Coartem Baby: novo tratamento infantil contra malária
- julho 11, 2025
- 4:44 pm

Um avanço histórico no combate à malária infantil
A malária continua sendo uma das principais causas de morte em crianças menores de cinco anos em regiões endêmicas. Estima-se que, só em 2022, a doença tenha sido responsável por cerca de 600 mil mortes no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Em um passo importante para mudar esse cenário, a farmacêutica Novartis anunciou, em julho de 2025, a aprovação do Coartem Baby pelas autoridades regulatórias da Suíça. Trata-se do primeiro tratamento antimalárico aprovado especificamente para bebês com peso inferior a 4,5 kg — um grupo até então desassistido pelas terapias disponíveis.
O que é o Coartem Baby
O Coartem Baby é uma nova formulação do medicamento Coartem, já utilizado há anos no tratamento da malária causada pelo Plasmodium falciparum. A combinação dos princípios ativos artemeter e lumefantrina continua presente, mas a formulação foi adaptada para atender com segurança e eficácia recém-nascidos e lactentes de baixo peso.
Esse público é especialmente vulnerável não apenas à infecção pela malária, mas também aos efeitos adversos de medicamentos inadequados ou mal dosados, o que torna essa aprovação um marco na saúde pediátrica.
Por que essa aprovação é tão relevante
Até agora, não havia nenhum medicamento com aprovação regulatória específica para tratar malária em crianças com menos de 4,5 kg, o que representava um grande desafio para médicos e famílias em áreas de alta transmissão da doença.
A nova formulação preenche essa lacuna terapêutica e pode salvar milhares de vidas, sobretudo na África Subsaariana, onde a malária é endêmica e a maioria dos casos graves ocorre em crianças pequenas.
O que vem a seguir
A aprovação na Suíça representa o primeiro passo para a liberação global do Coartem Baby. Segundo a Novartis, o próximo foco é garantir a homologação emergencial do medicamento em pelo menos oito países africanos que participaram dos estudos clínicos de fase III: Burkina Faso, Costa do Marfim, Quênia, Malaui, Moçambique, Nigéria, Tanzânia e Uganda.
A empresa também se comprometeu a oferecer o tratamento em regime predominantemente não lucrativo, facilitando o acesso em regiões de maior vulnerabilidade.
E o Brasil?
Embora o medicamento ainda não tenha sido aprovado pela Anvisa, o Coartem Baby representa uma inovação importante que pode, no futuro, ser incorporada ao tratamento de malária no Brasil, especialmente nas regiões da Amazônia Legal, onde a doença ainda tem alta incidência.
O país já adota estratégias eficazes de combate à malária por meio do SUS, com testagem rápida e tratamento gratuito. A chegada de uma formulação segura para lactentes de baixo peso poderá ampliar ainda mais o alcance dessas políticas públicas.
Conclusão
A aprovação do Coartem Baby representa um avanço real na luta contra a malária e uma resposta concreta para proteger os bebês mais vulneráveis. É também um lembrete de como a ciência, quando voltada à equidade, pode salvar vidas e transformar o acesso à saúde em regiões de maior risco.
A expectativa agora é de que o medicamento chegue a quem mais precisa, de forma rápida e acessível.
Leia mais:
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Fontes:
Conselho Federal de Farmácia (CFF) – cff.org.br
Novartis – Comunicado oficial à imprensa (Julho 2025)
Organização Mundial da Saúde (OMS) – World Malaria Report, 2023
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Escitalopram e álcool: pode beber tomando o medicamento?
- agosto 27, 2025
- 11:16 am

Escitalopram e álcool: pode beber tomando o medicamento?
O escitalopram é um antidepressivo bastante prescrito para o tratamento de ansiedade, depressão e outros transtornos relacionados ao humor. Mas uma dúvida muito comum entre os pacientes é: quem toma escitalopram pode beber álcool?
Neste artigo, vamos explicar os riscos dessa combinação e também esclarecer outras dúvidas frequentes sobre o medicamento.
Posso beber tomando escitalopram?
Não é recomendado misturar escitalopram com bebidas alcoólicas.
O álcool pode:
Aumentar os efeitos colaterais, como sonolência, tontura e falta de coordenação.
Potencializar a ação do remédio no sistema nervoso central, causando maior sedação.
Prejudicar o tratamento, já que o álcool pode agravar sintomas de depressão e ansiedade.
👉 Ou seja, beber durante o tratamento pode diminuir a eficácia do escitalopram e aumentar os riscos para a saúde.
Escitalopram 10mg, 20mg e outras dosagens
O escitalopram pode ser encontrado em comprimidos de 5mg, 10mg e 20mg.
Escitalopram 10mg: geralmente é a dose inicial recomendada em muitos casos.
Escitalopram 20mg: pode ser indicada pelo médico em situações de maior necessidade terapêutica.
A dose deve sempre ser ajustada por um médico, de acordo com a resposta de cada paciente.
Nunca aumente ou reduza a dose por conta própria.
Escitalopram dá sono?
Sim, um dos efeitos colaterais mais relatados do escitalopram é a sonolência. Por isso, alguns médicos recomendam tomá-lo à noite.
Escitalopram engorda?
O ganho de peso pode acontecer durante o uso do escitalopram, mas não é regra.
Em alguns pacientes, o medicamento pode aumentar o apetite.
Outros podem até perder peso, devido à melhora dos sintomas de ansiedade e depressão.
O acompanhamento médico e nutricional é importante para monitorar mudanças no peso durante o tratamento.
Escitalopram: efeitos colaterais
Alguns efeitos adversos comuns incluem:
Náusea
Sonolência ou insônia
Alterações no apetite
Boca seca
Tontura
Efeitos mais graves, como arritmias e convulsões, são raros, mas exigem atenção médica imediata.
Escitalopram: bula e preço
A bula do escitalopram traz todas as informações oficiais sobre posologia, efeitos colaterais e interações. É fundamental ler e seguir as orientações médicas.
O preço do escitalopram varia bastante conforme a dosagem, a marca (de referência ou genérico) e a farmácia. Em média, pode custar entre R$ 30 e R$ 100 por caixa.
Conclusão
Misturar escitalopram e álcool não é seguro, pois pode potencializar efeitos colaterais e comprometer o tratamento. Além disso, é importante conhecer as principais informações sobre o medicamento, como dosagem (10mg, 20mg), efeitos colaterais, preço e bula, para garantir um uso consciente e seguro.
Sempre converse com seu médico antes de fazer qualquer ajuste no tratamento ou consumir bebidas alcoólicas.
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Quem toma remédio controlado pode beber? Descubra aqui!
Fontes
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Check-up cardiovascular ganha mais importância no inverno
- agosto 27, 2025
- 8:00 am

Check-up cardiovascular ganha ainda mais importância no inverno
Por que o inverno afeta o coração
Durante os meses mais frios, o corpo sofre mudanças naturais para se manter aquecido. A constrição dos vasos sanguíneos aumenta a pressão arterial e exige mais esforço do coração. Além disso, a tendência a praticar menos atividades físicas e a consumir alimentos mais calóricos pode elevar os riscos cardiovasculares.
Sintomas que não devem ser ignorados
Fique atento a sinais como:
Falta de ar ao realizar atividades simples
Dor ou pressão no peito
Inchaço nas pernas ou tornozelos
Palpitações frequentes
Detectar alterações precocemente é fundamental para prevenir complicações.
A importância do check-up cardiovascular
Um check-up completo pode identificar fatores de risco silenciosos, como:
Hipertensão
Colesterol elevado
Diabetes
Problemas de circulação
Com base nos resultados, é possível ajustar hábitos, iniciar tratamentos ou reforçar a medicação, se necessário.
Cuidados extras no inverno
Além do check-up, algumas medidas ajudam a proteger o coração nesta estação:
Manter-se ativo, mesmo em ambientes internos
Evitar mudanças bruscas de temperatura
Alimentar-se de forma equilibrada e rica em frutas e vegetais
Manter a rotina de medicação corretamente
Conclusão
O inverno exige atenção redobrada com a saúde cardiovascular. Consultar regularmente um cardiologista e realizar check-ups preventivos pode fazer toda a diferença para manter o coração saudável durante o ano todo.
Leia mais: Treinar 2 vezes na semana reduz risco cardíaco em pessoas com diabetes
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Você sabe qual é a relação da dívida com a saúde mental?
- agosto 25, 2025
- 8:00 am

A relação da dívida com a saúde mental
O endividamento é uma realidade para milhões de pessoas no Brasil e pode afetar não só o bolso, mas também a saúde mental. O peso das dívidas vai além das contas atrasadas — ele impacta emoções, comportamentos e qualidade de vida, causando estresse, ansiedade e até depressão.
Como a dívida afeta a saúde mental?
Viver com dívidas pode gerar uma série de reações emocionais negativas. A preocupação constante com as finanças, o medo do desemprego ou da inadimplência, além do sentimento de incapacidade, aumentam o nível de estresse. Estudos indicam que o estresse financeiro está diretamente ligado ao aumento da ansiedade e sintomas depressivos (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – Ipea, 2021).
O ciclo da dívida e do sofrimento emocional
A ansiedade e o estresse causados pela dívida podem prejudicar a capacidade de concentração e tomada de decisões, dificultando o planejamento financeiro e a busca por soluções. Esse ciclo pode levar ao aumento da dívida e agravar o sofrimento mental, criando um círculo vicioso difícil de romper.
Consequências para o bem-estar geral
Além do impacto emocional, o estresse prolongado pode desencadear sintomas físicos como insônia, dores musculares, problemas digestivos e queda na imunidade. Tudo isso interfere na qualidade de vida e na saúde integral do indivíduo.
Como cuidar da saúde mental diante das dívidas?
Busque orientação financeira: Profissionais especializados podem ajudar a reorganizar as finanças e criar um plano realista de pagamento.
Procure apoio psicológico: Conversar com psicólogos ou grupos de apoio pode aliviar o peso emocional e ensinar estratégias para lidar com a ansiedade.
Pratique autocuidado: Atividades físicas, alimentação equilibrada e momentos de lazer ajudam a reduzir o estresse.
Evite o isolamento: Compartilhar as dificuldades com pessoas de confiança pode oferecer suporte emocional importante.
Conclusão
A relação entre dívida e saúde mental é complexa e merece atenção especial. Reconhecer o impacto das finanças na saúde emocional é o primeiro passo para buscar ajuda e adotar práticas que promovam equilíbrio e qualidade de vida. A Raia Dose Certa apoia o cuidado integral, incluindo o bem-estar emocional, para uma vida mais saudável.
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Pode comer e depois tomar banho? Entenda mais
- agosto 20, 2025
- 8:00 am

Pode comer e depois tomar banho? Entenda mais
Essa é uma dúvida antiga e muito comum: será que é perigoso tomar banho logo depois de comer? A resposta curta é que, para a maioria das pessoas saudáveis, não existe risco significativo — mas há alguns pontos importantes a considerar.
O que acontece no corpo após a refeição
Quando você se alimenta, o corpo direciona mais fluxo sanguíneo para o sistema digestivo, ajudando na digestão e absorção dos nutrientes. Esse processo é chamado de desvio de fluxo sanguíneo e pode provocar uma sensação de sonolência ou cansaço após refeições maiores.
O banho, especialmente se for quente, também provoca alterações no fluxo sanguíneo, direcionando-o para a pele para ajudar na regulação da temperatura corporal.
O mito do banho após comer
A crença popular diz que tomar banho depois de comer pode “interromper a digestão” ou causar mal-estar grave. No entanto, não há evidências científicas sólidas que comprovem esse risco para pessoas sem problemas de saúde. O que pode acontecer é um leve desconforto, principalmente se o banho for muito quente e a refeição muito pesada.
Quando ter atenção
Embora seja seguro para a maioria das pessoas, existem situações em que é bom esperar pelo menos 30 minutos após a refeição para tomar banho:
Pessoas com pressão baixa, pois o calor pode intensificar a queda de pressão.
Quem sofre de refluxo ou má digestão, já que o calor excessivo e movimentos bruscos podem piorar os sintomas.
Crianças pequenas e idosos, que são mais sensíveis a variações de temperatura.
Dicas para evitar desconfortos
Prefira banhos mornos em vez de muito quentes logo após comer.
Evite refeições muito pesadas se pretende tomar banho em seguida.
Observe como o seu corpo reage e ajuste o tempo de espera conforme necessário.
Conclusão
Para a maioria das pessoas, tomar banho após comer não é perigoso e não atrapalha a digestão de forma relevante. O importante é respeitar os sinais do corpo e evitar exageros tanto na refeição quanto na temperatura da água.