Ozivy: o que muda com o “Ozempic nacional” aprovado
A Anvisa publicou nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, o registro do Ozivy, a primeira caneta de semaglutida sintética análoga ao produto biológico liberada para comercialização no Brasil. O medicamento é da farmacêutica EMS e usa o mesmo princípio ativo do Ozempic, da dinamarquesa Novo Nordisk. A notícia movimentou o setor de saúde e gerou dúvidas legítimas entre pacientes, médicos e consumidores. Vamos responder as principais delas.
O que é o Ozivy e qual a diferença para o Ozempic?
O Ozivy não é um medicamento genérico. Pela regulamentação brasileira, não existe categoria de genérico para produtos biológicos. O produto é classificado como medicamento novo por se tratar de um análogo sintético de produto biológico, o que significa que passou por um processo próprio de comprovação de qualidade, segurança e eficácia junto à Anvisa. O pedido de registro foi apresentado em 2023 e a avaliação seguiu a ordem cronológica e de prioridade para medicamentos do tipo GLP-1, definida no Edital de Chamamento 12/2025.
Há ainda uma diferença prática importante no armazenamento: o Ozivy deve ser mantido sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, antes e depois do início do tratamento. O Ozempic, por sua vez, exige refrigeração apenas antes do primeiro uso e pode permanecer em temperatura de até 30°C por até 6 semanas após o início da utilização. Esse detalhe importa bastante na rotina de quem usa o produto.
Por que essa aprovação é histórica?
A decisão marca a primeira autorização de um concorrente nacional desde o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil, ocorrida em 20 de março de 2026. A aprovação abre oficialmente o mercado brasileiro da semaglutida para novos fabricantes e intensifica a disputa em um setor que movimenta bilhões de reais, impulsionado pela alta demanda das chamadas “canetas emagrecedoras”. Antes disso, em abril, a Anvisa chegou a rejeitar alguns pedidos por falhas técnicas e problemas na documentação apresentada por outras empresas. O Ozivy foi o primeiro a cruzar a linha de chegada.
Quando chega às farmácias?
Aprovação não significa disponibilidade imediata. A empresa detentora do registro ainda precisa passar pela aprovação do preço máximo pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos) antes de colocar o produto à venda. A EMS sinalizou que pretende chegar às farmácias em até 30 dias, mas estimativas mais conservadoras apontam para um prazo de dois a três meses, com chegada esperada até agosto. A produção será feita na unidade de Hortolândia, interior de São Paulo, em uma planta fabril que recebeu investimento superior a R$ 1,2 bilhão.
Quanto vai custar?
O preço final ainda depende da CMED, mas já há projeções. O vice-presidente da EMS, Marcus Sanchez, afirmou publicamente que o Ozivy será “30% mais barato que o Ozempic”. Com o produto de referência sendo vendido atualmente em torno de R$ 1.300, as estimativas apontam para um valor próximo de R$ 1.039 para a versão nacional. No horizonte mais longo, as perspectivas são melhores: um estudo do Itaú BBA projeta que as canetas nacionais poderão ficar até 50% mais baratas do que as estrangeiras em cinco anos.
O Ozivy vai chegar ao SUS?
Não necessariamente, e não tão cedo. Para ser disponibilizado na rede pública, o medicamento precisará ser avaliado pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) e aprovado pelo Ministério da Saúde. Nem todos os medicamentos registrados pela Anvisa passam por essa análise ou são incorporados ao SUS. Trata-se de um processo separado, com prazo indefinido.
Vão surgir outros concorrentes?
Sim, mas de forma gradual. A Anvisa pode conceder no máximo três autorizações por semestre, em um processo que deve se estender até o fim de 2027. A fabricação de canetas injetáveis exige estrutura complexa, com controle rigoroso de esterilidade, envase, monitoramento ambiental e microbiológico. Por isso, poucos laboratórios têm capacidade de produzir esse tipo de medicamento no Brasil. Atualmente, outros cinco medicamentos de origem sintética e um de origem biológica da semaglutida seguem em análise na agência.
Para quem o Ozivy é indicado?
O Ozivy é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 insuficientemente controlado, como adjuvante à dieta e exercício físico. O uso segue sendo recomendado com acompanhamento médico, e especialistas reforçam os riscos do uso sem prescrição — um problema que cresceu junto com a popularização das “canetas” nas redes sociais nos últimos anos.
O lançamento do Ozivy marca o início de uma transformação real no mercado brasileiro. A EMS tem expectativa de comercializar 1,2 milhão de unidades do produto no primeiro ano, com faturamento acima de R$ 500 milhões. Para o paciente, a chegada de concorrentes ao Ozempic é uma boa notícia — especialmente se vier acompanhada de queda de preços sustentada ao longo do tempo.
Fontes:
Olhar Digital — https://olhardigital.com.br/2026/05/26/medicina-e-saude/anvisa-aprova-primeira-caneta-emagrecedora-nacional
Terra Brasil Notícias — https://terrabrasilnoticias.com/2026/05/quando-a-primeira-caneta-emagrecedora-brasileira-deve-ser-lancada-e-quanto-ela-deve-custar-no-mercado
Diário do Centro do Mundo — https://www.diariodocentrodomundo.com.br/anivsa-aprova-registro-do-ozempic-brasileiro-saiba-quando-chega-as-farmacias
Meio & Mensagem — https://www.meioemensagem.com.br/marketing/com-ozivy-ems-sai-na-frente-na-corrida-da-caneta-nacional
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Como a inteligência artificial pode auxiliar as ILPIs
A inteligência artificial vem ganhando espaço em diferentes áreas da saúde e começa a chamar a atenção também das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).
Ainda que muitas pessoas associam a tecnologia à automação de tarefas administrativas, especialistas apontam que a IA pode contribuir para aumentar a segurança, otimizar processos e apoiar equipes de cuidado, sem substituir o contato humano, considerado essencial no cuidado à pessoa idosa.
Mais tempo para o cuidado e menos tempo com tarefas repetitivas
Grande parte da rotina das ILPIs envolve atividades operacionais, como preenchimento de relatórios, organização de informações e comunicação com familiares.
Ferramentas baseadas em inteligência artificial podem ajudar a automatizar parte desses processos, permitindo que equipes assistenciais dediquem mais tempo ao acompanhamento dos residentes e ao relacionamento com as famílias.
Tecnologia pode ajudar na prevenção de quedas
As quedas continuam entre os principais desafios relacionados à saúde da população idosa. Sistemas inteligentes de monitoramento, sensores ambientais e dispositivos vestíveis já vêm sendo estudados para identificar alterações no padrão de movimentação dos residentes e auxiliar na prevenção de acidentes dentro das instituições.
Apoio à gestão de medicamentos e rotinas assistenciais
Outra aplicação em crescimento é o apoio à organização de medicamentos, lembretes de horários e acompanhamento de rotinas de cuidado. Essas ferramentas podem contribuir para reduzir falhas operacionais e oferecer mais previsibilidade em processos que exigem atenção constante das equipes.
Comunicação com famílias também pode ser beneficiada
A atualização frequente dos familiares é uma das demandas mais presentes no dia a dia das ILPIs. Ferramentas de inteligência artificial podem auxiliar na organização de informações, geração de relatórios e comunicação mais ágil entre a instituição e as famílias, fortalecendo a transparência e o relacionamento.
IA não substitui o cuidado humano
Especialistas reforçam que a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de apoio e não como substituta do cuidado prestado por profissionais e cuidadores.
Empatia, acolhimento e interação social continuam sendo elementos centrais para a qualidade de vida dos residentes e fazem parte da própria missão das ILPIs.
Conclusão
Com o envelhecimento da população e o aumento da demanda por cuidados de longa permanência, a inteligência artificial surge como uma aliada para tornar processos mais eficientes e ampliar a segurança dentro das ILPIs.
Quando utilizada de forma ética e centrada na pessoa idosa, a tecnologia pode contribuir para melhorar a experiência dos residentes, apoiar os profissionais e fortalecer a relação com as famílias.
Fontes:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) – Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs): https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/servicosdesaude/saloes-tatuagens-creches/instituicoes-de-longa-permanencia-para-idosos
JMIR Preprints – Artificial Intelligence in Nursing Care for Older Adults in Long-Term Care Facilities: An Umbrella Review: https://preprints.jmir.org/preprint/96479
National Library of Medicine (PMC) – Artificial intelligence for older people receiving long-term care: a systematic review: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8979827/
Kairós Gerontologia – A influência da robótica em Instituições de Longa Permanência para Idosos: https://kairosgerontologia.com.br/index.php/kairos/article/view/106
Vacina contra VSR em idosos reduz internações em 75%
A vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) tem demonstrado resultados importantes na proteção da população idosa. Dados recentes apontam que a imunização pode reduzir em cerca de 75% as internações relacionadas ao vírus, além de diminuir o risco de formas graves da doença.
O VSR é um dos principais causadores de infecções respiratórias e, embora seja frequentemente associado às crianças, também representa um risco significativo para pessoas com 60 anos ou mais, especialmente aquelas com doenças crônicas ou imunidade comprometida.
VSR pode causar complicações graves em idosos
Em idosos, a infecção pelo VSR pode evoluir para quadros como pneumonia, bronquiolite e agravamento de doenças respiratórias e cardiovasculares já existentes.
Segundo o Ministério da Saúde, o vírus é um importante causador de infecções respiratórias agudas e pode levar à hospitalização, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. A circulação do VSR costuma aumentar nos meses de outono e inverno, período de maior ocorrência de doenças respiratórias.
Vacinação é uma das principais formas de prevenção
A vacinação passou a representar um importante avanço na prevenção do VSR entre idosos.
Estudos de efetividade em condições reais de uso indicam redução de aproximadamente 75% nas hospitalizações relacionadas ao vírus, além de proteção contra formas graves da infecção, reforçando o papel da imunização na prevenção de complicações.
Especialistas destacam que pessoas com doenças cardíacas, pulmonares, diabetes, doença renal crônica ou imunossupressão podem se beneficiar ainda mais da vacinação, sempre conforme indicação médica.
Quem pode receber a vacina?
No Brasil, a vacinação contra o VSR está indicada para determinados grupos, conforme as recomendações da bula e das sociedades médicas.
A indicação pode variar de acordo com a idade, fatores de risco e disponibilidade do imunizante. Por isso, a avaliação médica é importante para definir se a vacina é recomendada para cada paciente.
Conclusão
A vacina contra o VSR representa uma importante ferramenta para reduzir o risco de hospitalizações e complicações respiratórias em idosos.
Manter a vacinação em dia e buscar orientação médica sobre as vacinas indicadas para cada faixa etária são medidas que contribuem para um envelhecimento mais saudável e protegido.
Fontes:
Ministério da Saúde – Vírus Sincicial Respiratório (VSR) – https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/v/virus-sincicial-respiratorio-vsr
Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – Vacina VSR para idosos – https://sbim.org.br/
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Registro das vacinas contra VSR – https://www.gov.br/anvisa/
GSK – Dados de efetividade da vacina Arexvy contra VSR em idosos (redução de aproximadamente 75% das hospitalizações em estudos de vida real) – https://www.gsk.com/
Centers for Disease Control and Prevention (CDC) – Respiratory Syncytial Virus (RSV) in Older Adults – https://www.cdc.gov/rsv/older-adults/
Brasil lança centro para desenvolver insumos farmacêuticos
O Brasil anunciou a criação de um novo centro voltado ao desenvolvimento de insumos farmacêuticos ativos (IFAs), em uma iniciativa que busca fortalecer a produção nacional de medicamentos e reduzir a dependência do país de matérias-primas importadas.
A medida surge em um momento em que especialistas e autoridades em saúde discutem a necessidade de ampliar a autonomia produtiva do país em um setor considerado estratégico para a segurança sanitária nacional.
Dependência ficou evidente durante a pandemia
De acordo com o Ministério da Saúde, a pandemia de COVID-19 evidenciou a elevada dependência do país de insumos farmacêuticos produzidos no exterior, reforçando a necessidade de ampliar a autonomia produtiva e reduzir vulnerabilidades na cadeia de abastecimento.
As dificuldades logísticas e a alta demanda global durante o período reforçaram a discussão sobre a importância de aumentar a capacidade produtiva brasileira.
Centro irá focar em pesquisa e inovação
Segundo o governo federal, o novo centro terá como objetivo desenvolver insumos farmacêuticos ativos a partir da biodiversidade brasileira, além de estimular pesquisa, inovação e novas tecnologias para a produção nacional de medicamentos.
A iniciativa será instalada no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), e contará com investimento inicial estimado em R$ 60 milhões para estruturação das atividades de pesquisa.
Impactos devem ocorrer no longo prazo
Especialistas destacam que a criação do centro representa um investimento estratégico para o futuro da indústria farmacêutica brasileira, mas os resultados não devem ser imediatos.
De acordo com informações divulgadas pelo governo e repercutidas pela imprensa, o projeto ainda não possui metas de produção ou prazos definidos para a substituição das importações, já que os primeiros anos serão dedicados principalmente à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico.
Movimento acompanha estratégia global
Após os impactos observados durante a pandemia, diversos países passaram a discutir formas de reduzir a dependência de fornecedores internacionais em áreas consideradas essenciais para seus sistemas de saúde.
O fortalecimento da produção local de insumos farmacêuticos tem sido apontado como uma das estratégias para aumentar a resiliência diante de futuras crises sanitárias e interrupções nas cadeias globais de abastecimento.
Conclusão
A criação do novo centro representa mais um passo na tentativa de fortalecer o complexo industrial da saúde no Brasil e ampliar a capacidade nacional de inovação farmacêutica.
Embora os resultados devam aparecer apenas no longo prazo, a iniciativa pode contribuir para reduzir a vulnerabilidade do país em relação ao fornecimento internacional de insumos considerados essenciais para a produção de medicamentos.
Fontes:
- G1 – https://g1.globo.com/saude/noticia/2026/07/03/brasil-cria-centro-para-produzir-insumos-farmaceuticos-e-reduzir-dependencia-do-exterior-projeto-nao-tem-prazo-nem-meta-definidos.ghtml
- Ministério da Saúde — Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS)
https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/sectics/departamento-do-complexo-economico-industrial-da-saude - Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — Complexo Econômico e Industrial da Saúde
https://portal.fiocruz.br/complexo-economico-e-industrial-da-saude - Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi)
https://abiquifi.org.br/ - Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)
https://cnpem.br/
Quedas em idosos seguem como desafio para a saúde
As quedas continuam sendo uma das principais causas de lesões, hospitalizações e perda de independência entre pessoas idosas no Brasil e no mundo.
Especialistas e órgãos de saúde alertam que, além das consequências físicas, os episódios podem impactar a autonomia, a mobilidade e a qualidade de vida, tornando a prevenção uma prioridade nas políticas de envelhecimento saudável.
Impacto vai além das fraturas
Embora fraturas sejam uma das complicações mais conhecidas, as quedas podem provocar uma série de consequências para a saúde do idoso.
Internações, redução da mobilidade, perda de confiança para realizar atividades do dia a dia e maior necessidade de apoio de familiares ou cuidadores estão entre os impactos mais frequentes.
Em alguns casos, o receio de cair novamente pode levar à redução das atividades físicas e ao isolamento social.
Diversos fatores podem aumentar o risco
As quedas costumam ter causas múltiplas e podem estar relacionadas a fatores como:
- Alterações na visão e na audição;
- Redução da força muscular;
- Problemas de equilíbrio;
- Uso de múltiplos medicamentos;
- Ambientes com pouca iluminação ou obstáculos;
- Doenças crônicas que afetam a mobilidade.
Por isso, a avaliação periódica da saúde e do ambiente onde o idoso vive é considerada importante para reduzir riscos.
Prevenção continua sendo a principal estratégia
Especialistas destacam que muitas quedas podem ser evitadas com medidas relativamente simples. Entre elas estão:
- Praticar atividades físicas orientadas;
- Manter consultas médicas regulares;
- Revisar periodicamente os medicamentos em uso;
- Melhorar a iluminação da residência;
- Retirar tapetes soltos e obstáculos dos ambientes;
- Instalar barras de apoio e corrimões;
- Utilizar calçados adequados.
A adoção dessas medidas pode contribuir para a manutenção da autonomia e da segurança no dia a dia.
Envelhecimento saudável passa pela prevenção
O envelhecimento da população brasileira tem reforçado a necessidade de ações voltadas à prevenção de quedas e à preservação da capacidade funcional dos idosos.
Especialistas ressaltam que envelhecer com autonomia envolve não apenas tratar doenças, mas também criar condições para manter a mobilidade e a independência pelo maior tempo possível.
Conclusão
As quedas continuam sendo um importante desafio para a saúde da população idosa e exigem atenção de profissionais, familiares e cuidadores.
Investir em prevenção é uma das formas mais eficazes de preservar a qualidade de vida, a autonomia e a segurança durante o envelhecimento.
Fontes:
Ministério da Saúde – Saúde da Pessoa Idosa: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Falls: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/falls
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) – Envelhecimento Saudável: https://www.paho.org/pt/topicos/envelhecimento-saudavel
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG): https://sbgg.org.br