Atendimento personalizado e sua importância
O atendimento personalizado é um dos pilares mais importantes para garantir cuidados de qualidade em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs). Cada residente tem uma história de vida única e necessidades específicas. Por isso, um atendimento genérico pode não ser suficiente. O atendimento personalizado vai além dos cuidados médicos, sendo uma abordagem que respeita a dignidade, as preferências e as necessidades de cada idoso.
O que é o atendimento personalizado?
O atendimento personalizado consiste em adaptar os cuidados de acordo com as necessidades físicas, emocionais e psicológicas de cada residente. Em uma ILPI, isso significa tratar cada idoso como uma pessoa única, levando em consideração suas histórias, gostos e preferências. O atendimento não se limita apenas a cuidados médicos, mas também envolve aspectos sociais, emocionais e até espirituais.
Por que o atendimento personalizado é importante?
1. Respeito à individualidade
Cada idoso tem uma trajetória única, com vivências e necessidades próprias. O atendimento personalizado garante que os residentes sejam tratados de forma singular, respeitando suas histórias e preferências. Isso fortalece a autoestima e faz com que eles se sintam mais valorizados.
2. Promoção do bem-estar emocional
Idosos que recebem cuidados personalizados geralmente têm uma sensação maior de bem-estar emocional. A dedicação da equipe em compreender o que traz conforto e alegria a cada residente ajuda a reduzir ansiedade e solidão, além de promover um ambiente seguro e acolhedor.
3. Melhora na qualidade de vida
Ao adaptar os cuidados às necessidades individuais, a qualidade de vida dos idosos melhora significativamente. Isso inclui desde a escolha de alimentos e horários de descanso até as atividades diárias e interações com outros residentes.
4. Relacionamento de confiança com as famílias
O atendimento personalizado também fortalece a confiança das famílias. Elas sabem que seus entes queridos estão recebendo cuidados que atendem às suas necessidades específicas. A participação das famílias no processo de cuidado, ouvindo suas opiniões e preocupações, é uma parte importante desse atendimento.
Como implementar o atendimento personalizado em ILPIs?
1. Conhecer a história do residente
Entender a vida de cada residente é o primeiro passo para personalizar o atendimento. Isso inclui aprender sobre suas preferências, histórias familiares e crenças. Quanto mais a equipe souber sobre o residente, melhor será o cuidado oferecido.
2. Planejamento individualizado de cuidados
Com base nas informações obtidas, a equipe deve criar um plano de cuidados personalizado. Este plano deve ser flexível e adaptável, atendendo às necessidades físicas, emocionais e sociais do residente, e sendo ajustado conforme mudanças no seu estado de saúde.
3. Comunicação contínua com as famílias
Manter um diálogo constante com as famílias é essencial para um atendimento de qualidade. A comunicação regular garante que as informações sobre o residente estejam sempre atualizadas, ajudando a atender suas necessidades da melhor maneira possível.
4. Capacitação contínua da equipe
Para oferecer um atendimento verdadeiramente personalizado, a equipe precisa ser bem treinada. Isso inclui saber como ouvir ativamente, demonstrar empatia e utilizar técnicas específicas para lidar com diferentes condições de saúde e comportamentais.
5. Promoção da autonomia do residente
Sempre que possível, o atendimento personalizado também envolve respeitar a autonomia do idoso. Isso significa permitir que ele participe das decisões sobre sua vida, como escolhas alimentares, atividades e cuidados médicos. Promover a autonomia ajuda a preservar a dignidade do residente e melhora seu bem-estar emocional.
Benefícios do atendimento personalizado
- Maior satisfação do residente: Idosos cujas necessidades pessoais são atendidas tendem a ser mais felizes e satisfeitos.
- Redução do estresse e ansiedade: O cuidado individualizado diminui a ansiedade e o estresse, oferecendo maior conforto emocional.
- Fortalecimento dos laços de confiança: O relacionamento entre a equipe, os residentes e suas famílias se torna mais sólido e confiável.
- Prevenção de complicações de saúde: Acompanhando as necessidades específicas de cada residente, é possível detectar mudanças no estado de saúde de forma mais rápida, prevenindo complicações.
Gostou desse assunto? Ouça o podcast ILPI em Foco e ouça o gerontólogo Rafael Linhares abordando esse e outros assuntos semelhantes.
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Novas diretrizes atualizam tratamento do diabetes tipo 2
O tratamento do diabetes tipo 2 ganhou novas orientações no Brasil. A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) atualizou suas diretrizes em agosto de 2026 e passou a propor uma abordagem mais ampla para o controle da doença.
A principal mudança é que o tratamento deixa de ter como foco apenas a redução da glicemia. A nova diretriz também destaca o controle do excesso de gordura corporal e a prevenção de complicações cardiovasculares e renais.
A atualização acompanha uma mudança na forma como o diabetes tipo 2 é compreendido: além de controlar a glicose, o tratamento deve considerar outros fatores que influenciam a evolução da doença.
O que mudou no tratamento do diabetes tipo 2?
A nova diretriz recomenda avaliar o paciente de forma mais ampla desde o início do tratamento. Isso inclui analisar o controle glicêmico, o peso corporal e o risco de complicações cardiovasculares e renais.
Para pessoas com diabetes tipo 2 e maior risco cardiovascular ou renal, determinados medicamentos podem ser indicados independentemente do nível de hemoglobina glicada. Entre eles estão os inibidores de SGLT2 e os medicamentos que atuam sobre o sistema GLP-1. A escolha depende das características e necessidades de cada paciente.
Controle do peso ganha mais importância
Uma das principais novidades é a valorização do controle do excesso de peso como parte do tratamento do diabetes tipo 2.
Para pessoas com diabetes tipo 2 e IMC igual ou superior a 30 kg/m², a SBD recomenda considerar medicamentos que atuam sobre o receptor de GLP-1 ou sobre os receptores de GLP-1 e GIP, com o objetivo principal de reduzir o peso. Em pessoas com IMC entre 27 e 30 kg/m², essa estratégia também pode ser considerada em situações específicas.
A proposta é não esperar que o excesso de peso se agrave para começar a agir. O controle da adiposidade (acúmulo excessivo de gordura) passa a fazer parte de uma estratégia mais ampla de prevenção da progressão do diabetes e de suas complicações.
O tratamento pode começar com mais de um medicamento
Outra mudança importante está relacionada à intensificação do tratamento.
A metformina continua sendo recomendada como opção inicial para adultos com diabetes tipo 2 recém-diagnosticado que não apresentam contraindicações. Porém, quando a hemoglobina glicada está mais elevada no diagnóstico, a nova diretriz recomenda considerar a terapia combinada desde o início.
Se a resposta ao tratamento não for suficiente, outras combinações de medicamentos podem ser acrescentadas progressivamente. A ideia é evitar que o tratamento permaneça sem mudanças durante períodos prolongados quando as metas de controle não estão sendo alcançadas.
E quando o paciente precisa de insulina?
A insulina continua sendo importante em determinadas situações. Pessoas que chegam ao diagnóstico com hiperglicemia grave e sintomas como muita sede, aumento da frequência urinária e perda de peso podem precisar de terapia baseada em insulina para estabilizar o quadro.
Depois que a situação estiver controlada, o tratamento pode ser reavaliado pelo médico. Dependendo do caso, outras opções podem ser utilizadas isoladamente ou em combinação com a insulina.
Proteção do coração e dos rins também entra no foco
A nova abordagem considera que o diabetes tipo 2 está relacionado a um risco aumentado de problemas cardiovasculares e renais.
Por isso, a escolha do medicamento não deve considerar apenas sua capacidade de reduzir a glicose. Também devem ser avaliados seus possíveis benefícios para o coração, os rins, o controle do peso e outros aspectos da saúde.
Essa abordagem também aparece nas recomendações da American Diabetes Association (ADA), que orienta a escolha dos medicamentos de acordo com os riscos cardiovasculares e renais, o peso, os efeitos adversos, o custo e as características individuais de cada pessoa.
O que isso muda para quem tem diabetes tipo 2?
Na prática, a atualização reforça que o tratamento deve ser individualizado. Duas pessoas com diabetes tipo 2 podem ter necessidades diferentes. Uma pode precisar de maior atenção ao controle glicêmico, enquanto outra pode apresentar obesidade ou maior risco cardiovascular e renal, fatores que influenciam a escolha do tratamento.
Por isso, os medicamentos não devem ser iniciados, trocados ou interrompidos por conta própria, apenas com acompanhamento e indicação médica.
Em resumo
As novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes ampliam a forma de tratar o diabetes tipo 2. Além do controle da glicemia, o tratamento passa a dar maior atenção ao excesso de gordura corporal e à prevenção de complicações cardiovasculares e renais.
A mudança reforça a importância de um cuidado individualizado, no qual a escolha dos medicamentos considera não apenas a glicose, mas também o peso, os riscos associados e as características de cada paciente.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Diabetes – Manejo do Diabetes Mellitus Tipo 2 – Diretriz SBD 2026 — https://diretriz.diabetes.org.br/manejo-do-diabetes-mellitus-tipo-2/
Sociedade Brasileira de Diabetes – Diretriz SBD 2026 — https://diretriz.diabetes.org.br/
American Diabetes Association – Standards of Care in Diabetes 2026: Pharmacologic Approaches to Glycemic Treatment — https://diabetesjournals.org/care/article/49/Supplement_1/S183/163934/9-Pharmacologic-Approaches-to-Glycemic-Treatment
Folha de S.Paulo – Sociedade de diabetes atualiza diretrizes e inclui combate à obesidade no tratamento — https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/sociedade-de-diabetes-atualiza-diretrizes-e-inclui-combate-a-obesidade-no-tratamento.shtml
Sociedade Brasileira de Diabetes – Tratamento do DM2 no Sistema Único de Saúde (SUS) — https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-do-dm2-no-sistema-unico-de-saude-sus/
Organização de Medicamentos em Sachês: Guia Completo 2026
Resposta rápida
O que é organização de remédios em sachês?
A organização de medicamentos em sachês é um serviço que separa os medicamentos do tratamento mensal em embalagens individuais, de acordo com a prescrição e os horários de uso. Cada sachê reúne os medicamentos de um determinado momento do dia e é identificado com os dados do paciente, data, horário e doses, facilitando a organização e o acompanhamento do tratamento.
Para quem utiliza vários medicamentos diariamente, manter doses e horários organizados pode ser um desafio. O serviço de organização de medicamentos em sachês, como o da Raia Dose Certa, é uma alternativa que reúne os medicamentos em embalagens individuais, identificadas de acordo com a prescrição com dia, horário e informações do paciente.
Na prática, a proposta é simplificar a rotina e facilitar a conferência das doses, tanto para quem utiliza os medicamentos quanto para familiares, cuidadores e equipes de ILPIs (Instituições de Longa Permanência para Idosos).
O que é a organização de medicamentos em sachês?
A organização de medicamentos em sachês é um serviço que separa os medicamentos do tratamento mensal em embalagens individuais, de acordo com a prescrição e os horários de uso.
Cada sachê reúne os medicamentos de um determinado momento do dia e é identificado com os dados do paciente, data, horário e doses, facilitando a organização e o acompanhamento do tratamento.
Essa solução pode ser especialmente útil para pessoas que utilizam vários medicamentos diariamente e precisam administrar diferentes doses e horários.
Como funciona?
O processo começa com a seleção dos medicamentos, horários e o envio da prescrição médica atualizada. As informações são avaliadas pela equipe de farmacêuticos e, após a validação, os medicamentos são organizados conforme os horários indicados na receita.
A tecnologia automatizada permite separar e identificar as doses de forma individualizada, promovendo maior segurança. De maneira geral, o processo envolve:
- Envio da prescrição;
- Avaliação das informações pela equipe farmacêutica;
- Organização dos medicamentos conforme a receita;
- Separação das doses por dia e horário;
- Identificação dos sachês;
- Entrega direto na sua casa.
Caso exista uma alteração na prescrição, é necessário comunicar a equipe responsável e apresentar a nova orientação médica.
O que vem no sachê?
Cada sachê traz informações que ajudam a identificar a dose e o momento correto da administração. Entre as informações presentes estão:
- Nome do paciente;
- Data e dia da semana;
- Horário da dose;
- Relação dos medicamentos presentes;
- Dosagens correspondentes;
- Fabricante, lote, validade e farmacêutico responsável.
Essa identificação facilita a conferência e ajuda a tornar a rotina de medicamentos mais organizada, mantendo a adesão ao tratamento de forma segura e eficaz.
Quais são os benefícios?
A organização em sachês pode trazer mais praticidade para diferentes situações do dia a dia.
Mais organização
Os medicamentos ficam separados de acordo com os horários da prescrição, reduzindo a necessidade de organizar manualmente as doses todos os dias.
Mais praticidade para pacientes e cuidadores
A identificação individual facilita a visualização das doses e ajuda familiares e cuidadores a acompanhar a rotina de medicamentos.
Mais praticidade fora de casa
Os sachês individuais também podem facilitar o transporte das doses necessárias durante viagens ou períodos fora de casa, respeitando sempre as condições adequadas de armazenamento dos medicamentos.
Mais facilidade para acompanhar a rotina
A identificação das doses permite verificar quais medicamentos estão previstos para determinado horário, tornando a rotina mais visual e organizada.
Sachês x organizadores manuais
Os organizadores manuais permitem separar os medicamentos por dia da semana e turno, mas dependem da organização manual e podem deixar os comprimidos sem identificação e fora da embalagem original. Isso pode expor alguns medicamentos à luz, umidade, oxigênio e calor, comprometendo sua estabilidade e eficácia.
Nos sachês personalizados, as doses são organizadas previamente conforme a prescrição e ficam disponíveis em embalagens individuais, identificadas e apropriadas para a conservação do medicamento. Essa forma facilita a administração dos medicamentos além de trazer mais segurança para o paciente.
Organização de medicamentos em ILPIs
Em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), a organização de medicamentos envolve uma rotina ainda mais complexa, devido ao número de residentes, medicamentos e horários administrados diariamente.
Os sachês individualizados ajudam a organizar as doses e facilitar a identificação dos medicamentos durante a rotina da instituição. Para as equipes, isso pode contribuir para uma rotina mais estruturada, especialmente quando há grande volume de medicamentos para administrar.
Benefícios da organização de medicamentos em sachês para as ILPIs
O serviço de organização de medicamentos em sachês, integrado aos processos da instituição e às orientações dos profissionais responsáveis pelo cuidado dos residentes, pode contribuir para:
- Padronizar a organização das doses;
- Facilitar a conferência dos medicamentos;
- Reduzir a necessidade de separação manual;
- Facilitar a identificação das doses;
- Ganhar mais tempo para outras atividades;
- Apoiar a organização da rotina da equipe.
Como funciona a Raia Dose Certa?
A Raia Dose Certa é um serviço de organização de medicamentos que separa as doses do tratamento mensal em sachês personalizados, identificados por dia, horário, medicamento e dose. Assim, cada sachê reúne os medicamentos que devem ser tomados em determinado momento, facilitando a rotina e o acompanhamento do tratamento.
O serviço conta com produção automatizada e revisão farmacêutica, garantindo mais praticidade e organização no dia a dia. Os sachês são enviados mensalmente em uma caixa prática, já preparados para acompanhar a rotina do paciente e ajudar a tornar o uso dos medicamentos mais simples e organizado.
Perguntas frequentes sobre organização de medicamentos em sachês
Posso colocar qualquer medicamento no sachê?
Sim. Todos os medicamentos, desde que sejam em comprimido ou cápsula, podem ser inclusos nos sachês. Outros tipos de medicamento como em xaropes, pomadas, colírios são enviados junto com a caixa mensalmente.
Posso incluir vitaminas e suplementos?
Sim. Suplementos e vitaminas também são compatíveis com o serviço. Quando são em comprimido ou em cápsula são inclusos no sachê, já os que são por exemplo em pó, gotas, everfecentes são enviados junto com a caixa mensalmente.
O que acontece se o médico mudar a dose?
A nova prescrição deve ser comunicada à equipe responsável para que a organização das próximas doses seja atualizada. Não altere a dose por conta própria.
Os sachês podem ser usados em viagens?
Sim. A organização individual em sachês facilita o transporte das doses tanto no dia a dia, quanto em viagens.
Uso remédios controlados, e agora?
Você pode anexar a prescrição médica diretamente pelo site da Raia Dose Certa. Para receitas físicas, disponibilizamos um portador para realizar a coleta.
A Raia Dose Certa atende ILPIs?
Sim. A Raia Dose Certa possui soluções voltadas para instituições, considerando as necessidades relacionadas à organização da rotina de medicamentos.
Conclusão
A organização de medicamentos em sachês transforma diferentes cartelas, horários e doses em uma rotina mais organizada e fácil de acompanhar.
Para pacientes, familiares, cuidadores e instituições, a combinação de identificação individual, tecnologia e acompanhamento farmacêutico pode contribuir para uma rotina mais prática e estruturada.
Quando a rotina de medicamentos é organizada, fica mais fácil saber o que deve ser administrado em cada horário e acompanhar o tratamento com mais tranquilidade. Saiba mais sobre a Raia Dose Certa.
Hábitos saudáveis para cuidar da saúde mental
Quando o assunto é cuidar da saúde mental, não significa apenas procurar ajuda quando algum problema aparece. A sua rotina também pode contribuir para o bem-estar emocional. Sono adequado, atividade física, alimentação equilibrada, momentos de lazer e relações sociais são alguns dos hábitos que ajudam a manter uma vida mais saudável.
Essas atitudes não substituem acompanhamento profissional quando ele é necessário, mas podem fazer parte de uma rotina de autocuidado.
1. Mantenha uma rotina de sono
Dormir bem é importante para o funcionamento do corpo e da mente. Ter horários regulares para dormir e acordar pode ajudar a organizar a rotina e favorecer a qualidade do sono. Também vale evitar hábitos que dificultem o descanso, como o consumo excessivo de bebidas estimulantes e o uso de álcool.
2. Pratique atividade física
Movimentar o corpo regularmente também beneficia a saúde mental. A atividade física está associada à redução de sintomas de ansiedade e depressão, além de contribuir para o bem-estar e a qualidade do sono.
Não é necessário começar com exercícios intensos. Caminhar, dançar, andar de bicicleta ou escolher outra atividade de que você goste são formas de incluir mais movimento no dia a dia. A recomendação da Organização Mundial da Saúde para adultos é de pelo menos 150 a 300 minutos de atividade física aeróbica moderada por semana, quando não houver contraindicação.
3. Tenha uma alimentação equilibrada
A alimentação também faz parte dos cuidados com a saúde e o bem-estar. Uma dieta variada, baseada principalmente em alimentos in natura ou minimamente processados, contribui para uma alimentação adequada e equilibrada.
Frutas, verduras, legumes, cereais integrais, proteínas e outras fontes de nutrientes podem fazer parte de uma alimentação saudável. A composição ideal, porém, varia de acordo com as necessidades de cada pessoa.
4. Cultive relações sociais
Manter contato com familiares, amigos e outras pessoas importantes pode contribuir para o bem-estar emocional. Relações sociais positivas oferecem apoio e podem ajudar a lidar melhor com situações de estresse.
Mesmo em uma rotina corrida, reservar um tempo para conversar, encontrar pessoas queridas ou participar de atividades em grupo pode ajudar a reduzir o isolamento.
5. Reserve tempo para lazer
Nem todo momento da rotina precisa estar relacionado a trabalho ou obrigações. Atividades prazerosas também fazem parte do autocuidado. Ler, ouvir música, praticar um hobby, passar tempo ao ar livre ou simplesmente reservar alguns momentos para descansar são exemplos de atividades que podem contribuir para o equilíbrio da rotina.
6. Reduza o consumo de álcool e evite o tabagismo
O consumo de álcool e o uso de tabaco também podem afetar a saúde. Por isso, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e evitar o tabagismo fazem parte de hábitos associados a uma vida mais saudável. Além dessas mudanças, é importante observar como determinados hábitos influenciam o próprio bem-estar e buscar ajuda quando houver dificuldade para modificá-los.
7. Procure ajuda quando necessário
Hábitos saudáveis podem contribuir para o bem-estar, mas não substituem o tratamento de transtornos ou outros problemas de saúde mental.
Mudanças persistentes de humor, ansiedade intensa, dificuldade para realizar atividades do cotidiano, alterações importantes no sono ou outros sinais de sofrimento emocional merecem atenção.
Nessas situações, procurar um profissional de saúde é importante. O tratamento pode envolver diferentes estratégias, de acordo com a necessidade de cada pessoa.
Conclusão
Cuidar da saúde mental também envolve prestar atenção aos hábitos do dia a dia. Dormir bem, movimentar o corpo, alimentar-se de forma equilibrada, manter relações sociais e reservar espaço para lazer são atitudes que podem contribuir para o bem-estar.
Não existe uma rotina perfeita. O mais importante é encontrar mudanças possíveis e sustentáveis para a realidade de cada pessoa e procurar ajuda profissional quando necessário.
Fontes:
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Self-care for health and well-being — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/self-care-health-interventions
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Physical activity — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/physical-activity
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Healthy diet — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/healthy-diet
Ministério da Saúde – Depressão — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao
Ministério da Saúde – Saúde mental — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/saude-mental/saude-mental
CDC – Social Connection — https://www.cdc.gov/social-connectedness/about/
Brasil vai iniciar o rastreamento do diabetes tipo 5
O Brasil vai iniciar o rastreamento de uma forma pouco conhecida de diabetes, chamada diabetes tipo 5. A iniciativa terá como foco inicial as regiões Norte e Nordeste.
A condição está associada à desnutrição, especialmente à deficiência nutricional prolongada, e pode ser confundida com outros tipos de diabetes, principalmente o tipo 1.
O que é o diabetes tipo 5?
O diabetes tipo 5 é uma classificação recentemente reconhecida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) para uma forma de diabetes relacionada à desnutrição.
A condição já era descrita pela medicina, mas recebeu maior atenção nos últimos anos. Ela costuma estar associada a pessoas muito magras e com histórico de desnutrição, especialmente jovens adultos.
Uma das hipóteses é que a deficiência nutricional prolongada prejudique o desenvolvimento do pâncreas e reduza sua capacidade de produzir insulina.
Por que o Brasil vai rastrear a doença?
Um dos motivos é a possibilidade de que pessoas com diabetes tipo 5 estejam sendo classificadas como portadoras de diabetes tipo 1.
Embora os dois tipos possam surgir em pessoas jovens e magras, existem diferenças entre eles. No diabetes tipo 5, por exemplo, o organismo pode ainda produzir alguma quantidade de insulina.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, ainda não existem dados oficiais sobre a prevalência da condição no Brasil. O rastreamento deve ajudar a identificar possíveis casos e entender melhor a ocorrência da doença no país.
Onde será feito o rastreamento?
A iniciativa começará pelas regiões Norte e Nordeste, que concentram áreas com maior ocorrência de insegurança alimentar e desnutrição.
A ação envolve instituições como a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Fiocruz e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Além de identificar possíveis casos, o objetivo é produzir informações que possam contribuir para melhorar o diagnóstico e o tratamento.
Como o diabetes tipo 5 se diferencia dos outros tipos?
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Já o tipo 5 está relacionado à desnutrição e a uma possível redução da capacidade do pâncreas de produzir o hormônio.
Ele também se diferencia do diabetes tipo 2, que está frequentemente associado à resistência à insulina. Por isso, identificar corretamente o tipo de diabetes é importante para definir o acompanhamento e o tratamento mais adequado.
O que ainda se sabe sobre o diabetes tipo 5?
Apesar do reconhecimento pela IDF, ainda existem questões em aberto. Não há dados precisos sobre quantas pessoas apresentam a condição no Brasil, e os melhores critérios para diagnóstico e tratamento ainda estão sendo estudados.
Outro ponto importante é que o reconhecimento não é unânime entre as organizações internacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não considera o diabetes tipo 5 uma categoria separada e aponta a necessidade de mais evidências.
Em resumo
O início do rastreamento do diabetes tipo 5 no Brasil representa um passo importante para conhecer melhor uma condição pouco estudada e que pode estar sendo confundida com outros tipos de diabetes.
A iniciativa deve ajudar a identificar possíveis casos e produzir dados sobre a doença no país. Ao mesmo tempo, novas pesquisas serão importantes para esclarecer como diagnosticar e tratar essa forma de diabetes.
Fontes:
Folha de S.Paulo – Brasil vai começar a rastrear diabetes tipo 5, pouco conhecido e associado a quadros de desnutrição — https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/brasil-vai-comecar-a-rastrear-diabetes-tipo-5-pouco-conhecido-e-associado-a-quadros-de-desnutricao.shtml
Sociedade Brasileira de Diabetes – IDF reconhece nova classificação para o diabetes tipo 5 — https://diabetes.org.br/idf-reconhece-nova-classificacao-para-o-diabetes-tipo-5/
CNN Brasil – Entenda o que é diabetes tipo 5, nova forma de classificação da doença — https://www.cnnbrasil.com.br/saude/entenda-o-que-e-diabetes-tipo-5-nova-forma-de-classificacao-da-doenca/
Hospital Israelita Albert Einstein – Entenda o que é o diabetes tipo 5 e como se diferencia do tipo 1 — https://www.einstein.br/n/vida-saudavel/entenda-o-que-e-o-diabetes-tipo-5-e-como-se-diferencia-do-tipo-1
Frontiers in Endocrinology – Type 5 diabetes mellitus: nutritional-imprinted β-cell insufficiency, diagnostic gaps, and emerging therapeutic strategies — https://www.frontiersin.org/journals/endocrinology/articles/10.3389/fendo.2026.1739521/full
Sociedade Brasileira de Diabetes – Diabetes tipo 5 — https://diabetes.org.br/wp-content/uploads/2025/08/DIABETESmagazine_ed09_digital.pdf


