Lisdexanfetamina: para que serve e quais são os efeitos
- julho 23, 2025
- 8:00 am

O que é lisdexanfetamina
A lisdexanfetamina é um medicamento de uso controlado, pertencente à classe dos psicoestimulantes. Ela é comercializada no Brasil sob nomes como Venvanse, e tem como princípio ativo uma substância que é convertida em dextroanfetamina no organismo.
Sua ação principal é atuar sobre neurotransmissores do cérebro, como dopamina e noradrenalina, ajudando a melhorar o foco, o controle da impulsividade e a regulação do comportamento.
Para que serve a lisdexanfetamina
No Brasil, a lisdexanfetamina é aprovada pela Anvisa para dois usos principais:
Tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos
Tratamento da compulsão alimentar moderada a grave em adultos
No TDAH, o medicamento ajuda a reduzir sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade. Já nos quadros de compulsão alimentar, o uso é indicado quando há episódios frequentes de ingestão exagerada de alimentos, com perda de controle e sofrimento associado.
Como age no organismo
A lisdexanfetamina é considerada um pró-fármaco, ou seja, ela só se torna ativa depois de metabolizada no organismo. Isso reduz o risco de abuso e oferece uma liberação mais gradual do princípio ativo.
O efeito terapêutico costuma aparecer dentro de 1 a 2 horas após a administração oral, com duração que pode chegar a 12 horas — por isso, o uso é geralmente feito uma vez ao dia, pela manhã.
Efeitos colaterais mais comuns
Como qualquer medicamento, a lisdexanfetamina pode causar efeitos adversos, que variam de pessoa para pessoa. Os mais frequentes são:
Diminuição do apetite
Dor de cabeça
Insônia ou dificuldade para dormir
Boca seca
Irritabilidade
Aumento da frequência cardíaca
Ansiedade leve
Esses efeitos devem ser monitorados, principalmente nas primeiras semanas de tratamento. Em caso de reações mais intensas, o médico pode ajustar a dose ou considerar outras opções terapêuticas.
Cuidados importantes no uso
Por ser um medicamento de ação no sistema nervoso central, a lisdexanfetamina deve ser usada somente com prescrição médica e acompanhamento contínuo.
Alguns cuidados essenciais incluem:
Não interromper o tratamento por conta própria
Comunicar ao médico qualquer efeito adverso persistente
Não compartilhar o medicamento com outras pessoas
Evitar o uso em horários próximos ao sono
Realizar avaliações periódicas, incluindo pressão arterial e frequência cardíaca
Além disso, a retenção da receita é obrigatória, já que se trata de um medicamento sujeito a controle especial (tarja preta), conforme normas da Anvisa.
Como a Dose Certa pode ajudar
Quem faz uso contínuo de medicamentos como a lisdexanfetamina pode se beneficiar da organização em box por dose e horário, oferecida pela Dose Certa. Isso evita esquecimentos e torna mais prático o acompanhamento diário, especialmente para quem precisa tomar outras medicações associadas.
Nosso serviço também contribui com o uso seguro, ajudando a garantir que o tratamento ocorra conforme prescrito, com mais autonomia e tranquilidade para o paciente e sua família.
Conclusão
A lisdexanfetamina é uma importante ferramenta no tratamento do TDAH e da compulsão alimentar, com eficácia comprovada e uso cada vez mais comum no Brasil. No entanto, seu uso exige acompanhamento profissional, responsabilidade e atenção aos efeitos.
Quando bem conduzido, o tratamento pode promover mudanças significativas na qualidade de vida de adultos e crianças.
Leia mais:
https://www.raiadosecerta.com.br/blog
Fontes:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Bulário eletrônico
FDA – Food and Drug Administration, EUA
Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA)
Manual MSD – Lisdexanfetamina
Revista Brasileira de Psiquiatria, 2022
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Escitalopram e álcool: pode beber tomando o medicamento?
- agosto 27, 2025
- 11:16 am

Escitalopram e álcool: pode beber tomando o medicamento?
O escitalopram é um antidepressivo bastante prescrito para o tratamento de ansiedade, depressão e outros transtornos relacionados ao humor. Mas uma dúvida muito comum entre os pacientes é: quem toma escitalopram pode beber álcool?
Neste artigo, vamos explicar os riscos dessa combinação e também esclarecer outras dúvidas frequentes sobre o medicamento.
Posso beber tomando escitalopram?
Não é recomendado misturar escitalopram com bebidas alcoólicas.
O álcool pode:
Aumentar os efeitos colaterais, como sonolência, tontura e falta de coordenação.
Potencializar a ação do remédio no sistema nervoso central, causando maior sedação.
Prejudicar o tratamento, já que o álcool pode agravar sintomas de depressão e ansiedade.
👉 Ou seja, beber durante o tratamento pode diminuir a eficácia do escitalopram e aumentar os riscos para a saúde.
Escitalopram 10mg, 20mg e outras dosagens
O escitalopram pode ser encontrado em comprimidos de 5mg, 10mg e 20mg.
Escitalopram 10mg: geralmente é a dose inicial recomendada em muitos casos.
Escitalopram 20mg: pode ser indicada pelo médico em situações de maior necessidade terapêutica.
A dose deve sempre ser ajustada por um médico, de acordo com a resposta de cada paciente.
Nunca aumente ou reduza a dose por conta própria.
Escitalopram dá sono?
Sim, um dos efeitos colaterais mais relatados do escitalopram é a sonolência. Por isso, alguns médicos recomendam tomá-lo à noite.
Escitalopram engorda?
O ganho de peso pode acontecer durante o uso do escitalopram, mas não é regra.
Em alguns pacientes, o medicamento pode aumentar o apetite.
Outros podem até perder peso, devido à melhora dos sintomas de ansiedade e depressão.
O acompanhamento médico e nutricional é importante para monitorar mudanças no peso durante o tratamento.
Escitalopram: efeitos colaterais
Alguns efeitos adversos comuns incluem:
Náusea
Sonolência ou insônia
Alterações no apetite
Boca seca
Tontura
Efeitos mais graves, como arritmias e convulsões, são raros, mas exigem atenção médica imediata.
Escitalopram: bula e preço
A bula do escitalopram traz todas as informações oficiais sobre posologia, efeitos colaterais e interações. É fundamental ler e seguir as orientações médicas.
O preço do escitalopram varia bastante conforme a dosagem, a marca (de referência ou genérico) e a farmácia. Em média, pode custar entre R$ 30 e R$ 100 por caixa.
Conclusão
Misturar escitalopram e álcool não é seguro, pois pode potencializar efeitos colaterais e comprometer o tratamento. Além disso, é importante conhecer as principais informações sobre o medicamento, como dosagem (10mg, 20mg), efeitos colaterais, preço e bula, para garantir um uso consciente e seguro.
Sempre converse com seu médico antes de fazer qualquer ajuste no tratamento ou consumir bebidas alcoólicas.
Leia também:
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Fontes
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Check-up cardiovascular ganha mais importância no inverno
- agosto 27, 2025
- 8:00 am

Check-up cardiovascular ganha ainda mais importância no inverno
Por que o inverno afeta o coração
Durante os meses mais frios, o corpo sofre mudanças naturais para se manter aquecido. A constrição dos vasos sanguíneos aumenta a pressão arterial e exige mais esforço do coração. Além disso, a tendência a praticar menos atividades físicas e a consumir alimentos mais calóricos pode elevar os riscos cardiovasculares.
Sintomas que não devem ser ignorados
Fique atento a sinais como:
Falta de ar ao realizar atividades simples
Dor ou pressão no peito
Inchaço nas pernas ou tornozelos
Palpitações frequentes
Detectar alterações precocemente é fundamental para prevenir complicações.
A importância do check-up cardiovascular
Um check-up completo pode identificar fatores de risco silenciosos, como:
Hipertensão
Colesterol elevado
Diabetes
Problemas de circulação
Com base nos resultados, é possível ajustar hábitos, iniciar tratamentos ou reforçar a medicação, se necessário.
Cuidados extras no inverno
Além do check-up, algumas medidas ajudam a proteger o coração nesta estação:
Manter-se ativo, mesmo em ambientes internos
Evitar mudanças bruscas de temperatura
Alimentar-se de forma equilibrada e rica em frutas e vegetais
Manter a rotina de medicação corretamente
Conclusão
O inverno exige atenção redobrada com a saúde cardiovascular. Consultar regularmente um cardiologista e realizar check-ups preventivos pode fazer toda a diferença para manter o coração saudável durante o ano todo.
Leia mais: Treinar 2 vezes na semana reduz risco cardíaco em pessoas com diabetes
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Você sabe qual é a relação da dívida com a saúde mental?
- agosto 25, 2025
- 8:00 am

A relação da dívida com a saúde mental
O endividamento é uma realidade para milhões de pessoas no Brasil e pode afetar não só o bolso, mas também a saúde mental. O peso das dívidas vai além das contas atrasadas — ele impacta emoções, comportamentos e qualidade de vida, causando estresse, ansiedade e até depressão.
Como a dívida afeta a saúde mental?
Viver com dívidas pode gerar uma série de reações emocionais negativas. A preocupação constante com as finanças, o medo do desemprego ou da inadimplência, além do sentimento de incapacidade, aumentam o nível de estresse. Estudos indicam que o estresse financeiro está diretamente ligado ao aumento da ansiedade e sintomas depressivos (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, 2021).
O ciclo da dívida e do sofrimento emocional
A ansiedade e o estresse causados pela dívida podem prejudicar a capacidade de concentração e tomada de decisões, dificultando o planejamento financeiro e a busca por soluções. Esse ciclo pode levar ao aumento da dívida e agravar o sofrimento mental, criando um círculo vicioso difícil de romper.
Consequências para o bem-estar geral
Além do impacto emocional, o estresse prolongado pode desencadear sintomas físicos como insônia, dores musculares, problemas digestivos e queda na imunidade. Tudo isso interfere na qualidade de vida e na saúde integral do indivíduo.
Como cuidar da saúde mental diante das dívidas?
Busque orientação financeira: Profissionais especializados podem ajudar a reorganizar as finanças e criar um plano realista de pagamento.
Procure apoio psicológico: Conversar com psicólogos ou grupos de apoio pode aliviar o peso emocional e ensinar estratégias para lidar com a ansiedade.
Pratique autocuidado: Atividades físicas, alimentação equilibrada e momentos de lazer ajudam a reduzir o estresse.
Evite o isolamento: Compartilhar as dificuldades com pessoas de confiança pode oferecer suporte emocional importante.
Conclusão
A relação entre dívida e saúde mental é complexa e merece atenção especial. Reconhecer o impacto das finanças na saúde emocional é o primeiro passo para buscar ajuda e adotar práticas que promovam equilíbrio e qualidade de vida. A Raia Dose Certa apoia o cuidado integral, incluindo o bem-estar emocional, para uma vida mais saudável.
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Pode comer e depois tomar banho? Entenda mais
- agosto 20, 2025
- 8:00 am

Pode comer e depois tomar banho? Entenda mais
Essa é uma dúvida antiga e muito comum: será que é perigoso tomar banho logo depois de comer? A resposta curta é que, para a maioria das pessoas saudáveis, não existe risco significativo — mas há alguns pontos importantes a considerar.
O que acontece no corpo após a refeição
Quando você se alimenta, o corpo direciona mais fluxo sanguíneo para o sistema digestivo, ajudando na digestão e absorção dos nutrientes. Esse processo é chamado de desvio de fluxo sanguíneo e pode provocar uma sensação de sonolência ou cansaço após refeições maiores.
O banho, especialmente se for quente, também provoca alterações no fluxo sanguíneo, direcionando-o para a pele para ajudar na regulação da temperatura corporal.
O mito do banho após comer
A crença popular diz que tomar banho depois de comer pode “interromper a digestão” ou causar mal-estar grave. No entanto, não há evidências científicas sólidas que comprovem esse risco para pessoas sem problemas de saúde. O que pode acontecer é um leve desconforto, principalmente se o banho for muito quente e a refeição muito pesada.
Quando ter atenção
Embora seja seguro para a maioria das pessoas, existem situações em que é bom esperar pelo menos 30 minutos após a refeição para tomar banho:
Pessoas com pressão baixa, pois o calor pode intensificar a queda de pressão.
Quem sofre de refluxo ou má digestão, já que o calor excessivo e movimentos bruscos podem piorar os sintomas.
Crianças pequenas e idosos, que são mais sensíveis a variações de temperatura.
Dicas para evitar desconfortos
Prefira banhos mornos em vez de muito quentes logo após comer.
Evite refeições muito pesadas se pretende tomar banho em seguida.
Observe como o seu corpo reage e ajuste o tempo de espera conforme necessário.
Conclusão
Para a maioria das pessoas, tomar banho após comer não é perigoso e não atrapalha a digestão de forma relevante. O importante é respeitar os sinais do corpo e evitar exageros tanto na refeição quanto na temperatura da água.