aos efeitos adversos de medicamentos inadequados ou mal dosados, o que torna essa aprovação um marco na saúde pediátrica.

Por que essa aprovação é tão relevante

Até agora, não havia nenhum medicamento com aprovação regulatória específica para tratar malária em crianças com menos de 4,5 kg, o que representava um grande desafio para médicos e famílias em áreas de alta transmissão da doença.

A nova formulação preenche essa lacuna terapêutica e pode salvar milhares de vidas, sobretudo na África Subsaariana, onde a malária é endêmica e a maioria dos casos graves ocorre em crianças pequenas.

O que vem a seguir

A aprovação na Suíça representa o primeiro passo para a liberação global do Coartem Baby. Segundo a Novartis, o próximo foco é garantir a homologação emergencial do medicamento em pelo menos oito países africanos que participaram dos estudos clínicos de fase III: Burkina Faso, Costa do Marfim, Quênia, Malaui, Moçambique, Nigéria, Tanzânia e Uganda.

A empresa também se comprometeu a oferecer o tratamento em regime predominantemente não lucrativo, facilitando o acesso em regiões de maior vulnerabilidade.

E o Brasil?

Embora o medicamento ainda não tenha sido aprovado pela Anvisa, o Coartem Baby representa uma inovação importante que pode, no futuro, ser incorporada ao tratamento de malária no Brasil, especialmente nas regiões da Amazônia Legal, onde a doença ainda tem alta incidência.

O país já adota estratégias eficazes de combate à malária por meio do SUS, com testagem rápida e tratamento gratuito. A chegada de uma formulação segura para lactentes de baixo peso poderá ampliar ainda mais o alcance dessas políticas públicas.

Conclusão

A aprovação do Coartem Baby representa um avanço real na luta contra a malária e uma resposta concreta para proteger os bebês mais vulneráveis. É também um lembrete de como a ciência, quando voltada à equidade, pode salvar vidas e transformar o acesso à saúde em regiões de maior risco.

A expectativa agora é de que o medicamento chegue a quem mais precisa, de forma rápida e acessível.

Leia mais:

https://www.raiadosecerta.com.br/blog

 

Fontes:

  • Conselho Federal de Farmácia (CFF) – cff.org.br

  • Novartis – Comunicado oficial à imprensa (Julho 2025)

  • Organização Mundial da Saúde (OMS) – World Malaria Report, 2023

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Uma dose esquecida por semana: o que acontece após um ano?
Esquecer um medicamento uma vez por semana pode parecer pouco, mas o impacto acumulado ao longo do ano pode comprometer o tratamento.

Uma dose esquecida por semana: o que acontece após um ano?

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Esquecer de tomar um medicamento de vez em quando pode até parecer algo sem importância, mas não é bem assim que funciona. Quando esse esquecimento se repete semana após semana, o cenário muda. Uma dose esquecida por semana representa mais de 50 doses perdidas ao longo de um ano. E, dependendo do tratamento, isso pode fazer diferença nos resultados esperados.

O impacto dos pequenos esquecimentos

Muitas doenças crônicas exigem que os medicamentos sejam utilizados de forma contínua para manter seus efeitos. Condições como hipertensão, diabetes, colesterol alto e problemas cardiovasculares dependem da regularidade do tratamento para permanecerem controladas.

Quando as doses são esquecidas com frequência, o organismo pode não receber a quantidade necessária do medicamento para alcançar o benefício esperado.

O que acontece ao longo do tempo?

Uma dose perdida isoladamente nem sempre provoca consequências imediatas. O desafio está na repetição. Ao longo de um ano, esquecer um medicamento uma vez por semana significa deixar de tomar aproximadamente 52 doses. E isso pode ocasionar:

  • Maior dificuldade no controle da doença
  • Oscilações nos resultados do tratamento
  • Necessidade de ajustes terapêuticos
  • Aumento do risco de complicações em alguns casos

Por isso, a adesão ao tratamento é considerada uma das partes mais importantes do cuidado com a saúde.

Por que esquecemos de tomar remédio?

Existem alguns fatores na rotina que podem ocasionar no esquecimento de tomar os remédios, especialmente para as pessoas com tratamentos de longo prazo. Os motivos são diversos, como:

  • Rotina corrida
  • Mudanças de horários
  • Viagens
  • Uso de vários medicamentos ao mesmo tempo
  • Falta de organização

Como reduzir os esquecimentos?

Pequenas mudanças podem fazer grande diferença ao longo do tempo. Criar uma rotina organizada pode ajudar a aumentar a regularidade do tratamento. Algumas estratégias incluem:

  • Associar o medicamento a hábitos diários
  • Utilizar lembretes
  • Manter horários definidos
  • Organizar os medicamentos por dia e horário
  • Contar com o apoio de familiares ou cuidadores quando necessário

Conclusão

Uma dose esquecida por semana pode parecer pouco hoje, mas representa mais de 50 oportunidades perdidas de seguir corretamente o tratamento ao longo de um ano. Quando o assunto é saúde, a constância costuma ser tão importante quanto o próprio medicamento. Afinal, os melhores resultados acontecem quando o tratamento é feito de forma certa e seguindo as orientações prescritas pelo seu médico.

A organização dos seus medicamentos não precisa ser um desafio. Com a Dose Certa, você tem à disposição uma solução prática, segura e personalizada para garantir que seu tratamento seja seguido de forma eficiente e sem erros. Com o suporte de nossa equipe de farmacêuticos e o acompanhamento contínuo, você pode ficar tranquilo sabendo que sua saúde está sendo bem cuidada. 

Quer saber mais sobre como podemos ajudar você a organizar seus medicamentos? Acesse nossa página e se informe.

Fontes:

Organização Mundial da Saúde (OMS) – Adherence to Long-Term Therapies: Evidence for Action – https://iris.who.int/handle/10665/42682

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) – Adesão à Medicação –https://pesquisa.bvsalud.org/portal/?q=mh:(%22Ades%C3%A3o%20%C3%A0%20Medica%C3%A7%C3%A3o%22)

Ministério da Saúde – Uso Racional de Medicamentos – https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/uso-racional-de-medicamentos

Ministério da Saúde – Contribuições para a Promoção do Uso Racional de Medicamentos –https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/daf/uso-racional-de-medicamentos/publicacoes/contribuicoes-para-o-uso-racional-de-medicamentos.pdf

Sociedade Brasileira de Diabetes – Diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes
https://diretriz.diabetes.org.br

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Mounjaro ou Ozempic: qual a diferença entre os dois?
Mounjaro e Ozempic não são a mesma coisa. Entenda as diferenças entre os medicamentos, como eles funcionam e para quem são indicados.

Mounjaro ou Ozempic: qual a diferença entre os dois?

Você provavelmente já ouviu falar do Mounjaro e do Ozempic, eles estão entre os medicamentos mais conhecidos para o tratamento do diabetes tipo 2. Nos últimos anos, eles também ganharam destaque por ajudarem no controle do peso.

Embora tenham algumas semelhanças, existem diferenças importantes entre eles. Entender essas diferenças pode ajudar quem busca mais informações sobre os tratamentos disponíveis.

O que é o Ozempic?

Ozempic é o nome comercial da semaglutida, medicamento utilizado para ajudar no controle do açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo 2. Ele atua no hormônio GLP-1, auxiliando no controle da glicose e aumentando a sensação de saciedade. A semaglutida também está presente em medicamentos indicados para o tratamento da obesidade, como o Wegovy.

O que é o Mounjaro?

Mounjaro é o nome comercial da tirzepatida, medicamento também utilizado para ajudar no controle do açúcar no sangue em pessoas com diabetes tipo 2. Sua principal diferença é atuar nos hormônios GLP-1 e GIP, o que contribui para o controle do apetite e do metabolismo. Além disso, a Anvisa aprovou seu uso para o controle do peso a longo prazo em pessoas com obesidade ou sobrepeso associado a problemas de saúde relacionados ao peso.

O que isso muda na prática?

Enquanto o Ozempic atua em um único hormônio, o Mounjaro atua em dois. Dessa forma, os medicamentos funcionam de maneiras diferentes, embora ambos tenham como objetivo melhorar o controle metabólico.

Por isso, a escolha entre eles deve sempre considerar a avaliação médica e as necessidades de cada paciente.

Em resumo

Ozempic e Mounjaro são medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e podem contribuir para a perda de peso, pois aumentam a saciedade, reduzem o apetite e retardam o esvaziamento do estômago. A principal diferença é que o Ozempic contém semaglutida e atua no hormônio GLP-1, enquanto o Mounjaro contém tirzepatida e age nos hormônios GLP-1 e GIP.

Ambos podem causar efeitos colaterais semelhantes, como náusea, vômito, diarreia, constipação e dor abdominal. A escolha do tratamento deve ser individualizada e feita com orientação médica, considerando fatores como histórico de saúde, peso corporal e objetivos terapêuticos.

Fontes:

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Mounjaro® (tirzepatida): nova indicação — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/mounjaro-r-tirzepatida-nova-indicacao

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Wegovy (semaglutida) — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/wegovy-semaglutida

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Bulário Eletrônico Mounjaro® — https://consultas.anvisa.gov.br/#/medicamentos/2801273?numeroProcesso=25351880657202129

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Bulário Eletrônico Ozempic® — https://consultas.anvisa.gov.br/#/medicamentos/1220881?numeroProcesso=25351658916201751

MedlinePlus – Tirzepatide Injection — https://medlineplus.gov/druginfo/meds/a622044.html

MedlinePlus – Semaglutide — https://medlineplus.gov/druginfo/meds/a619057.html

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Anvisa faz alerta sobre medicamentos falsificados
Anvisa reforça ações contra medicamentos falsificados e alerta a população sobre os riscos de adquirir produtos sem procedência confiável.

Anvisa faz alerta sobre medicamentos falsificados

remedios

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tem reforçado as ações de fiscalização para combater a circulação de medicamentos falsificados no Brasil. Somente nos últimos meses, a agência determinou a apreensão e o recolhimento de diversos lotes suspeitos de falsificação. Entre os medicamentos suspeitos estão os utilizados no tratamento de câncer, diabetes e obesidade.

Nos casos recentes estão lotes falsificados de medicamentos como Keytruda®, Kadcyla® e Mounjaro®, identificados após denúncias dos próprios fabricantes e investigações conduzidas pela Anvisa. Em alguns produtos, foram encontradas diferenças nas embalagens, números de série inexistentes e até ausência do princípio ativo esperado.

Quais são os riscos dos medicamentos falsificados?

Medicamentos falsificados representam um grave risco à saúde. Além de poderem não conter o princípio ativo correto, alguns produtos podem apresentar substâncias desconhecidas, dosagens inadequadas ou falhas de fabricação.

Isso pode comprometer o tratamento de doenças, provocar reações adversas e colocar a vida dos pacientes em risco, especialmente em casos que exigem medicamentos de uso contínuo ou tratamentos complexos.

Como se proteger?

A Anvisa orienta que os medicamentos sejam adquiridos apenas em farmácias e estabelecimentos autorizados.

Também é importante observar sinais de irregularidade, como:

  • Embalagens com informações divergentes
  • Ausência de lacres de segurança
  • Erros de impressão
  • Preços muito abaixo dos praticados no mercado
  • Produtos vendidos em canais não autorizados

Em caso de suspeita, a recomendação é interromper o uso e procurar orientação de um profissional de saúde.

Conclusão

O aumento das ações de fiscalização demonstra a preocupação da Anvisa com a segurança dos pacientes e a qualidade dos medicamentos disponíveis no mercado. A compra de produtos em locais confiáveis e a atenção aos alertas emitidos pelos órgãos de saúde são medidas importantes para reduzir os riscos associados aos medicamentos falsificados.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Anvisa determina apreensão de lotes de medicamentos falsificados — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-determina-apreensao-de-lotes-de-medicamentos-falsificados
 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Anvisa determina recolhimento de medicamentos falsificados — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-determina-recolhimento-de-medicamentos-falsificados
 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Anvisa determina recolhimento de medicamentos com irregularidades e apreende medicamentos falsificados — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-determina-recolhimento-de-medicamentos-com-irregularidades-e-apreende-e-proibe-medicamentos-falsificados
 
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Keytruda: saiba como identificar os produtos falsificados — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/keytruda-saiba-como-identificar-os-produtos-falsificados
 
 
Agência Brasil – Anvisa e PF vão combater venda ilegal de medicamentos emagrecedores — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-05/anvisa-e-pf-vao-combater-venda-ilegal-de-medicamentos-emagrecedores

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Cronoterapia: A ciência do horário do medicamento
Entenda a cronoterapia e descubra por que o horário do medicamento importa tanto quanto a dose. A Raia Dose Certa organiza sua saúde com precisão e cuidado.

Cronoterapia: A ciência do horário do medicamento

Imagine um cenário onde o cuidado com doenças crônicas não se resume apenas ao que você toma, mas exatamente ao momento em que o relógio marca a hora. Existe uma verdade na medicina moderna que pode parecer contra-intuitiva à primeira vista: você pode estar tomando a sua medicação na dosagem perfeitamente correta, mas no horário inadequado.

O nosso corpo é uma verdadeira obra-prima de sincronia. No entanto, muitas vezes ignoramos o nosso relógio interno. Novos avanços em uma área chamada cronoterapia provam que alinhar o seu tratamento ao seu ritmo biológico pode ser a diferença entre um cuidado mediano e uma qualidade de vida excepcional.

O ritmo das suas células e o mistério científico

Por muito tempo, o foco esteve apenas na química. Mas por que alguns medicamentos funcionam melhor às 3h da manhã do que às 15h? A ciência de ponta revela que sincronizar a intervenção farmacêutica com o nosso relógio circadiano transforma o tratamento de algo reativo para uma engenharia de precisão e cuidado.

O momento em que uma pílula se dissolve no seu organismo importa tanto quanto os componentes dentro dela. Ao otimizar essas janelas moleculares, é possível maximizar a eficácia terapêutica do tratamento enquanto se reduz drasticamente o risco de efeitos colaterais. É sobre parar de lutar contra o ritmo natural das suas células e começar a trabalhar a favor delas.

Unindo biologia e organização prática

Para quem convive com condições de longo prazo, manter uma rotina estruturada não é apenas uma questão de disciplina. É uma necessidade biológica para garantir segurança e saúde. O grande desafio do dia a dia, no entanto, é conseguir manter essa precisão em meio à rotina corrida dos pacientes e de quem cuida deles com tanto amor.

É exatamente aqui que a ciência encontra o acolhimento prático. A Raia Dose Certa atua como um serviço profissional de organização de medicamentos, desenhado não apenas para trazer facilidade, mas para ser um parceiro de saúde focado na biologia e no bem-estar do paciente.

Mais do que organizar os seus tratamentos, o nosso propósito é garantir que a precisão que o seu corpo exige seja cumprida sem estresse. Ao entregar cada dose separada pela data e hora exata do consumo, tiramos o peso da gestão logística das mãos de quem cuida, garantindo que o seu relógio interno receba o estímulo certo, no momento exato em que ele mais precisa.

O cuidado verdadeiro começa quando entendemos as necessidades mais profundas de quem amamos. Respeitar o tempo do seu corpo é uma das formas mais bonitas de promover longevidade e tranquilidade.

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