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Ozempic vai precisar de receita? Entenda a nova exigência da Anvisa

Ozempic e outras canetas emagrecedoras agora exigem retenção de receita, determina Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma medida importante para o controle do uso de medicamentos conhecidos como “canetas emagrecedoras”, como Ozempic, Wegovy, Saxenda, Mounjaro e similares. A partir de agora, será obrigatória a retenção da receita médica para a compra desses produtos nas farmácias. A medida foi publicada em abril de 2025 e entrará em vigor 60 dias após a alteração na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 471/2021.

Leia mais: Mounjaro: respondendo as principais dúvidas

O que muda com a nova regra?

  • Retenção obrigatória da receita médica: As farmácias precisarão reter a via original da receita no momento da compra, como já ocorre com antibióticos e outros medicamentos controlados.

  • Validade da receita: A prescrição médica terá validade de até 90 dias após a emissão.

  • Controle pelo SNGPC: As farmácias e drogarias deverão registrar as movimentações desses medicamentos no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).

Por que essa medida foi adotada?

Segundo a Anvisa, a decisão foi baseada em relatos crescentes de efeitos adversos registrados no sistema de farmacovigilância VigiMed. Muitos desses eventos estão associados ao uso indiscriminado desses medicamentos, especialmente por pessoas que os utilizam com o objetivo de emagrecimento estético, sem diagnóstico de obesidade ou diabetes tipo 2, e sem acompanhamento médico adequado.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) também solicitou formalmente a adoção da medida, destacando a importância de preservar a segurança dos pacientes diante do uso crescente e fora das indicações clínicas.

Impactos da medida

  • Pacientes: A exigência visa garantir o uso responsável, com acompanhamento médico e prescrição adequada, prevenindo riscos como hipoglicemia, distúrbios gastrointestinais, perda excessiva de peso e outros efeitos adversos.

  • Profissionais de saúde: A mudança fortalece a responsabilidade médica na prescrição desses medicamentos e aumenta o controle sobre o uso correto no tratamento de diabetes e obesidade.

Quando a nova regra entra em vigor?

A alteração foi publicada no Diário Oficial da União e passa a valer 60 dias após a publicação oficial da nova RDC.

Fontes:

  1. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – “Canetas emagrecedoras só poderão ser vendidas com retenção de receita”, publicado em 16 de abril de 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/canetas-emagrecedoras-so-poderao-ser-vendidas-com-retencao-de-receita

  2. Conselho Federal de Medicina (CFM) – “Anvisa atende solicitação do CFM e torna obrigatória a retenção da receita do Ozempic”, publicado em 16 de abril de 2025. Disponível em: https://portal.cfm.org.br/noticias/anvisa-atende-solicitacao-do-cfm-e-torna-obrigatoria-a-retencao-da-receita-do-ozempic

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Vírus respiratórios em alta: como se proteger no dia a dia?
Vírus respiratórios estão em alta. Veja como se proteger no dia a dia, reduzir riscos e manter a rotina de saúde com mais segurança.

Vírus respiratórios em alta: como se proteger no dia a dia?

Nos últimos meses, os casos de vírus respiratórios voltaram a crescer, especialmente em períodos de mudança de clima e maior circulação de pessoas em ambientes fechados.

Esse aumento chama atenção não apenas pela transmissão rápida, mas também pelo impacto na rotina, principalmente para quem já convive com condições crônicas.

Entender como se proteger no dia a dia faz diferença.

Por que os vírus respiratórios aumentam em certas épocas?

Alguns fatores contribuem para esse cenário:

  • maior permanência em ambientes fechados
  • circulação de diferentes vírus ao mesmo tempo
  • mudanças de temperatura
  • queda na imunidade em períodos de estresse ou cansaço

Essas condições favorecem a transmissão e aumentam o número de casos.

Quais sintomas merecem atenção?

Os vírus respiratórios podem causar sintomas variados, como:

  • coriza e congestão nasal
  • dor de garganta
  • tosse
  • febre
  • cansaço

Mesmo quadros leves podem impactar a rotina, especialmente quando não há descanso adequado.

Quem precisa ter mais cuidado?

Alguns grupos exigem atenção maior:

  • pessoas com doenças crônicas
  • idosos
  • pessoas com imunidade mais baixa
  • quem convive com muitas pessoas no dia a dia

Nesses casos, prevenir é ainda mais importante.

Como reduzir o risco de contágio?

Algumas medidas simples ajudam a diminuir a exposição:

  • manter ambientes ventilados
  • higienizar as mãos com frequência
  • evitar contato próximo com pessoas sintomáticas
  • manter a vacinação em dia
  • respeitar o tempo de recuperação do corpo

Esses cuidados fazem parte de uma rotina mais segura.

O impacto na rotina e no tratamento

Quando há infecções frequentes, a rotina pode ser desorganizada. Isso pode afetar:

  • horários de medicamentos
  • qualidade do sono
  • alimentação
  • energia ao longo do dia

Manter organização, mesmo em períodos de doença, ajuda a evitar complicações.

Quando procurar orientação?

Se os sintomas forem persistentes, intensos ou acompanhados de dificuldade para respirar, é importante buscar avaliação profissional.

O acompanhamento adequado evita agravamentos e orienta o melhor cuidado.

Conclusão

Com o aumento dos vírus respiratórios, a atenção no dia a dia se torna ainda mais importante.

Pequenas medidas de prevenção, aliadas a uma rotina organizada, ajudam a reduzir riscos e manter a saúde mais protegida.

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Doença de Parkinson: sinais iniciais além do tremor
Doença de Parkinson pode começar sem tremor. Entenda os sinais iniciais, como identificar mudanças e quando buscar avaliação médica.

Doença de Parkinson: sinais iniciais além do tremor

Quando se fala em doença de Parkinson, o tremor costuma ser o primeiro sintoma que vem à mente. No entanto, os sinais iniciais nem sempre são tão evidentes e podem passar despercebidos por bastante tempo.

Reconhecer essas mudanças precoces pode ajudar no acompanhamento e no cuidado contínuo da saúde.

O que é a doença de Parkinson?

A doença de Parkinson é uma condição crônica que afeta o sistema nervoso, impactando principalmente os movimentos.

Ela costuma evoluir de forma gradual, e os primeiros sinais podem ser sutis, confundidos com alterações comuns do dia a dia.

Quais sinais podem aparecer antes do tremor?

Antes mesmo de qualquer tremor, algumas mudanças podem surgir:

  • rigidez leve em movimentos
  • diminuição da expressão facial
  • alterações no sono
  • perda de olfato
  • fala mais baixa ou lenta

Por serem discretos, esses sinais nem sempre são associados imediatamente à condição.

Mudanças na rotina podem ser um indicativo

Dificuldades em tarefas simples, como abotoar uma camisa ou escrever, podem surgir de forma gradual.

Além disso, a lentidão em atividades do dia a dia pode ser interpretada como cansaço ou desatenção, quando, na verdade, pode ter outra origem.

Observar essas mudanças ao longo do tempo é importante.

O papel do diagnóstico precoce

Embora não exista cura, o diagnóstico precoce permite um acompanhamento mais adequado e estratégias que ajudam a manter a qualidade de vida.

Quanto antes a condição é identificada, maior a possibilidade de adaptação da rotina e do tratamento.

Como a rotina influencia o cuidado?

Manter horários organizados, acompanhamento regular e atenção ao uso correto de medicamentos são fatores importantes no controle da condição.

A constância no tratamento ajuda a reduzir oscilações e contribui para mais autonomia no dia a dia.

Quando procurar avaliação?

Se houver sinais persistentes, mesmo que leves, é importante buscar orientação profissional.

A avaliação considera o conjunto de sintomas e a evolução ao longo do tempo.

Conclusão

A doença de Parkinson pode começar de forma silenciosa, com sinais que vão além do tremor.

Prestar atenção a pequenas mudanças no corpo e na rotina é essencial para um cuidado mais atento e contínuo.

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Por que alguns remédios devem ser tomados em jejum?
Por que alguns remédios devem ser tomados em jejum? Entenda como a alimentação interfere na absorção e na eficácia do tratamento.

Por que alguns remédios devem ser tomados em jejum?

Receber a orientação de tomar um medicamento “em jejum” é comum, mas nem sempre vem acompanhada de explicação. Isso pode gerar dúvidas no dia a dia e até levar a adaptações que comprometem o tratamento.

O que parece um detalhe está, na verdade, diretamente ligado à forma como o medicamento é absorvido pelo organismo.

O que significa tomar em jejum?

De forma geral, tomar um medicamento em jejum significa ingeri-lo com o estômago vazio, normalmente:

  • pelo menos 30 minutos antes de comer
    ou
  • cerca de 2 horas após a última refeição

Esse intervalo evita interferências na absorção da substância.

Por que o alimento pode interferir?

Quando há comida no estômago, o processo de digestão altera o ambiente interno do organismo. Isso pode impactar o medicamento de diferentes formas:

  • reduzir a absorção
  • atrasar o início do efeito
  • diminuir a eficácia
  • alterar a forma como o corpo metaboliza a substância

Alguns alimentos também podem interagir diretamente com o medicamento, dificultando sua ação.

Quais medicamentos costumam exigir jejum?

Nem todos precisam dessa condição, mas alguns exemplos comuns incluem:

  • medicamentos para tireoide
  • certos antibióticos
  • alguns tratamentos para osteoporose

Nesses casos, o jejum ajuda a garantir que o medicamento seja absorvido corretamente.

O que acontece se não seguir essa orientação?

Tomar o medicamento junto com alimentos, quando o correto seria em jejum, pode reduzir sua eficácia sem que a pessoa perceba.

Isso pode levar à falsa impressão de que o tratamento não está funcionando, quando na verdade o problema está na forma de uso.

Como encaixar isso na rotina?

Tomar em jejum pode parecer difícil no começo, mas alguns ajustes ajudam:

  • tomar o medicamento logo ao acordar
  • aguardar o tempo recomendado antes do café da manhã
  • manter horários consistentes todos os dias

Criar esse hábito facilita a adesão e reduz o risco de erros.

O papel da constância no tratamento

Seguir não apenas a dose, mas também o horário e a forma de uso, faz parte do tratamento.

Pequenas adaptações, como respeitar o jejum, ajudam a garantir que o medicamento tenha o efeito esperado.

Organizar a rotina é o que transforma orientação em resultado.

Conclusão

Tomar um medicamento em jejum não é uma recomendação aleatória. É uma forma de garantir que ele seja absorvido corretamente e funcione como esperado.

Entender o motivo por trás dessa orientação facilita a adesão e contribui para um tratamento mais eficaz e seguro.

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Pressão controlada: por que manter o tratamento?
Pressão controlada significa cura? Entenda por que não é indicado parar o tratamento e como manter o controle com segurança.

Pressão controlada: por que manter o tratamento?

Receber a notícia de que a pressão arterial está controlada costuma trazer alívio. Em muitos casos, esse resultado vem acompanhado de uma dúvida comum: será que ainda é necessário continuar com os medicamentos?

A sensação de melhora pode dar a impressão de que o problema foi resolvido. Mas, na maioria das vezes, o controle da pressão está diretamente ligado à continuidade do tratamento.

O que significa ter a pressão controlada?

Ter a pressão arterial dentro dos valores recomendados não significa, necessariamente, que a hipertensão deixou de existir.

Na maior parte dos casos, o controle acontece justamente porque há um conjunto de cuidados sendo seguidos, como:

  • uso regular de medicamentos

  • alimentação equilibrada

  • acompanhamento médico

  • rotina mais organizada

Ou seja, o resultado é consequência da constância, não da ausência da condição.

O risco de interromper por conta própria

Parar o tratamento sem orientação pode levar ao aumento da pressão novamente, muitas vezes de forma silenciosa.

Isso acontece porque a hipertensão nem sempre apresenta sintomas claros. A pessoa pode se sentir bem enquanto a pressão volta a subir gradualmente.

Com o tempo, isso aumenta o risco de complicações como:

  • problemas cardiovasculares

  • sobrecarga do coração

  • alterações nos vasos sanguíneos

A interrupção por conta própria quebra a estabilidade conquistada.

Por que a regularidade faz diferença?

Os medicamentos para controle da pressão atuam mantendo níveis estáveis ao longo do dia.

Quando há falhas, atrasos ou interrupções, esse equilíbrio pode ser comprometido. O organismo perde a previsibilidade, e o controle da pressão se torna mais difícil.

Manter horários regulares e seguir a orientação médica são partes fundamentais do tratamento.

O papel da rotina no controle da pressão

A adesão ao tratamento não depende apenas de saber o que fazer, mas de conseguir manter isso no dia a dia.

Rotinas desorganizadas, esquecimentos e mudanças frequentes de horário podem impactar diretamente o controle da pressão.

Criar hábitos consistentes, associar a medicação a momentos do dia e manter acompanhamento regular ajudam a sustentar os resultados no longo prazo.

Quando o tratamento pode ser ajustado?

Em alguns casos, o médico pode avaliar a possibilidade de reduzir doses ou ajustar o tratamento. Isso depende de fatores como:

  • histórico do paciente

  • tempo de controle da pressão

  • presença de outras condições de saúde

Qualquer mudança deve ser feita com acompanhamento profissional.

Conclusão

Ter a pressão controlada é um sinal positivo, mas não significa que o cuidado pode ser interrompido.

Manter a regularidade no tratamento é o que sustenta esse resultado ao longo do tempo. Pequenas falhas podem comprometer um equilíbrio que levou tempo para ser alcançado.

Cuidar da pressão é um processo contínuo, que depende de constância, organização e acompanhamento.

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