O papel do farmacêutico no cuidado diário com a saúde
Quando você precisa tirar dúvidas sobre medicamentos, provavelmente o primeiro profissonal que vem a mente é o farmacêutico, certo? Além de orientar sobre tratamentos, ele pode esclarecer dúvidas, identificar possíveis riscos e contribuir para uma rotina de cuidados mais segura.
O trabalho do farmacêutico vai além da dispensação de medicamentos. Ele faz parte da assistência à saúde, especialmente para pessoas que utilizam tratamentos contínuos ou fazem uso de vários medicamentos.
Como o farmacêutico pode ajudar?
Durante o atendimento, o farmacêutico pode te oferecer orientações importantes para o uso correto dos medicamentos. Horários de administração, forma de utilização, armazenamento e cuidados durante o tratamento são as informações mais comuns. Porém, entre suas atribuições também estão:
- Esclarecer dúvidas sobre medicamentos prescritos;
- Orientar sobre a forma correta de utilizar;
- Alertar sobre interações entre medicamentos e alimentos;
- Reforçar a importância de seguir a prescrição médica;
- Identificar situações que necessitam de encaminhamento ao médico.
Segurança no uso dos medicamentos
O uso incorreto de medicamentos pode comprometer a efic do tratamento e aumentar o risco de efeitos indesejados. Sendo assim, o acompanhamento farmacêutico contribui para reduzir erros no uso medicamentos. Esse entendimento é importante especialmente entre idosos, pessoas com doenças crônicas e pacientes polimedicados (que utilizam múltiplos medicamentos).
Em caso de dúvidas sobre um tratamento, a orientação do farmacêutico pode ajudar o paciente a compreender melhor as recomendações recebidas durante a consulta médica.
O farmacêutico substitui o médico?
Não, ele complementa. Enquanto o médico é responsável pelo diagnóstico e pela definição do tratamento, o farmacêutico atua para promover o uso seguro e racional dos medicamentos, além de orientar os pacientes durante o tratamento.
Sempre que houver dúvidas sobre sintomas, necessidade de iniciar, interromper ou alterar um medicamento, é fundamental buscar avaliação médica.
Um aliado para a adesão ao tratamento
Uma boa orientação pode facilitar o cumprimento da prescrição médica e contribuir com o tratamento. Quando o paciente entende como utilizar seus medicamentos e esclarece suas dúvidas, aumentam as chances de manter a regularidade e reduzir falhas que possam comprometer os resultados.
Em resumo
A atuação do farmacêutico contribui para o uso seguro dos medicamentos, prevenção de erros e uma melhor compreensão dos tratamentos. Sempre que surgirem dúvidas sobre a utilização de medicamentos, procurar orientação desse profissional é uma forma de tornar o cuidado mais seguro.
Quando houver sintomas persistentes ou necessidade de mudanças no tratamento, a avaliação médica continua sendo indispensável.
Fontes:
Conselho Federal de Farmácia (CFF) – Serviços farmacêuticos e atribuições do farmacêutico – https://www.cff.org.br/
Ministério da Saúde – Uso racional de medicamentos – https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/uso_racional_medicamentos_temas_selecionados.pdf
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – https://www.gov.br/anvisa/
Organização Mundial da Saúde (OMS) – Medication Without Harm – https://www.who.int/initiatives/medication-without-harm
Segurança do paciente: reduzindo riscos de doenças crônicas
Quem vive com uma doença crônica geralmente precisa de acompanhamento contínuo, consultas, exames e, em muitos casos, uso regular de medicamentos. Nesse contexto, a segurança do paciente também faz parte do cuidado diário.
Em 2026, o Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, chama atenção para o tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”. A proposta destaca a importância de reduzir riscos em todas as etapas do cuidado, desde a prevenção e o diagnóstico até o tratamento e o autocuidado.
O que é segurança do paciente?
Segurança do paciente significa reduzir, ao mínimo aceitável, os riscos de danos desnecessários relacionados ao cuidado em saúde.
Esse cuidado não acontece apenas em hospitais. Ele também está presente nas consultas, exames, farmácias, atendimentos ambulatoriais e na rotina de quem realiza o tratamento em casa.
A participação do paciente e dos familiares também é importante para identificar dúvidas, comunicar mudanças no estado de saúde e evitar possíveis problemas.
Por que a atenção é importante nas doenças crônicas?
Doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas podem exigir acompanhamento durante longos períodos. Isso significa que o paciente pode passar por diferentes profissionais, utilizar mais de um medicamento e realizar exames em momentos distintos.
Quanto mais etapas existem no cuidado, maior a importância de manter as informações organizadas e compartilhadas entre paciente, familiares e profissionais de saúde.
O uso de vários medicamentos ao mesmo tempo, por exemplo, exige atenção especial. A Organização Mundial da Saúde destaca a polifarmácia como uma das áreas prioritárias para a segurança no uso de medicamentos.
Cuidados que ajudam a tornar o tratamento mais seguro
Mantenha a lista de medicamentos atualizada
Tenha registrada a relação dos medicamentos utilizados, incluindo nome, dose e horários, e apresente essas informações nas consultas.
Também é importante informar ao profissional sobre medicamentos de uso contínuo, suplementos e outros produtos utilizados.
Tire dúvidas antes de iniciar ou alterar um tratamento
Entender para que serve cada medicamento, como deve ser utilizado e quais reações precisam de atenção ajuda a evitar erros.
O paciente também pode perguntar quando deve retornar ao serviço de saúde e o que fazer caso tenha dificuldade para seguir o tratamento.
Não altere o tratamento por conta própria
Interromper, trocar ou modificar a dose de um medicamento sem orientação profissional pode comprometer o controle da doença.
Quando houver efeitos indesejados, dúvidas ou dificuldade para seguir o tratamento, o ideal é conversar com a equipe responsável pelo acompanhamento.
Compareça às consultas e exames
O acompanhamento regular permite avaliar a evolução da doença e identificar quando o tratamento precisa ser ajustado.
Manter os exames e consultas em dia também ajuda a equipe de saúde a acompanhar o quadro de forma mais completa.
Compartilhe informações entre os profissionais
Quando diferentes profissionais participam do cuidado, é importante que todos tenham acesso às informações relevantes sobre o tratamento.
Levar exames anteriores, receitas e a lista atualizada de medicamentos pode facilitar a continuidade do cuidado.
O paciente também faz parte da segurança
A segurança do paciente não depende apenas dos profissionais de saúde. Perguntar, confirmar informações e comunicar alterações são atitudes que ajudam a prevenir problemas.
Familiares e cuidadores também podem participar desse processo, principalmente quando a pessoa apresenta dificuldade para lembrar horários, compreender orientações ou organizar o tratamento.
Caso aconteça um evento adverso ou seja identificada uma situação de risco, o paciente ou familiar pode comunicar o ocorrido à equipe de saúde ou ao Núcleo de Segurança do Paciente da instituição.
Segurança também acontece dentro de casa
Para quem convive com uma doença crônica, grande parte do tratamento acontece fora dos serviços de saúde. Por isso, organização, informação e acompanhamento profissional são importantes também na rotina doméstica.
Manter medicamentos organizados, seguir os horários orientados e buscar ajuda diante de dúvidas são atitudes simples que podem contribuir para um cuidado mais seguro.
Conclusão
O controle de uma doença crônica vai além de tomar medicamentos ou comparecer às consultas. A segurança do paciente envolve todas as etapas do cuidado e depende da participação conjunta de profissionais, pacientes, familiares e cuidadores.
Manter as informações atualizadas, esclarecer dúvidas, seguir as orientações e comunicar qualquer mudança são atitudes simples que ajudam a tornar o tratamento mais seguro ao longo do tempo.
Fontes:
Ministério da Saúde — Dia Mundial da Segurança do Paciente: veja como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/setembro/dia-mundial-da-seguranca-do-paciente-veja-como-reduzir-riscos-no-tratamento-de-doencas-cronicas
Ministério da Saúde — Segurança do Paciente — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente
Ministério da Saúde — Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/protocolos-de-seguranca-do-paciente/protocolo-seguraca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos.pdf/view
Ministério da Saúde — O paciente pode relatar um evento adverso? — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/faq/o-paciente-pode-relatar-um
Organização Mundial da Saúde — Patient Safety — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/patient-safety
Organização Mundial da Saúde — Medication safety in polypharmacy — https://www.who.int/publications/i/item/WHO-UHC-SDS-2019.11
Sobrecarga pode afetar a saúde mental dos cuidadores de idosos
Cuidar de uma pessoa idosa pode ser uma experiência de afeto, responsabilidade e aprendizado. Porém, quando as tarefas se tornam intensas e contínuas, o cuidador também pode enfrentar cansaço físico e emocional.
A rotina pode envolver acompanhamento em consultas, administração de medicamentos, auxílio no banho, alimentação, locomoção e organização da casa. Quando essas atividades ficam concentradas em uma única pessoa, o risco de sobrecarga aumenta. Por isso, cuidar da saúde mental do cuidador é parte importante da atenção à pessoa idosa.
O que é a sobrecarga do cuidador?
A sobrecarga acontece quando as exigências do cuidado ultrapassam os recursos físicos, emocionais, financeiros ou sociais disponíveis para o cuidador. Ela pode surgir ou se intensificar quando a pessoa idosa apresenta limitações de mobilidade, alterações cognitivas, demência, dependência para atividades diárias ou mudanças de comportamento.
Além disso, a falta de divisão das tarefas, o isolamento social e a dificuldade para conciliar o cuidado com o trabalho podem aumentar esse peso. A sobrecarga não significa falta de amor ou dedicação. Ela indica que o cuidador também precisa de suporte.
Como a sobrecarga pode afetar a saúde mental?
A rotina de cuidados pode reduzir o tempo disponível para descanso, lazer, trabalho e convivência social. Com o passar do tempo, essa redução pode afetar o bem-estar emocional. Entre os possíveis sinais estão:
- Cansaço constante
- Irritabilidade
- Ansiedade
- Tristeza frequente
- Dificuldade para dormir
- Falta de concentração
- Sensação de culpa
- Perda de interesse em atividades habituais
- Isolamento social
- Sensação de não conseguir atender a todas as necessidades
Estudos mostram uma associação entre a sobrecarga do cuidador e sintomas depressivos. Pesquisas brasileiras também identificaram a importância do apoio social para reduzir os efeitos negativos da rotina de cuidado.
Por que alguns cuidadores ficam mais vulneráveis?
Cada pessoa vivencia o cuidado de uma maneira. No entanto, alguns fatores podem aumentar o risco de sobrecarga, como:
- Realizar muitas tarefas sem ajuda
- Cuidar de uma pessoa com alto grau de dependência
- Lidar com alterações de memória ou comportamento
- Ter pouco tempo para descansar
- Conciliar o cuidado com trabalho e responsabilidades familiares
- Enfrentar dificuldades financeiras
- Não contar com uma rede de apoio
- Sentir que precisa resolver tudo sozinho
Cuidadores que vivem com a pessoa idosa ou assumem a maior parte das atividades também podem ter menos oportunidades de se afastar da rotina e recuperar as energias.
O apoio social faz diferença
Ter com quem conversar, dividir tarefas e pedir ajuda pode reduzir a sensação de isolamento. O apoio pode vir de familiares, amigos, vizinhos, profissionais de saúde, grupos comunitários ou outras pessoas que vivenciam situações semelhantes.
A divisão das responsabilidades não precisa ocorrer apenas em grandes tarefas. Pequenas contribuições, como acompanhar a pessoa idosa em uma consulta, preparar uma refeição ou permanecer com ela por algumas horas, podem oferecer ao cuidador um período de descanso. O suporte também deve considerar as necessidades emocionais, financeiras e práticas de quem cuida.
Como preservar a saúde mental durante a rotina de cuidados?
Algumas atitudes podem ajudar a reduzir a sobrecarga e favorecer o bem-estar:
Organize as tarefas
Anotar compromissos, horários de medicamentos, consultas e atividades pode diminuir a sensação de desorganização. A Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa também pode ajudar a reunir informações importantes sobre o cuidado.
Divida as responsabilidades
Sempre que possível, converse com familiares e pessoas próximas sobre a divisão das tarefas. O cuidado não precisa ficar concentrado em uma única pessoa.
Reserve momentos de descanso
Mesmo pausas curtas podem ajudar. Ter tempo para dormir, caminhar, conversar ou realizar uma atividade prazerosa contribui para a recuperação física e emocional.
Mantenha contato com outras pessoas
O isolamento pode aumentar o sofrimento emocional. Manter vínculos sociais, participar de grupos e conversar com pessoas de confiança são formas de fortalecer a rede de apoio.
Reconheça os próprios limites
É importante perceber quando o cansaço está ultrapassando o que é possível administrar. Aceitar ajuda não diminui a dedicação ao familiar. Pelo contrário, pode contribuir para a continuidade de um cuidado mais seguro.
Quando procurar ajuda profissional?
O cuidador deve buscar avaliação profissional quando os sinais de sofrimento persistem, interferem na rotina ou dificultam a realização das atividades diárias. Tristeza frequente, ansiedade intensa, insônia prolongada, irritabilidade constante e perda de interesse por atividades habituais merecem atenção.
O atendimento pode começar na Unidade Básica de Saúde (UBS). Conforme a necessidade, a pessoa pode receber acompanhamento ou encaminhamento para outros serviços da Rede de Atenção Psicossocial, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Também é importante procurar ajuda quando o cuidador sente que pode perder o controle, apresenta pensamentos de se machucar ou percebe que a segurança própria ou da pessoa idosa está em risco.
Cuidar de quem cuida também é uma responsabilidade coletiva
A saúde do cuidador não deve depender apenas de sua capacidade individual de suportar a rotina. Famílias, serviços de saúde e políticas públicas precisam contribuir para oferecer orientação, formação, apoio emocional e períodos de descanso.
Medidas como atendimento domiciliar, grupos de apoio, serviços de convivência, centros-dia e cuidadores temporários podem ajudar a reduzir a sobrecarga e favorecer a continuidade do cuidado.
Conclusão
A sobrecarga pode afetar a saúde mental dos cuidadores de idosos, especialmente quando as responsabilidades são intensas, contínuas e pouco compartilhadas.
Reconhecer os sinais de cansaço emocional, dividir tarefas, manter uma rede de apoio e buscar acompanhamento profissional são atitudes importantes. Afinal, cuidar da saúde de quem cuida também contribui para oferecer mais segurança, qualidade de vida e atenção à pessoa idosa.
Fontes:
Ministério da Saúde — Saúde mental da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/saude-mental
Ministério da Saúde — Caderneta Brasileira da Pessoa Idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/caderneta-de-saude
Fiocruz — Prevalência de sobrecarga e respectivos fatores associados em cuidadores de idosos dependentes — https://cadernos.ensp.fiocruz.br/ojs/index.php/csp/article/view/6140
Fiocruz — Pessoas idosas dependentes e sua saúde mental: estudo multicêntrico brasileiro — https://periodicos.fiocruz.br/pt-br/pessoas-idosas-dependentes-e-sua-saude-mental-estudo-multicentrico-brasileiro
Organização Mundial da Saúde — Mental health of older adults — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-of-older-adults
PubMed — The Impact of Informal Caregiving for Older Adults on the Health of Various Types of Caregivers — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/30395200/
PubMed — Subjective caregiver burden and coping in family carers of dependent adults and older people — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/38491958/
Perda de apetite em idosos: quando merece atenção?
É comum que o apetite diminua com o passar dos anos. Alterações no paladar e no olfato, sensação de saciedade mais rápida e mudanças no funcionamento do organismo podem fazer com que a pessoa idosa passe a comer menos.
Apesar disso, uma perda de apetite persistente não deve ser simplesmente atribuída à idade. Ela pode estar relacionada a medicamentos, doenças, alterações emocionais ou dificuldades para se alimentar e, quando prolongada, aumentar o risco de perda de peso e desnutrição.
Por que o apetite pode diminuir na velhice?
O envelhecimento pode provocar mudanças que interferem na alimentação. A redução do olfato e do paladar pode diminuir o prazer de comer, enquanto problemas dentários, boca seca, dificuldade para engolir e alterações gastrointestinais também podem dificultar a alimentação.
Doenças crônicas e o uso de vários medicamentos também podem influenciar o apetite. Além disso, fatores como depressão, solidão, isolamento social e perda de autonomia podem fazer com que a pessoa passe a se alimentar menos.
Quando a perda de apetite merece atenção?
O sinal de alerta é quando a redução do apetite é persistente ou começa a provocar mudanças na rotina e no estado nutricional. É importante observar se o idoso está:
- Perdendo peso sem intenção
- Pulando refeições com frequência
- Comendo porções cada vez menores
- Apresentando fraqueza ou cansaço
- Perdendo massa muscular ou força
- Tendo dificuldade para mastigar ou engolir
- Demonstrando desinteresse pela alimentação
- Apresentando mudanças recentes de humor ou comportamento
A perda de peso involuntária, especialmente quando acontece rapidamente, merece avaliação profissional porque pode estar relacionada a diferentes problemas de saúde.
Qual é o risco de comer pouco por muito tempo?
A redução persistente da ingestão de alimentos pode fazer com que o organismo não receba energia, proteínas, vitaminas e minerais suficientes. Em pessoas idosas, isso pode favorecer desnutrição, perda de massa muscular, fraqueza e fragilidade, além de aumentar o risco de outros desfechos negativos para a saúde.
Uma revisão sistemática¹ que analisou estudos com pessoas a partir de 65 anos encontrou associação entre perda de apetite e maior risco de desnutrição. Por isso, identificar a perda de apetite antes que ela provoque uma perda significativa de peso pode ajudar na avaliação e no cuidado.
O que pode ser feito para ajudar?
O primeiro passo é entender por que o idoso está comendo menos. Uma avaliação profissional pode verificar questões como saúde bucal, dificuldade para mastigar ou engolir, doenças, medicamentos utilizados, estado emocional e alimentação habitual.
Também pode ser importante adaptar as refeições às preferências e necessidades do idoso, tornando os alimentos mais atrativos e facilitando o consumo. Não é recomendado simplesmente oferecer suplementos ou medicamentos para estimular o apetite antes de uma avaliação médica.
Quando procurar um profissional?
A avaliação deve ser procurada quando a perda de apetite persiste, especialmente se estiver acompanhada de perda de peso, fraqueza, dificuldade para realizar atividades cotidianas ou outros sintomas.
O acompanhamento pode envolver médico, nutricionista, dentista, fonoaudiólogo ou outros profissionais, dependendo da causa identificada.
Conclusão
A perda de apetite pode fazer parte das mudanças que acontecem com o envelhecimento, mas não deve ser ignorada quando persiste ou vem acompanhada de outros sinais.
Observar o quanto a pessoa está comendo, acompanhar o peso e perceber mudanças na força, no humor e na rotina pode ajudar a identificar o problema mais cedo. Cuidar da alimentação na terceira idade também é uma forma de preservar força, autonomia e qualidade de vida.
Fontes:
Ministério da Saúde – Guia de Atenção à Reabilitação da Pessoa Idosa — https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atencao_reabilitacao_pessoa_idosa.pdf
National Institute on Aging (NIA) – Maintaining a Healthy Weight — https://www.nia.nih.gov/health/maintaining-healthy-weight
National Institute on Aging (NIA) – Overcoming Roadblocks to Healthy Eating — https://www.nia.nih.gov/health/healthy-eating-nutrition-and-diet/overcoming-roadblocks-healthy-eating
¹PubMed – Association of anorexia/appetite loss with malnutrition and mortality in older populations: A systematic literature review — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36807868/
PMC – An overview of appetite decline in older people — https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4589891/
Anvisa aprova novo medicamento para prevenção da enxaqueca
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Aquipta (atogepanto), um novo medicamento oral destinado à prevenção da enxaqueca. A autorização foi publicada em 8 de setembro de 2026 e contempla adultos que apresentam pelo menos quatro episódios da doença por mês.
A nova opção é indicada para a prevenção tanto da enxaqueca episódica quanto da forma crônica.
Como o Aquipta age contra a enxaqueca?
O Aquipta (atogepanto) atua sobre uma via envolvida na transmissão da dor e nos mecanismos relacionados à enxaqueca. Dessa forma, o medicamento busca evitar o aparecimento das crises, em vez de atuar apenas depois que a dor começa.
Nos estudos que avaliaram o medicamento, o tratamento reduziu de forma significativa o número de dias com enxaqueca por mês quando comparado ao placebo, tanto entre pessoas com a forma episódica quanto entre aquelas com enxaqueca crônica.
Para quem o medicamento é indicado?
De acordo com a aprovação da Anvisa, o Aquipta é destinado a adultos que apresentam pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca.
A indicação é voltada à prevenção das crises. Por isso, o medicamento não deve ser entendido como uma opção para tratar qualquer dor de cabeça ou como substituto de uma avaliação médica. A escolha do tratamento depende da frequência das crises, dos sintomas, do histórico de saúde e da resposta de cada pessoa às opções disponíveis.
Enxaqueca vai além da dor de cabeça
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave. Durante as crises, também podem ocorrer sintomas como:
- Náuseas e vômitos
- Sensibilidade à luz
- Sensibilidade aos sons
Essa condição pode interferir na rotina, no trabalho, na vida social e na qualidade de vida.
Novo medicamento amplia opções de prevenção
A aprovação do Aquipta representa mais uma alternativa para a prevenção da enxaqueca no Brasil. Segundo a Anvisa, muitas das opções já existentes não atuam diretamente em mecanismos específicos relacionados à fisiopatologia da doença.
O atogepanto faz parte de uma classe de medicamentos que atua sobre uma via relacionada à transmissão da dor e ao desenvolvimento das crises. A disponibilidade de uma nova opção pode ampliar as possibilidades de tratamento para adultos que convivem com episódios frequentes, sempre de acordo com avaliação e acompanhamento profissional.
Conclusão
O novo medicamento Aquipta aprovado pela Anvisa traz uma nova opção oral para a prevenção da enxaqueca em adultos com quatro ou mais episódios mensais.
Embora represente um avanço nas alternativas disponíveis, o medicamento deve ser utilizado conforme indicação médica. Pessoas que apresentam crises frequentes ou que tiveram mudanças no padrão das dores devem procurar avaliação profissional para identificar a melhor estratégia de tratamento.
Fontes:
Anvisa — Anvisa aprova medicamento para prevenção de enxaqueca — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-medicamento-para-prevencao-de-enxaqueca
Agência Brasil — Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de enxaqueca — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-09/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-tratamento-de-enxaqueca
CNN Brasil — Anvisa aprova novo medicamento para prevenção de enxaqueca — https://www.cnnbrasil.com.br/saude/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-prevencao-de-enxaqueca-saiba-qual/