Quetiapina: O que é, para que serve e quais cuidados tomar?
A quetiapina é um medicamento antipsicótico amplamente prescrito no tratamento de diversas condições psiquiátricas, oferecendo alívio para pacientes com distúrbios como a esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão maior. Se você ou alguém próximo recebeu uma prescrição de quetiapina, é fundamental entender como o medicamento funciona, quais são seus benefícios e os possíveis efeitos colaterais, garantindo assim um tratamento seguro e eficaz.
O que é a quetiapina?
A quetiapina pertence à classe dos antipsicóticos atípicos ou de segunda geração, uma classe de medicamentos amplamente utilizada devido ao seu perfil de efeitos colaterais relativamente mais favorável se comparado aos antipsicóticos de primeira geração. Esses medicamentos atuam no sistema nervoso central, equilibrando substâncias químicas essenciais, como a dopamina e a serotonina, que são cruciais para regular o humor, comportamento e o pensamento.
Para que serve a quetiapina?
A quetiapina é indicada para o tratamento de várias condições psiquiátricas e pode ser usada de diferentes formas, dependendo do quadro clínico:
Esquizofrenia: A quetiapina é eficaz no controle de sintomas psicóticos, como alucinações, delírios e pensamentos desorganizados.
Transtorno Bipolar: Ela é utilizada para estabilizar o humor, ajudando tanto a controlar episódios de mania (quando o paciente se encontra em um estado de euforia e agitação) quanto a tratar a fase depressiva do transtorno bipolar.
Depressão Maior: Quando o tratamento com antidepressivos não é eficaz, a quetiapina pode ser empregada como adjuvante no tratamento da depressão resistente a outros medicamentos.
Transtornos de Ansiedade e Insônia: Embora não seja a primeira escolha, a quetiapina também pode ser prescrita em doses baixas para o tratamento de alguns tipos de transtornos de ansiedade e problemas com insônia.
Como a quetiapina funciona?
A quetiapina age no cérebro bloqueando ou modulando os receptores de dopamina e serotonina. A dopamina está relacionada ao controle das emoções, motivação e comportamento, enquanto a serotonina afeta o humor, o sono e a digestão. Ao equilibrar essas substâncias, a quetiapina ajuda a reduzir os sintomas psicóticos e estabiliza o humor, promovendo alívio tanto em episódios maníacos quanto em episódios depressivos.
Como tomar quetiapina?
A quetiapina é administrada por via oral, geralmente em comprimidos de liberação imediata ou prolongada, e a dose exata deve ser determinada pelo médico com base na condição tratada e na resposta individual do paciente. As orientações médicas devem ser seguidas rigorosamente, pois ajustes inadequados na dose podem comprometer a eficácia do tratamento ou aumentar o risco de efeitos colaterais. Nunca ajuste a dose por conta própria ou interrompa o uso sem consultar um profissional de saúde.
Possíveis efeitos colaterais
Como qualquer medicamento, a quetiapina pode causar efeitos colaterais. Os mais comuns incluem:
- Sonolência: Um dos efeitos mais frequentes, especialmente nas primeiras semanas de tratamento.
- Tontura: Pode ocorrer, particularmente ao se levantar rapidamente.
- Boca seca: Sensação desconfortável de boca seca pode ocorrer.
- Ganho de peso: O aumento de peso pode ser um efeito colateral, o que deve ser monitorado regularmente.
- Alterações nos níveis de colesterol e glicose: Pode ocorrer um aumento nos níveis de glicose e colesterol no sangue.
- Constipação intestinal: Um efeito colateral possível que pode afetar o conforto do paciente.
Em casos mais raros, podem ocorrer complicações mais sérias, como:
- Movimentos involuntários (síndrome extrapiramidal): Movimentos anormais que podem afetar a coordenação motora.
- Alterações cardíacas: Mudanças no ritmo cardíaco que precisam de monitoramento.
- Síndrome neuroléptica maligna: Uma condição rara e grave que exige atendimento médico imediato.
Se você notar qualquer sintoma incomum ou preocupante, informe seu médico de imediato para ajustar o tratamento conforme necessário.
Cuidados e contraindicações
A quetiapina, embora eficaz, exige cuidados especiais durante o tratamento. Algumas precauções e contraindicações incluem:
- Álcool: Evite o consumo de álcool enquanto estiver tomando quetiapina, pois ele pode potencializar os efeitos sedativos do medicamento, aumentando o risco de sonolência excessiva e comprometendo suas funções motoras.
- Histórico de problemas cardíacos, diabetes ou problemas hepáticos: Informe seu médico caso tenha algum desses problemas, pois o uso da quetiapina pode necessitar de ajustes específicos no tratamento.
- Gravidez e amamentação: O uso de quetiapina durante a gravidez e a amamentação deve ser evitado, a menos que seja absolutamente necessário e sob rigorosa orientação médica.
- Idosos com demência: Pacientes idosos com demência têm maior risco de sofrer eventos adversos graves, como problemas cardiovasculares e risco aumentado de morte, portanto, o uso de quetiapina deve ser cuidadosamente monitorado.
Acompanhamento profissional é essencial
A quetiapina é uma ferramenta poderosa no tratamento de diversas condições psiquiátricas, mas seu uso deve sempre ser acompanhado por profissionais de saúde qualificados. O acompanhamento regular garante que os efeitos colaterais sejam monitorados, a dosagem seja ajustada conforme necessário, e que o tratamento seja integrado de forma eficaz com outras terapias, caso necessário.
Como a Dose Certa pode ajudar?
Para garantir a administração segura e eficiente da quetiapina, o serviço Raia Dose Certa pode ser uma solução ideal. O serviço organiza seus medicamentos em sachês individuais, identificados com o dia e horário corretos para o consumo, o que ajuda a evitar erros de dosagem. Além disso, o suporte farmacêutico está disponível para esclarecer dúvidas e acompanhar o seu tratamento, oferecendo mais segurança e tranquilidade.
Com a Raia Dose Certa, você pode contar com um acompanhamento contínuo e garantir que o tratamento com quetiapina seja realizado da maneira mais segura e eficaz possível.
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Segurança do paciente: reduzindo riscos de doenças crônicas
Quem vive com uma doença crônica geralmente precisa de acompanhamento contínuo, consultas, exames e, em muitos casos, uso regular de medicamentos. Nesse contexto, a segurança do paciente também faz parte do cuidado diário.
Em 2026, o Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, chama atenção para o tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”. A proposta destaca a importância de reduzir riscos em todas as etapas do cuidado, desde a prevenção e o diagnóstico até o tratamento e o autocuidado.
O que é segurança do paciente?
Segurança do paciente significa reduzir, ao mínimo aceitável, os riscos de danos desnecessários relacionados ao cuidado em saúde.
Esse cuidado não acontece apenas em hospitais. Ele também está presente nas consultas, exames, farmácias, atendimentos ambulatoriais e na rotina de quem realiza o tratamento em casa.
A participação do paciente e dos familiares também é importante para identificar dúvidas, comunicar mudanças no estado de saúde e evitar possíveis problemas.
Por que a atenção é importante nas doenças crônicas?
Doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas podem exigir acompanhamento durante longos períodos. Isso significa que o paciente pode passar por diferentes profissionais, utilizar mais de um medicamento e realizar exames em momentos distintos.
Quanto mais etapas existem no cuidado, maior a importância de manter as informações organizadas e compartilhadas entre paciente, familiares e profissionais de saúde.
O uso de vários medicamentos ao mesmo tempo, por exemplo, exige atenção especial. A Organização Mundial da Saúde destaca a polifarmácia como uma das áreas prioritárias para a segurança no uso de medicamentos.
Cuidados que ajudam a tornar o tratamento mais seguro
Mantenha a lista de medicamentos atualizada
Tenha registrada a relação dos medicamentos utilizados, incluindo nome, dose e horários, e apresente essas informações nas consultas.
Também é importante informar ao profissional sobre medicamentos de uso contínuo, suplementos e outros produtos utilizados.
Tire dúvidas antes de iniciar ou alterar um tratamento
Entender para que serve cada medicamento, como deve ser utilizado e quais reações precisam de atenção ajuda a evitar erros.
O paciente também pode perguntar quando deve retornar ao serviço de saúde e o que fazer caso tenha dificuldade para seguir o tratamento.
Não altere o tratamento por conta própria
Interromper, trocar ou modificar a dose de um medicamento sem orientação profissional pode comprometer o controle da doença.
Quando houver efeitos indesejados, dúvidas ou dificuldade para seguir o tratamento, o ideal é conversar com a equipe responsável pelo acompanhamento.
Compareça às consultas e exames
O acompanhamento regular permite avaliar a evolução da doença e identificar quando o tratamento precisa ser ajustado.
Manter os exames e consultas em dia também ajuda a equipe de saúde a acompanhar o quadro de forma mais completa.
Compartilhe informações entre os profissionais
Quando diferentes profissionais participam do cuidado, é importante que todos tenham acesso às informações relevantes sobre o tratamento.
Levar exames anteriores, receitas e a lista atualizada de medicamentos pode facilitar a continuidade do cuidado.
O paciente também faz parte da segurança
A segurança do paciente não depende apenas dos profissionais de saúde. Perguntar, confirmar informações e comunicar alterações são atitudes que ajudam a prevenir problemas.
Familiares e cuidadores também podem participar desse processo, principalmente quando a pessoa apresenta dificuldade para lembrar horários, compreender orientações ou organizar o tratamento.
Caso aconteça um evento adverso ou seja identificada uma situação de risco, o paciente ou familiar pode comunicar o ocorrido à equipe de saúde ou ao Núcleo de Segurança do Paciente da instituição.
Segurança também acontece dentro de casa
Para quem convive com uma doença crônica, grande parte do tratamento acontece fora dos serviços de saúde. Por isso, organização, informação e acompanhamento profissional são importantes também na rotina doméstica.
Manter medicamentos organizados, seguir os horários orientados e buscar ajuda diante de dúvidas são atitudes simples que podem contribuir para um cuidado mais seguro.
Conclusão
O controle de uma doença crônica vai além de tomar medicamentos ou comparecer às consultas. A segurança do paciente envolve todas as etapas do cuidado e depende da participação conjunta de profissionais, pacientes, familiares e cuidadores.
Manter as informações atualizadas, esclarecer dúvidas, seguir as orientações e comunicar qualquer mudança são atitudes simples que ajudam a tornar o tratamento mais seguro ao longo do tempo.
Fontes:
Ministério da Saúde — Dia Mundial da Segurança do Paciente: veja como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/setembro/dia-mundial-da-seguranca-do-paciente-veja-como-reduzir-riscos-no-tratamento-de-doencas-cronicas
Ministério da Saúde — Segurança do Paciente — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente
Ministério da Saúde — Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/protocolos-de-seguranca-do-paciente/protocolo-seguraca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos.pdf/view
Ministério da Saúde — O paciente pode relatar um evento adverso? — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/faq/o-paciente-pode-relatar-um
Organização Mundial da Saúde — Patient Safety — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/patient-safety
Organização Mundial da Saúde — Medication safety in polypharmacy — https://www.who.int/publications/i/item/WHO-UHC-SDS-2019.11
Sobrecarga pode afetar a saúde mental dos cuidadores de idosos
Cuidar de uma pessoa idosa pode ser uma experiência de afeto, responsabilidade e aprendizado. Porém, quando as tarefas se tornam intensas e contínuas, o cuidador também pode enfrentar cansaço físico e emocional.
A rotina pode envolver acompanhamento em consultas, administração de medicamentos, auxílio no banho, alimentação, locomoção e organização da casa. Quando essas atividades ficam concentradas em uma única pessoa, o risco de sobrecarga aumenta. Por isso, cuidar da saúde mental do cuidador é parte importante da atenção à pessoa idosa.
O que é a sobrecarga do cuidador?
A sobrecarga acontece quando as exigências do cuidado ultrapassam os recursos físicos, emocionais, financeiros ou sociais disponíveis para o cuidador. Ela pode surgir ou se intensificar quando a pessoa idosa apresenta limitações de mobilidade, alterações cognitivas, demência, dependência para atividades diárias ou mudanças de comportamento.
Além disso, a falta de divisão das tarefas, o isolamento social e a dificuldade para conciliar o cuidado com o trabalho podem aumentar esse peso. A sobrecarga não significa falta de amor ou dedicação. Ela indica que o cuidador também precisa de suporte.
Como a sobrecarga pode afetar a saúde mental?
A rotina de cuidados pode reduzir o tempo disponível para descanso, lazer, trabalho e convivência social. Com o passar do tempo, essa redução pode afetar o bem-estar emocional. Entre os possíveis sinais estão:
- Cansaço constante
- Irritabilidade
- Ansiedade
- Tristeza frequente
- Dificuldade para dormir
- Falta de concentração
- Sensação de culpa
- Perda de interesse em atividades habituais
- Isolamento social
- Sensação de não conseguir atender a todas as necessidades
Estudos mostram uma associação entre a sobrecarga do cuidador e sintomas depressivos. Pesquisas brasileiras também identificaram a importância do apoio social para reduzir os efeitos negativos da rotina de cuidado.
Por que alguns cuidadores ficam mais vulneráveis?
Cada pessoa vivencia o cuidado de uma maneira. No entanto, alguns fatores podem aumentar o risco de sobrecarga, como:
- Realizar muitas tarefas sem ajuda
- Cuidar de uma pessoa com alto grau de dependência
- Lidar com alterações de memória ou comportamento
- Ter pouco tempo para descansar
- Conciliar o cuidado com trabalho e responsabilidades familiares
- Enfrentar dificuldades financeiras
- Não contar com uma rede de apoio
- Sentir que precisa resolver tudo sozinho
Cuidadores que vivem com a pessoa idosa ou assumem a maior parte das atividades também podem ter menos oportunidades de se afastar da rotina e recuperar as energias.
O apoio social faz diferença
Ter com quem conversar, dividir tarefas e pedir ajuda pode reduzir a sensação de isolamento. O apoio pode vir de familiares, amigos, vizinhos, profissionais de saúde, grupos comunitários ou outras pessoas que vivenciam situações semelhantes.
A divisão das responsabilidades não precisa ocorrer apenas em grandes tarefas. Pequenas contribuições, como acompanhar a pessoa idosa em uma consulta, preparar uma refeição ou permanecer com ela por algumas horas, podem oferecer ao cuidador um período de descanso. O suporte também deve considerar as necessidades emocionais, financeiras e práticas de quem cuida.
Como preservar a saúde mental durante a rotina de cuidados?
Algumas atitudes podem ajudar a reduzir a sobrecarga e favorecer o bem-estar:
Organize as tarefas
Anotar compromissos, horários de medicamentos, consultas e atividades pode diminuir a sensação de desorganização. A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa também pode ajudar a reunir informações importantes sobre o cuidado.
Divida as responsabilidades
Sempre que possível, converse com familiares e pessoas próximas sobre a divisão das tarefas. O cuidado não precisa ficar concentrado em uma única pessoa.
Reserve momentos de descanso
Mesmo pausas curtas podem ajudar. Ter tempo para dormir, caminhar, conversar ou realizar uma atividade prazerosa contribui para a recuperação física e emocional.
Mantenha contato com outras pessoas
O isolamento pode aumentar o sofrimento emocional. Manter vínculos sociais, participar de grupos e conversar com pessoas de confiança são formas de fortalecer a rede de apoio.
Reconheça os próprios limites
É importante perceber quando o cansaço está ultrapassando o que é possível administrar. Aceitar ajuda não diminui a dedicação ao familiar. Pelo contrário, pode contribuir para a continuidade de um cuidado mais seguro.
Quando procurar ajuda profissional?
O cuidador deve buscar avaliação profissional quando os sinais de sofrimento persistem, interferem na rotina ou dificultam a realização das atividades diárias. Tristeza frequente, ansiedade intensa, insônia prolongada, irritabilidade constante e perda de interesse por atividades habituais merecem atenção.
O atendimento pode começar na Unidade Básica de Saúde (UBS). Conforme a necessidade, a pessoa pode receber acompanhamento ou encaminhamento para outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Também é importante procurar ajuda quando o cuidador sente que pode perder o controle, apresenta pensamentos de se machucar ou percebe que a segurança própria ou da pessoa idosa está em risco.
Cuidar de quem cuida também é uma responsabilidade coletiva
A saúde do cuidador não deve depender apenas de sua capacidade individual de suportar a rotina. Famílias, serviços de saúde e políticas públicas precisam contribuir para oferecer orientação, formação, apoio emocional e períodos de descanso.
Medidas como atendimento domiciliar, grupos de apoio, serviços de convivência, centros-dia e cuidadores temporários podem ajudar a reduzir a sobrecarga e favorecer a continuidade do cuidado.
Conclusão
A sobrecarga pode afetar a saúde mental dos cuidadores de idosos, especialmente quando as responsabilidades são intensas, contínuas e pouco compartilhadas.
Reconhecer os sinais de cansaço emocional, dividir tarefas, manter uma rede de apoio e buscar acompanhamento profissional são atitudes importantes. Afinal, cuidar da saúde de quem cuida também contribui para oferecer mais segurança, qualidade de vida e atenção à pessoa idosa.
Fontes:
Ministério da Saúde — Saúde mental da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/saude-mental
Ministério da Saúde — Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/caderneta-de-saude
Fiocruz — Prevalência de sobrecarga e respectivos fatores associados em cuidadores de idosos dependentes — https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/article/view/6140
Fiocruz — Pessoas idosas dependentes e sua saúde mental: estudo multicêntrico brasileiro — https://periodicos.fiocruz.br/pt-br/pessoas-idosas-dependentes-e-sua-saude-mental-estudo-multicentrico-brasileiro
Organização Mundial da Saúde — Mental health of older adults — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-of-older-adults
PubMed — The Impact of Informal Caregiving for Older Adults on the Health of Various Types of Caregivers — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30395200/
PubMed — Subjective caregiver burden and coping in family carers of dependent adults and older people — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38491958/
Perda de apetite em idosos: quando merece atenção?
É comum que o apetite diminua com o passar dos anos. Alterações no paladar e no olfato, sensação de saciedade mais rápida e mudanças no funcionamento do organismo podem fazer com que a pessoa idosa passe a comer menos.
Apesar disso, uma perda de apetite persistente não deve ser simplesmente atribuída à idade. Ela pode estar relacionada a medicamentos, doenças, alterações emocionais ou dificuldades para se alimentar e, quando prolongada, aumentar o risco de perda de peso e desnutrição.
Por que o apetite pode diminuir na velhice?
O envelhecimento pode provocar mudanças que interferem na alimentação. A redução do olfato e do paladar pode diminuir o prazer de comer, enquanto problemas dentários, boca seca, dificuldade para engolir e alterações gastrointestinais também podem dificultar a alimentação.
Doenças crônicas e o uso de vários medicamentos também podem influenciar o apetite. Além disso, fatores como depressão, solidão, isolamento social e perda de autonomia podem fazer com que a pessoa passe a se alimentar menos.
Quando a perda de apetite merece atenção?
O sinal de alerta é quando a redução do apetite é persistente ou começa a provocar mudanças na rotina e no estado nutricional. É importante observar se o idoso está:
- Perdendo peso sem intenção
- Pulando refeições com frequência
- Comendo porções cada vez menores
- Apresentando fraqueza ou cansaço
- Perdendo massa muscular ou força
- Tendo dificuldade para mastigar ou engolir
- Demonstrando desinteresse pela alimentação
- Apresentando mudanças recentes de humor ou comportamento
A perda de peso involuntária, especialmente quando acontece rapidamente, merece avaliação profissional porque pode estar relacionada a diferentes problemas de saúde.
Qual é o risco de comer pouco por muito tempo?
A redução persistente da ingestão de alimentos pode fazer com que o organismo não receba energia, proteínas, vitaminas e minerais suficientes. Em pessoas idosas, isso pode favorecer desnutrição, perda de massa muscular, fraqueza e fragilidade, além de aumentar o risco de outros desfechos negativos para a saúde.
Uma revisão sistemática¹ que analisou estudos com pessoas a partir de 65 anos encontrou associação entre perda de apetite e maior risco de desnutrição. Por isso, identificar a perda de apetite antes que ela provoque uma perda significativa de peso pode ajudar na avaliação e no cuidado.
O que pode ser feito para ajudar?
O primeiro passo é entender por que o idoso está comendo menos. Uma avaliação profissional pode verificar questões como saúde bucal, dificuldade para mastigar ou engolir, doenças, medicamentos utilizados, estado emocional e alimentação habitual.
Também pode ser importante adaptar as refeições às preferências e necessidades do idoso, tornando os alimentos mais atrativos e facilitando o consumo. Não é recomendado simplesmente oferecer suplementos ou medicamentos para estimular o apetite antes de uma avaliação médica.
Quando procurar um profissional?
A avaliação deve ser procurada quando a perda de apetite persiste, especialmente se estiver acompanhada de perda de peso, fraqueza, dificuldade para realizar atividades cotidianas ou outros sintomas.
O acompanhamento pode envolver médico, nutricionista, dentista, fonoaudiólogo ou outros profissionais, dependendo da causa identificada.
Conclusão
A perda de apetite pode fazer parte das mudanças que acontecem com o envelhecimento, mas não deve ser ignorada quando persiste ou vem acompanhada de outros sinais.
Observar o quanto a pessoa está comendo, acompanhar o peso e perceber mudanças na força, no humor e na rotina pode ajudar a identificar o problema mais cedo. Cuidar da alimentação na terceira idade também é uma forma de preservar força, autonomia e qualidade de vida.
Fontes:
Ministério da Saúde – Guia de Atenção à Reabilitação da Pessoa Idosa — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_reabilitacao_pessoa_idosa.pdf
National Institute on Aging (NIA) – Maintaining a Healthy Weight — https://www.nia.nih.gov/health/maintaining-healthy-weight
National Institute on Aging (NIA) – Overcoming Roadblocks to Healthy Eating — https://www.nia.nih.gov/health/healthy-eating-nutrition-and-diet/overcoming-roadblocks-healthy-eating
¹PubMed – Association of anorexia/appetite loss with malnutrition and mortality in older populations: A systematic literature review — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36807868/
PMC – An overview of appetite decline in older people — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4589891/
Anvisa aprova novo medicamento para prevenção da enxaqueca
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Aquipta (atogepanto), um novo medicamento oral destinado à prevenção da enxaqueca. A autorização foi publicada em 8 de setembro de 2026 e contempla adultos que apresentam pelo menos quatro episódios da doença por mês.
A nova opção é indicada para a prevenção tanto da enxaqueca episódica quanto da forma crônica.
Como o Aquipta age contra a enxaqueca?
O Aquipta (atogepanto) atua sobre uma via envolvida na transmissão da dor e nos mecanismos relacionados à enxaqueca. Dessa forma, o medicamento busca evitar o aparecimento das crises, em vez de atuar apenas depois que a dor começa.
Nos estudos que avaliaram o medicamento, o tratamento reduziu de forma significativa o número de dias com enxaqueca por mês quando comparado ao placebo, tanto entre pessoas com a forma episódica quanto entre aquelas com enxaqueca crônica.
Para quem o medicamento é indicado?
De acordo com a aprovação da Anvisa, o Aquipta é destinado a adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.
A indicação é voltada à prevenção das crises. Por isso, o medicamento não deve ser entendido como uma opção para tratar qualquer dor de cabeça ou como substituto de uma avaliação médica. A escolha do tratamento depende da frequência das crises, dos sintomas, do histórico de saúde e da resposta de cada pessoa às opções disponíveis.
Enxaqueca vai além da dor de cabeça
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave. Durante as crises, também podem ocorrer sintomas como:
- Náuseas e vômitos
- Sensibilidade à luz
- Sensibilidade aos sons
Essa condição pode interferir na rotina, no trabalho, na vida social e na qualidade de vida.
Novo medicamento amplia opções de prevenção
A aprovação do Aquipta representa mais uma alternativa para a prevenção da enxaqueca no Brasil. Segundo a Anvisa, muitas das opções já existentes não atuam diretamente em mecanismos específicos relacionados à fisiopatologia da doença.
O atogepanto faz parte de uma classe de medicamentos que atua sobre uma via relacionada à transmissão da dor e ao desenvolvimento das crises. A disponibilidade de uma nova opção pode ampliar as possibilidades de tratamento para adultos que convivem com episódios frequentes, sempre de acordo com avaliação e acompanhamento profissional.
Conclusão
O novo medicamento Aquipta aprovado pela Anvisa traz uma nova opção oral para a prevenção da enxaqueca em adultos com quatro ou mais episódios mensais.
Embora represente um avanço nas alternativas disponíveis, o medicamento deve ser utilizado conforme indicação médica. Pessoas que apresentam crises frequentes ou que tiveram mudanças no padrão das dores devem procurar avaliação profissional para identificar a melhor estratégia de tratamento.
Fontes:
Anvisa — Anvisa aprova medicamento para prevenção de enxaqueca — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-de-enxaqueca
Agência Brasil — Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-tratamento-de-enxaqueca
CNN Brasil — Anvisa aprova novo medicamento para prevenção de enxaqueca — https://www.cnnbrasil.com.br/saude/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-prevencao-de-enxaqueca-saiba-qual/