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Como funciona

Pode comer e depois tomar banho? Entenda mais

Pode comer e depois tomar banho? Entenda mais

Essa é uma dúvida antiga e muito comum: será que é perigoso tomar banho logo depois de comer? A resposta curta é que, para a maioria das pessoas saudáveis, não existe risco significativo — mas há alguns pontos importantes a considerar.

O que acontece no corpo após a refeição

Quando você se alimenta, o corpo direciona mais fluxo sanguíneo para o sistema digestivo, ajudando na digestão e absorção dos nutrientes. Esse processo é chamado de desvio de fluxo sanguíneo e pode provocar uma sensação de sonolência ou cansaço após refeições maiores.

O banho, especialmente se for quente, também provoca alterações no fluxo sanguíneo, direcionando-o para a pele para ajudar na regulação da temperatura corporal.

O mito do banho após comer

A crença popular diz que tomar banho depois de comer pode “interromper a digestão” ou causar mal-estar grave. No entanto, não há evidências científicas sólidas que comprovem esse risco para pessoas sem problemas de saúde. O que pode acontecer é um leve desconforto, principalmente se o banho for muito quente e a refeição muito pesada.

Quando ter atenção

Embora seja seguro para a maioria das pessoas, existem situações em que é bom esperar pelo menos 30 minutos após a refeição para tomar banho:

  • Pessoas com pressão baixa, pois o calor pode intensificar a queda de pressão.

  • Quem sofre de refluxo ou má digestão, já que o calor excessivo e movimentos bruscos podem piorar os sintomas.

  • Crianças pequenas e idosos, que são mais sensíveis a variações de temperatura.

Dicas para evitar desconfortos

  • Prefira banhos mornos em vez de muito quentes logo após comer.

  • Evite refeições muito pesadas se pretende tomar banho em seguida.

  • Observe como o seu corpo reage e ajuste o tempo de espera conforme necessário.

Conclusão

Para a maioria das pessoas, tomar banho após comer não é perigoso e não atrapalha a digestão de forma relevante. O importante é respeitar os sinais do corpo e evitar exageros tanto na refeição quanto na temperatura da água.

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Hipertensão no verão: como o calor afeta a pressão arterial
O calor pode interferir na pressão arterial. Entenda como o verão afeta quem tem hipertensão e quais cuidados ajudam a manter o controle.

Hipertensão no verão: como o calor afeta a pressão arterial

O que é quetiapina

Durante o verão, as altas temperaturas provocam mudanças importantes no funcionamento do organismo. Para pessoas com hipertensão, esse período exige atenção redobrada, já que o calor pode influenciar diretamente os níveis da pressão arterial e aumentar o risco de desconfortos e complicações.

Entender como o corpo reage ao calor é essencial para manter o controle da pressão e atravessar os dias mais quentes com mais segurança.

O que acontece com o corpo no calor

Em temperaturas elevadas, o organismo ativa mecanismos para regular a temperatura corporal. Um dos principais é a dilatação dos vasos sanguíneos, que facilita a dissipação do calor. Essa vasodilatação pode levar à queda da pressão arterial, especialmente em pessoas que já utilizam medicamentos anti-hipertensivos.

Além disso, o aumento da transpiração provoca perda de líquidos e sais minerais, favorecendo a desidratação, um fator que também interfere no equilíbrio da pressão.

Por que a pressão pode variar no verão

A combinação entre vasodilatação, perda de líquidos e uso de medicamentos pode causar oscilações da pressão arterial. Entre os efeitos mais comuns estão:

  • Tontura ao se levantar

  • Sensação de fraqueza

  • Dor de cabeça

  • Queda de pressão em determinados momentos do dia

Segundo o Ministério da Saúde, essas variações tendem a ser mais frequentes em idosos e em pessoas que fazem uso de diuréticos.

Medicamentos para pressão e altas temperaturas

Alguns medicamentos utilizados no controle da hipertensão, como diuréticos e vasodilatadores, podem ter seus efeitos intensificados no calor. Isso não significa que o tratamento deva ser interrompido, mas sim que o acompanhamento médico e a atenção aos sintomas são fundamentais durante o verão.

Qualquer ajuste de dose deve ser feito exclusivamente com orientação profissional.

Hidratação como aliada do controle da pressão

Manter uma hidratação adequada é uma das medidas mais importantes para quem tem hipertensão no verão. A ingestão regular de água ajuda a evitar a desidratação, reduz o risco de quedas bruscas da pressão e contribui para o bom funcionamento do organismo.

É importante lembrar que a sensação de sede pode ser um sinal tardio de desidratação, especialmente em idosos.

Cuidados práticos no dia a dia

Algumas atitudes simples ajudam a manter a pressão sob controle nos dias quentes:

  • Beber água ao longo do dia, mesmo sem sede

  • Evitar exposição prolongada ao sol, especialmente entre 10h e 16h

  • Preferir refeições leves

  • Monitorar a pressão com mais frequência

  • Manter os horários corretos dos medicamentos

A organização da rotina medicamentosa contribui para evitar esquecimentos e erros, que podem impactar diretamente o controle da hipertensão.

Quando procurar orientação médica

Se surgirem sintomas persistentes como tontura intensa, desmaios, mal-estar frequente ou alterações importantes nos valores da pressão, é fundamental procurar um profissional de saúde. O acompanhamento regular é essencial para ajustar o tratamento conforme as necessidades do organismo.

Conclusão

O verão exige atenção especial de quem convive com a hipertensão. O calor pode influenciar a pressão arterial, mas com hidratação adequada, acompanhamento médico e uma rotina organizada de medicamentos, é possível manter o controle e aproveitar a estação com mais segurança.

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Cartão de estacionamento para idoso: quem tem direito e como solicitar
Saiba quem tem direito ao cartão de estacionamento para idoso, como solicitar, quais documentos são exigidos e onde ele é válido.

Cartão de estacionamento para idoso: quem tem direito e como solicitar

Cartão de estacionamento para idoso: entenda melhor

O cartão de estacionamento para idoso é um direito garantido por lei e tem como objetivo facilitar a mobilidade e promover a autonomia das pessoas com 60 anos ou mais. Apesar disso, muitas dúvidas ainda existem sobre quem pode solicitar, como funciona o processo e onde o cartão pode ser utilizado.

Entender essas regras é fundamental para garantir o uso correto do benefício e evitar transtornos no dia a dia.

O que é o cartão de estacionamento para idoso

O cartão de estacionamento para idoso é uma credencial especial que permite o uso de vagas reservadas em vias públicas e estacionamentos privados de uso coletivo, como shoppings, supermercados, hospitais e farmácias.

Essas vagas são sinalizadas com o símbolo do idoso e devem estar localizadas em áreas de fácil acesso, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Quem tem direito ao cartão de idoso

Têm direito ao cartão de estacionamento todas as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, independentemente de serem condutoras ou passageiras do veículo.

Não é necessário comprovar nenhuma condição de saúde ou limitação física. O critério é exclusivamente a idade.

Onde o cartão pode ser utilizado

O cartão de idoso é válido em:

  • Vagas públicas sinalizadas nas ruas e avenidas

  • Estacionamentos privados de uso coletivo

  • Estabelecimentos comerciais, como farmácias e mercados

  • Hospitais e unidades de saúde

O uso da vaga é permitido apenas quando o idoso estiver no veículo, seja como motorista ou passageiro.

Como solicitar o cartão de estacionamento para idoso

O processo de solicitação é simples e pode variar de acordo com o município, mas geralmente segue os mesmos passos:

Solicitação presencial

O idoso ou um representante deve comparecer ao órgão de trânsito da cidade (como Detran ou Secretaria de Mobilidade Urbana) com os seguintes documentos:

  • Documento de identidade com foto

  • CPF

  • Comprovante de residência

Solicitação online

Em muitas cidades, a solicitação pode ser feita de forma digital, pelo site da prefeitura ou do Detran estadual. Após o cadastro, o cartão pode ser emitido para impressão ou disponibilizado em versão digital.

O cartão tem validade?

Sim. O cartão de estacionamento para idoso possui validade, que pode variar conforme o município, geralmente entre 2 e 5 anos. Após esse período, é necessário renovar o documento para continuar utilizando as vagas reservadas.

Penalidades para uso indevido

Utilizar a vaga de idoso sem a credencial ou quando o idoso não estiver no veículo é infração gravíssima, sujeita a:

  • Multa

  • Pontos na carteira de habilitação

  • Remoção do veículo

O respeito às vagas exclusivas é essencial para garantir o direito de quem realmente precisa.

A importância da mobilidade para o envelhecimento saudável

Facilitar o acesso a serviços, como farmácias e unidades de saúde, contribui para a autonomia e a qualidade de vida dos idosos. Medidas como o cartão de estacionamento ajudam a reduzir riscos, evitar deslocamentos longos e promover um envelhecimento mais seguro e ativo.

Conclusão

O cartão de estacionamento para idoso é um direito simples, mas extremamente importante. Saber quem pode solicitar, como emitir e onde utilizar garante mais autonomia, respeito e segurança no dia a dia. Caso ainda não tenha o seu, vale buscar o órgão de trânsito do seu município e aproveitar esse benefício garantido por lei.


Fontes: 

Código de Trânsito Brasileiro (CTB)
Lei nº 9.503/1997 – Art. 181, inciso XX
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9503compilado.htm

Estatuto da Pessoa Idosa
Lei nº 10.741/2003 – Art. 41
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm

Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN)
Resolução nº 965/2022 – Vagas reservadas e credenciais
https://www.gov.br/infraestrutura/pt-br/assuntos/transito/conteudo-denatran/resolucoes-contran

Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN)
Informações sobre credencial de estacionamento para idosos
https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/transito/senatran

Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania
Direitos da pessoa idosa e mobilidade urbana
https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/pessoa-idosa

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Por que pessoas abandonam o tratamento no início do ano?
Entenda por que muitas pessoas abandonam tratamentos no início do ano e como evitar esse comportamento para preservar a saúde ao longo do tempo.

Por que pessoas abandonam o tratamento no início do ano?

O começo do ano costuma ser marcado por mudanças na rotina, novos compromissos e expectativas de recomeço. Paradoxalmente, esse período também concentra um aumento no abandono de tratamentos de saúde, especialmente os de uso contínuo. Entender os motivos por trás desse comportamento é essencial para criar estratégias que favoreçam a adesão e evitem prejuízos à saúde.

Mudanças bruscas na rotina atrapalham a adesão

Férias, viagens, alteração de horários de trabalho e retorno às atividades escolares interferem diretamente na organização do dia a dia. Quando a rotina muda, horários de medicamentos podem ser esquecidos ou adiados, o que compromete a regularidade do tratamento.

Segundo o Ministério da Saúde, a falta de adesão terapêutica é um dos principais desafios no controle de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

A falsa sensação de recomeço

O início do ano costuma trazer a ideia de “começar do zero”. Algumas pessoas interpretam essa sensação como a possibilidade de interromper tratamentos, principalmente quando os sintomas estão controlados ou não são percebidos no dia a dia.

Esse comportamento é comum em doenças silenciosas, nas quais a ausência de sintomas leva à falsa impressão de que o tratamento não é mais necessário.

Excesso de compromissos e prioridades

Janeiro costuma concentrar gastos financeiros, reorganização familiar e planejamento profissional. Em meio a tantas demandas, o cuidado com a saúde pode ficar em segundo plano, especialmente quando o tratamento exige disciplina diária.

O esquecimento não é falta de interesse, mas muitas vezes resultado de sobrecarga mental.

Efeitos colaterais e expectativas irreais

Outro fator que contribui para o abandono precoce é a frustração com os resultados. Alguns tratamentos exigem tempo para apresentar benefícios, enquanto efeitos colaterais podem surgir logo no início.

Sem orientação adequada, o paciente pode interromper o uso por conta própria, acreditando que o medicamento não está funcionando ou que está causando mais prejuízos do que benefícios.

A importância da organização no início do ano

Organizar o tratamento logo nos primeiros meses do ano ajuda a criar constância e reduzir falhas. Revisar prescrições, alinhar horários com a rotina real e contar com ferramentas de apoio são atitudes simples que fazem diferença.

A box de medicamentos é uma aliada importante nesse processo, pois facilita a visualização das doses e horários, reduzindo esquecimentos e erros.

O papel do acompanhamento profissional

Manter contato regular com médicos e farmacêuticos permite esclarecer dúvidas, ajustar doses e lidar melhor com efeitos adversos. O acompanhamento fortalece a confiança no tratamento e aumenta as chances de adesão a longo prazo.

Além disso, contar com serviços que organizam a rotina medicamentosa contribui para mais segurança e tranquilidade no dia a dia.

Conclusão

O abandono do tratamento no início do ano está ligado a mudanças de rotina, expectativas irreais e falta de organização. Reconhecer esses fatores é o primeiro passo para evitá-los. Com planejamento, apoio profissional e uma rotina bem estruturada, é possível manter o cuidado com a saúde em dia durante todo o ano.

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Leqembi: Anvisa libera novo medicamento contra o Alzheimer
A Anvisa aprovou o Leqembi, novo medicamento para Alzheimer em estágios iniciais. Entenda como ele funciona, para quem é indicado e os cuidados.

Leqembi: Anvisa libera novo medicamento contra o Alzheimer

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou recentemente o Leqembi, um novo medicamento indicado para o tratamento do Alzheimer em estágios iniciais. A decisão representa um avanço importante no cuidado com a doença, que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo, especialmente idosos e suas famílias.

A aprovação reforça o movimento da medicina em buscar tratamentos que atuem de forma mais precoce, com foco em retardar a progressão da doença e preservar a autonomia do paciente pelo maior tempo possível.

O que é o Leqembi

O Leqembi é o nome comercial do princípio ativo lecanemabe, um anticorpo monoclonal desenvolvido para atuar diretamente em um dos principais mecanismos associados ao Alzheimer: o acúmulo de placas de beta-amiloide no cérebro.

Segundo estudos publicados e avaliados por agências regulatórias internacionais, o medicamento ajuda a reduzir essas placas, que estão relacionadas à progressão da doença e ao declínio cognitivo.

Para quem o Leqembi é indicado

O Leqembi não é indicado para todos os pacientes com Alzheimer. Ele foi aprovado para pessoas que se encontram em fases iniciais da doença, como:

  • Comprometimento cognitivo leve associado ao Alzheimer

  • Alzheimer em estágio inicial

Além disso, é necessário que o diagnóstico seja confirmado por exames específicos que identifiquem a presença de placas de beta-amiloide no cérebro. O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por um médico especialista, geralmente neurologista ou geriatra.

O que muda com a aprovação da Anvisa

Com a liberação da Anvisa, o Leqembi passa a poder ser comercializado no Brasil, respeitando as indicações aprovadas em bula. No entanto, isso não significa que o medicamento estará imediatamente disponível no Sistema Único de Saúde ou coberto automaticamente por planos de saúde.

Questões como custo, incorporação ao SUS e diretrizes clínicas ainda precisam ser avaliadas pelos órgãos competentes, como a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Benefícios e limitações do tratamento

Os estudos clínicos indicam que o Leqembi pode retardar a progressão do declínio cognitivo, mas não representa uma cura para o Alzheimer. O tratamento atua desacelerando a evolução da doença, especialmente quando iniciado precocemente.

Como todo medicamento, o Leqembi também pode apresentar efeitos adversos, incluindo alterações detectadas em exames de imagem cerebral. Por isso, o acompanhamento médico regular e a avaliação individualizada são essenciais durante todo o tratamento.

A importância do diagnóstico precoce

A aprovação do Leqembi reforça a importância do diagnóstico precoce do Alzheimer. Identificar sinais iniciais, como lapsos de memória frequentes, dificuldade de organização e mudanças de comportamento, permite iniciar o acompanhamento médico mais cedo e avaliar a possibilidade de terapias que possam retardar a progressão da doença.

Organização do tratamento e adesão correta

Tratamentos neurológicos exigem acompanhamento contínuo e organização rigorosa. Manter a rotina medicamentosa organizada contribui para a segurança do paciente, especialmente em contextos de doenças neurodegenerativas, onde o esquecimento pode comprometer a adesão ao tratamento.

Soluções que ajudam a organizar o uso de medicamentos podem ser grandes aliadas para pacientes, cuidadores e familiares.

Conclusão

A aprovação do Leqembi pela Anvisa marca um avanço relevante no tratamento do Alzheimer em fases iniciais. Embora não seja uma cura, o medicamento amplia as possibilidades terapêuticas e reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento especializado e da organização do tratamento para garantir mais qualidade de vida ao paciente.

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