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Como A Substância aborda o etarismo?

Qual é a raiz do etarismo no Brasil? 

O etarismo, também conhecido como idadismo ou ageísmo, é a discriminação baseada na idade. Embora possa afetar pessoas de todas as faixas etárias, no Brasil, ele incide principalmente sobre os idosos. Esse preconceito está profundamente enraizado em nossa cultura, influenciando desde atitudes cotidianas até políticas públicas. Neste post, vamos explorar as origens desse estigma e como ele impacta a sociedade brasileira. 

O que é etarismo? 

O etarismo é o preconceito ou discriminação com base na idade, afetando tanto idosos quanto jovens em diferentes contextos sociais e profissionais. Ele se manifesta no mercado de trabalho, na mídia e até nos serviços de saúde, quando pessoas são excluídas ou desvalorizadas por serem consideradas “muito velhas” ou “muito jovens”.  

Quais são as raízes do etarismo? 

Quando abordamos a questão do etarismo, é essencial entender que existem raízes estagnadas na sociedade brasileira que se perpetuam através de estereótipos negativos e crenças equivocadas sobre o envelhecimento. Podemos considerar que as principais são: A valorização da juventude, a desvalorização da experiência e a correlação entre a idade avançada e fragilidade e ineficiência.  

Como o etarismo se manifesta no Brasil? 

No Brasil, o etarismo se manifesta de diversas formas, como: 

  • No mercado de trabalho: Pessoas acima de 50 anos enfrentam dificuldades para se recolocar, apesar de avanços como o Estatuto do Idoso . 
  • Na mídia: Representações estereotipadas de idosos como frágeis e dependentes reforçam a ideia de que a velhice é um período de declínio. 
  • No cotidiano: Frases como “você está velha demais para isso” ou “isso é coisa de gente velha” são exemplos de etarismo velado que desvalorizam a experiência e a autonomia dos mais velhos . 

Quais são as consequências do etarismo? 

O etarismo tem sérias consequências para a saúde e o bem-estar das pessoas afetadas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a discriminação por idade pode trazer sérias consequências para a saúde, o bem-estar e os direitos humanos. O etarismo pode apresentar-se de forma institucional, interpessoal ou autodirigido, de acordo com o Relatório Global sobre Etarismo, realizado pela OMS e pela Organização das Nações Unidas (ONU) . 

A substância e a crítica ao etarismo

O filme A Substância (2024), dirigido por Coralie Fargeat e estrelado por Demi Moore, é uma obra que utiliza o gênero de horror corporal para abordar temas como o etarismo, a pressão estética e a busca incessante pela juventude. A trama segue Elisabeth Sparkle, uma atriz de 50 anos que, após ser demitida de seu programa de televisão devido à sua idade, recorre a um misterioso soro que promete rejuvenescer sua aparência. No entanto, esse soro cria uma versão mais jovem de si mesma, chamada Sue, com quem ela deve alternar a vida a cada sete dias, resultando em um conflito psicológico e físico intenso.  

O etarismo como tema central 

O filme faz uma crítica direta ao etarismo presente na indústria do entretenimento, especialmente em Hollywood, onde a juventude feminina é frequentemente valorizada em detrimento da experiência e da maturidade. Elisabeth, interpretada por Demi Moore, representa a pressão que muitas mulheres enfrentam para manter uma aparência jovem, mesmo que isso signifique sacrificar sua saúde mental e física. A personagem é demitida simplesmente por envelhecer, refletindo como a sociedade marginaliza as mulheres mais velhas, tornando-as invisíveis e descartáveis. 

Essa realidade não se distancia do Brasil, já que um dos pontos mais críticos do etarismo se relaciona ao mercado de trabalho. Já que a medida que as pessoas envelhecem, as oportunidades de emprego vão se tornando escassas. Existe uma dificuldade enorme em ser recontratado após os 50 anos de idade. Trata-se de algo muito complexo, principalmente se pensarmos que no Brasil, por exemplo, a previdência estabelece que a idade mínima para se aposentar é de 65 anos, no caso dos homens, e de 62, no caso das mulheres. 

No podcast ILPI em Foco, a psicóloga e gestora do Residencial de idosos São Gualter, Vanessa Coppia explica sobre a importância de impulsionar a pessoa idosa a desenvolver autonomia e independência e quais são os impactos que o preconceito pode trazer na vida diária dos idosos.  

Ouça aqui: https://open.spotify.com/episode/2QpmRTCLXU3wnO3FlqN0xh?si=kFgtrA9ERwWbuSauzQNQsQ  

Como combater o etarismo? 

Combater o etarismo requer mudanças culturais e estruturais. Algumas ações incluem: 

  • Educação e conscientização: Promover o entendimento de que o envelhecimento é um processo natural e que a experiência dos mais velhos é valiosa. 
  • Políticas públicas inclusivas: Garantir que as leis e políticas públicas promovam a inclusão e a participação ativa de todas as idades na sociedade. 
  • Representação positiva na mídia: Mostrar idosos em diversas situações e papéis, desafiando estereótipos negativos. 

Conclusão 

O etarismo é um preconceito enraizado que afeta a sociedade brasileira de diversas maneiras. Reconhecer suas manifestações e consequências é o primeiro passo para promover uma sociedade mais justa e inclusiva para todas as idades. 

 

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Pressão controlada: por que manter o tratamento?
Pressão controlada significa cura? Entenda por que não é indicado parar o tratamento e como manter o controle com segurança.

Pressão controlada: por que manter o tratamento?

Receber a notícia de que a pressão arterial está controlada costuma trazer alívio. Em muitos casos, esse resultado vem acompanhado de uma dúvida comum: será que ainda é necessário continuar com os medicamentos?

A sensação de melhora pode dar a impressão de que o problema foi resolvido. Mas, na maioria das vezes, o controle da pressão está diretamente ligado à continuidade do tratamento.

O que significa ter a pressão controlada?

Ter a pressão arterial dentro dos valores recomendados não significa, necessariamente, que a hipertensão deixou de existir.

Na maior parte dos casos, o controle acontece justamente porque há um conjunto de cuidados sendo seguidos, como:

  • uso regular de medicamentos

  • alimentação equilibrada

  • acompanhamento médico

  • rotina mais organizada

Ou seja, o resultado é consequência da constância, não da ausência da condição.

O risco de interromper por conta própria

Parar o tratamento sem orientação pode levar ao aumento da pressão novamente, muitas vezes de forma silenciosa.

Isso acontece porque a hipertensão nem sempre apresenta sintomas claros. A pessoa pode se sentir bem enquanto a pressão volta a subir gradualmente.

Com o tempo, isso aumenta o risco de complicações como:

  • problemas cardiovasculares

  • sobrecarga do coração

  • alterações nos vasos sanguíneos

A interrupção por conta própria quebra a estabilidade conquistada.

Por que a regularidade faz diferença?

Os medicamentos para controle da pressão atuam mantendo níveis estáveis ao longo do dia.

Quando há falhas, atrasos ou interrupções, esse equilíbrio pode ser comprometido. O organismo perde a previsibilidade, e o controle da pressão se torna mais difícil.

Manter horários regulares e seguir a orientação médica são partes fundamentais do tratamento.

O papel da rotina no controle da pressão

A adesão ao tratamento não depende apenas de saber o que fazer, mas de conseguir manter isso no dia a dia.

Rotinas desorganizadas, esquecimentos e mudanças frequentes de horário podem impactar diretamente o controle da pressão.

Criar hábitos consistentes, associar a medicação a momentos do dia e manter acompanhamento regular ajudam a sustentar os resultados no longo prazo.

Quando o tratamento pode ser ajustado?

Em alguns casos, o médico pode avaliar a possibilidade de reduzir doses ou ajustar o tratamento. Isso depende de fatores como:

  • histórico do paciente

  • tempo de controle da pressão

  • presença de outras condições de saúde

Qualquer mudança deve ser feita com acompanhamento profissional.

Conclusão

Ter a pressão controlada é um sinal positivo, mas não significa que o cuidado pode ser interrompido.

Manter a regularidade no tratamento é o que sustenta esse resultado ao longo do tempo. Pequenas falhas podem comprometer um equilíbrio que levou tempo para ser alcançado.

Cuidar da pressão é um processo contínuo, que depende de constância, organização e acompanhamento.

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Por que alguns remédios precisam ser tomados no mesmo horário?
Entenda por que alguns medicamentos precisam ser tomados sempre no mesmo horário e como a regularidade influencia o sucesso do tratamento.

Por que alguns remédios precisam ser tomados no mesmo horário?

Receber a orientação de tomar um medicamento “sempre no mesmo horário” é algo comum em muitos tratamentos. Ainda assim, na rotina corrida, atrasos ou esquecimentos podem acontecer.

O que muita gente não percebe é que o horário da medicação não costuma ser apenas um detalhe. Em vários casos, ele é parte importante para que o tratamento funcione da maneira esperada.

Entender essa recomendação ajuda a manter mais constância no cuidado com a saúde.

O que acontece com o medicamento no organismo?

Depois de ingerido, o medicamento passa por etapas como absorção, distribuição e eliminação. Esse processo determina por quanto tempo a substância permanece ativa no organismo.

Quando a medicação é tomada em intervalos regulares, a concentração do medicamento no sangue tende a se manter mais estável. Isso permite que o efeito terapêutico seja mantido ao longo do dia.

Quando há atrasos frequentes ou doses muito espaçadas, essa concentração pode diminuir. Em alguns casos, isso reduz a eficácia do tratamento.

O que pode acontecer quando os horários variam?

Tomar o medicamento em horários muito diferentes ao longo dos dias pode trazer algumas consequências:

  • Redução do efeito esperado

  • Oscilações no controle da condição de saúde

  • Retorno de sintomas

  • Necessidade de ajustes no tratamento

Em doenças crônicas, como hipertensão ou diabetes, a regularidade costuma ser um fator importante para manter o controle da condição.

Por que alguns medicamentos têm horários específicos?

Alguns medicamentos funcionam melhor quando administrados em determinados momentos do dia.

Isso pode acontecer por diferentes motivos, como:

  • Melhor absorção em jejum

  • Redução de efeitos colaterais quando tomados à noite

  • Sincronização com o ritmo natural do organismo

  • Manutenção constante da ação terapêutica

Seguir essas orientações ajuda o organismo a responder melhor ao tratamento.

Como manter regularidade na rotina?

Criar estratégias simples pode ajudar a reduzir esquecimentos e tornar o cuidado mais organizado.

Algumas medidas que podem ajudar incluem:

  • Associar o medicamento a um hábito diário, como escovar os dentes

  • Utilizar organizadores semanais de comprimidos

  • Programar alarmes no celular

  • Manter os medicamentos sempre no mesmo local

Essas pequenas ações ajudam a tornar a rotina mais previsível e segura.

Constância também faz parte do tratamento

Seguir o horário orientado não é apenas uma questão de disciplina. É uma forma de garantir que o medicamento atue de maneira adequada no organismo.

Organizar a rotina de medicação pode ajudar a evitar falhas no tratamento e contribuir para um cuidado mais consistente ao longo do tempo.

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Ansiedade e esquecimento: quando um afeta o outro?
Ansiedade pode causar esquecimento? Entenda como o estresse afeta a memória e quando procurar orientação profissional.

Ansiedade e esquecimento: quando um afeta o outro?

Esquecer compromissos, perder objetos com frequência ou ter dificuldade de concentração pode gerar preocupação. Muitas pessoas associam esses sinais imediatamente a problemas de memória.

Mas, em alguns casos, a causa pode estar ligada à ansiedade.

Entender essa relação é fundamental para evitar interpretações precipitadas e buscar o cuidado adequado.

Como a ansiedade interfere na memória?

A ansiedade ativa um estado de alerta constante no organismo. O cérebro passa a priorizar possíveis ameaças, preocupações e cenários futuros.

Com isso, funções como atenção e concentração ficam prejudicadas. E sem atenção adequada, a informação não é registrada corretamente. O resultado pode parecer esquecimento, quando na verdade houve dificuldade no processo de armazenamento.

Não é que a memória “falhou”. Ela pode não ter sido bem formada.

O impacto do excesso de preocupações

Pensamentos acelerados e preocupação excessiva ocupam espaço mental. Isso reduz a capacidade de foco no momento presente.

Alguns sinais comuns incluem:

  • Esquecer onde colocou objetos

  • Dificuldade para acompanhar conversas

  • Ler o mesmo trecho várias vezes

  • Esquecer tarefas recentes

Esses episódios costumam piorar em períodos de maior estresse.

Ansiedade ou problema cognitivo?

Nem todo esquecimento está relacionado à ansiedade. Mudanças persistentes, que evoluem ao longo do tempo e interferem significativamente na autonomia, devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

No entanto, quando as falhas de memória aparecem principalmente em momentos de tensão e melhoram em períodos mais tranquilos, a ansiedade pode ser um fator importante.

Avaliar o contexto faz diferença.

O papel do sono e da rotina

A ansiedade frequentemente impacta o sono. Dormir mal prejudica diretamente a consolidação da memória.

Além disso, rotinas desorganizadas, excesso de estímulos digitais e multitarefas constantes também sobrecarregam o cérebro.

Criar horários mais previsíveis, estabelecer prioridades e reduzir interrupções ajuda a proteger a atenção e, consequentemente, a memória.

Estratégias para reduzir o impacto

Algumas atitudes práticas podem ajudar:

  • Estabelecer listas e lembretes

  • Organizar horários fixos para compromissos

  • Praticar técnicas de respiração e relaxamento

  • Manter acompanhamento psicológico quando indicado

  • Evitar automedicação para sintomas emocionais

Constância e organização são aliadas tanto da saúde mental quanto da saúde cognitiva.

Quando buscar orientação profissional?

Se o esquecimento for frequente, causar impacto nas atividades diárias ou vier acompanhado de alterações de humor, sono ou comportamento, é importante procurar avaliação médica ou psicológica.

Identificar a causa correta evita tratamentos desnecessários e favorece intervenções mais eficazes.

Cuidar da ansiedade é também cuidar da clareza mental.

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Automedicação em ambientes coletivos: quais os riscos?
Entenda os riscos da automedicação em ambientes de cuidado coletivo e como garantir mais segurança no uso de medicamentos.

Automedicação em ambientes coletivos: quais os riscos?

Em ambientes de cuidado coletivo, como instituições de longa permanência, residenciais compartilhados ou casas com múltiplos cuidadores, a automedicação pode parecer uma solução rápida para sintomas simples.

Mas essa prática traz riscos importantes, especialmente quando envolve pessoas mais vulneráveis, como idosos ou pacientes com doenças crônicas.

Nem sempre o que “sempre funcionou” continua sendo seguro.

Por que a automedicação é mais delicada nesses ambientes?

Em contextos coletivos, o cuidado costuma envolver diferentes profissionais, familiares ou cuidadores. Quando alguém decide oferecer um medicamento por conta própria, sem orientação, podem ocorrer falhas como:

  • Duplicidade de medicamentos

  • Interações medicamentosas

  • Doses inadequadas

  • Uso de remédios contraindicados para aquela condição

Além disso, muitas pessoas nesses ambientes já utilizam múltiplos medicamentos diariamente, o que aumenta o risco de efeitos adversos.

Polifarmácia e interações medicamentosas

A chamada polifarmácia, comum entre idosos, exige acompanhamento rigoroso.

Adicionar um analgésico, anti-inflamatório ou sedativo sem avaliação pode alterar a pressão arterial, afetar rins e fígado ou interferir em tratamentos cardiovasculares, diabetes e distúrbios neurológicos.

O problema nem sempre aparece imediatamente. Às vezes, os efeitos são silenciosos e cumulativos.

O risco da informalidade no cuidado

Em ambientes coletivos, é comum ouvir frases como:

“Foi só um remedinho para dor.”
“Ele já tomou isso antes.”
“Não precisava falar com o médico.”

Esse tipo de decisão informal fragiliza a segurança do cuidado. Sem registro adequado, o profissional responsável pode não saber que houve mudança na rotina medicamentosa.

A falta de comunicação compromete a continuidade e a segurança do tratamento.

Como reduzir os riscos?

Algumas medidas ajudam a tornar o cuidado mais seguro:

  • Manter lista atualizada de todos os medicamentos em uso

  • Registrar qualquer novo sintoma antes de medicar

  • Evitar compartilhar medicamentos entre moradores

  • Consultar sempre um profissional de saúde antes de introduzir algo novo

  • Organizar horários e responsáveis pela administração

Rotina estruturada não é burocracia. É proteção.

Autonomia com responsabilidade

Promover autonomia em ambientes coletivos não significa permitir decisões isoladas sobre medicamentos. Significa oferecer informação, orientação e acompanhamento adequados.

A constância no tratamento e o uso seguro dos medicamentos são pilares para evitar internações e complicações.

Em contextos de cuidado compartilhado, segurança deve vir antes da praticidade.

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