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Novos tratamentos ampliam chances de cura dos linfomas

Novos tratamentos para linfomas trazem avanços importantes. Conheça terapias como CAR-T e anticorpos biespecíficos e entenda o que mudou.
Cientista visualizando microscópio

O tratamento dos linfomas vem passando por avanços importantes nos últimos anos. Novas terapias estão ampliando as opções disponíveis para pacientes, principalmente em casos em que a doença volta após o tratamento ou não responde às opções convencionais.

Entre as novidades estão terapias celulares, como a CAR-T, e medicamentos chamados anticorpos biespecíficos, que utilizam diferentes mecanismos para ajudar o sistema imunológico a combater as células do câncer.

No Brasil, esses avanços também estão ganhando espaço. Em 2026, a Anvisa aprovou novas indicações de medicamentos para diferentes tipos de linfoma, enquanto pesquisas brasileiras com CAR-T apresentaram resultados iniciais promissores.

O que são os linfomas?

Os linfomas são tipos de câncer que se desenvolvem no sistema linfático, parte do sistema imunológico. Existem diferentes tipos da doença, que apresentam características, evolução e tratamentos distintos.

Entre os principais grupos estão o linfoma de Hodgkin e os linfomas não Hodgkin. Por isso, não existe um único tratamento que seja adequado para todos os pacientes.

O que há de novo nos tratamentos?

Uma das principais novidades é o avanço das terapias imunológicas, que utilizam o próprio sistema de defesa do organismo para combater o câncer.

Um exemplo é a terapia CAR-T, na qual células de defesa do próprio paciente são coletadas, modificadas em laboratório para reconhecer as células tumorais e depois reinfundidas no organismo.

A estratégia já é utilizada em situações específicas de alguns linfomas, especialmente quando a doença voltou ou não respondeu adequadamente a outros tratamentos.

No Brasil, um estudo desenvolvido pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, Instituto Butantan e Ministério da Saúde apresentou resultados preliminares de uma terapia CAR-T nacional. Entre os pacientes com linfoma tratados até aquele momento, 87,5% apresentaram resposta ao tratamento. Os resultados ainda estão em acompanhamento e não significam que a terapia possa ser considerada uma cura para todos os casos.

Anticorpos biespecíficos também ampliam as opções

Outra estratégia que vem ganhando espaço são os anticorpos biespecíficos. Esses medicamentos conseguem se ligar simultaneamente a células do tumor e a células de defesa, aproximando o sistema imunológico das células cancerosas para favorecer sua destruição.

Em julho de 2026, a Anvisa registrou o glofitamabe (Columvi) para determinados adultos com linfoma difuso de grandes células B que tiveram recaída ou não responderam ao tratamento e não podem realizar transplante autólogo de células-tronco.

A aprovação representa mais uma alternativa para pacientes que enfrentam uma doença agressiva e que possuem opções terapêuticas mais limitadas.

Novos tratamentos significam cura?

Os avanços aumentam as possibilidades de controle da doença e, em alguns casos, podem contribuir para respostas duradouras. Porém, não é correto afirmar que os novos tratamentos garantem a cura.

A possibilidade de remissão ou cura depende de vários fatores, como o tipo de linfoma, estágio da doença, características do tumor, estado geral de saúde e resposta ao tratamento.

Alguns linfomas apresentam altas taxas de cura com os tratamentos disponíveis atualmente. Em outros casos, especialmente quando a doença retorna ou não responde ao tratamento inicial, novas terapias podem oferecer alternativas importantes.

O tratamento está evoluindo

Além da CAR-T e dos anticorpos biespecíficos, outras combinações de medicamentos e estratégias estão sendo estudadas para melhorar os resultados dos pacientes.

Em 2026, análises de estudos clínicos continuam avaliando diferentes formas de combinar ou sequenciar terapias celulares e anticorpos biespecíficos em linfomas de células B.

Isso mostra que o tratamento dos linfomas está cada vez mais direcionado às características da doença e à resposta de cada paciente.

O que esses avanços representam para os pacientes?

O principal impacto é a ampliação do número de alternativas disponíveis, especialmente para pessoas que não responderam aos tratamentos convencionais ou tiveram uma recaída.

Ao mesmo tempo, essas terapias são complexas e não são indicadas para todos os pacientes. A escolha depende da avaliação do hematologista, do tipo de linfoma e das características de cada caso.

Por isso, novos tratamentos representam mais possibilidades, mas não substituem a avaliação individualizada nem significam que todos os pacientes terão o mesmo resultado.

Conclusão

Os avanços no tratamento dos linfomas estão trazendo novas perspectivas para pacientes e profissionais de saúde. Terapias como CAR-T e anticorpos biespecíficos ampliam as opções disponíveis e podem oferecer alternativas importantes em casos mais difíceis de tratar.

Os resultados são promissores, mas ainda é necessário avaliar cada terapia de acordo com o tipo de linfoma e o perfil do paciente. O tratamento adequado deve sempre ser definido pela equipe especializada.

Fontes:

Agência Brasil – Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/terapia-car-t-cell-mostra-resposta-de-875-em-pacientes-com-linfoma

Anvisa – Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-linfoma-nao-hodgkin

Anvisa – Anvisa aprova novo medicamento para linfoma de Hodgkin clássico — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-linfoma-de-hodgkin-classico/

Governo de São Paulo – Instituto Butantan firma parceria para desenvolver terapia contra câncer hematológico — https://www.saude.sp.gov.br/coordenadoria-de-controle-de-doencas/noticias/10042026-instituto-butantan-firma-parceria-internacional-para-desenvolver-terapia-inovadora-contra-cancer-hematologico

Sociedade Brasileira de Patologia – Avanços no diagnóstico e tratamento de linfomas — https://www.sbp.org.br/especialistas-esclarecem-diferencas-entre-leucemias-e-linfomas-e-destacam-avancos-no-diagnostico-e-tratamento/

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Câncer de mama: fatores de risco, sintomas e prevenção
Conheça os principais fatores de risco, sintomas e formas de prevenção do câncer de mama e saiba quando procurar avaliação médica.

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O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil e no mundo (excluindo-se o câncer de pele não melanoma), embora também possa afetar homens. A doença não tem uma causa única e está relacionada a diferentes fatores, como idade, histórico familiar, alterações genéticas e hábitos de vida.

Conhecer esses fatores e saber identificar possíveis sinais de alerta pode contribuir para a prevenção e para a detecção precoce.

Quais são os fatores de risco para o câncer de mama?

A idade é um dos principais fatores de risco. O risco aumenta com o envelhecimento, especialmente a partir dos 50 anos. Outros fatores associados ao aumento do risco incluem:

  • Histórico familiar de câncer de mama ou ovário;
  • Alterações genéticas hereditárias, especialmente nos genes BRCA1 e BRCA2;
  • Mamas com alta densidade;
  • Primeira menstruação antes dos 12 anos;
  • Menopausa após os 55 anos;
  • Primeira gravidez após os 30 anos ou não ter tido filhos;
  • Uso prolongado de terapia hormonal após a menopausa;
  • Sobrepeso e obesidade, especialmente após a menopausa;
  • Inatividade física;
  • Consumo de bebidas alcoólicas;
  • Exposição à radiação ionizante.

Ter um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá câncer de mama. Da mesma forma, pessoas sem fatores conhecidos também podem ter a doença.

Quais são os sintomas do câncer de mama?

O câncer de mama pode apresentar diferentes sinais. Entre os principais estão:

  • Nódulo ou caroço na mama;
  • Saída espontânea de líquido por um dos mamilos;
  • Mudança no formato do mamilo;
  • Retração da pele ou do mamilo;
  • Alterações na pele, incluindo aspecto semelhante à casca de laranja;
  • Aumento progressivo do tamanho da mama;
  • Ferida ou alteração na pele que não melhora;
  • Pequenos nódulos na região das axilas ou do pescoço.

Essas alterações não significam necessariamente câncer, mas devem ser avaliadas por um profissional de saúde.

Como prevenir o câncer de mama?

Nem todos os fatores de risco podem ser modificados. Ainda assim, algumas atitudes podem ajudar a reduzir o risco da doença. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) recomenda:

Praticar atividade física

Manter uma rotina de atividade física contribui para a saúde geral e pode ajudar a reduzir o risco de câncer de mama.

Manter o peso adequado

O excesso de peso, especialmente após a menopausa, está associado a um risco maior de desenvolver a doença. Manter uma alimentação equilibrada e praticar atividade física são medidas importantes.

Evitar bebidas alcoólicas

O consumo de álcool está associado ao aumento do risco de câncer de mama. Por isso, evitá-lo é uma das medidas de prevenção recomendadas.

Amamentar

A amamentação é considerada um fator de proteção contra o câncer de mama. O INCA recomenda amamentar pelo maior tempo possível, quando isso for possível.

E a mamografia?

A mamografia é um dos principais exames utilizados no rastreamento do câncer de mama em pessoas sem sinais ou sintomas.

No Brasil, o Ministério da Saúde ampliou, em 2025, a faixa etária para o rastreamento de rotina no SUS para mulheres de 50 a 74 anos, a cada dois anos. Para mulheres fora dessa faixa, sem sinais ou sintomas suspeitos, a realização da mamografia de rotina pode ser avaliada individualmente com um profissional de saúde, considerando possíveis benefícios e riscos.

É importante diferenciar rastreamento de investigação. Quando existem sinais ou sintomas suspeitos, a pessoa deve procurar atendimento para avaliação, independentemente da idade.

Quando procurar um profissional de saúde?

Qualquer alteração nova ou persistente nas mamas merece atenção. Nódulos, alterações na pele ou no mamilo, secreção espontânea e mudanças no formato da mama são alguns dos sinais que devem ser investigados. O diagnóstico precoce permite identificar a doença em estágios iniciais e está associado a melhores possibilidades de tratamento.

Conclusão

Cuidar da saúde das mamas envolve conhecer os fatores de risco, prestar atenção às mudanças no corpo e manter o acompanhamento de saúde adequado.

Atividade física, alimentação equilibrada, manutenção do peso adequado, evitar bebidas alcoólicas e amamentar são medidas que podem contribuir para a prevenção. Além disso, conhecer os sinais de alerta e seguir as recomendações de rastreamento ajuda na detecção precoce.

Fontes:

Ministério da Saúde — Câncer de mama — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-mama/cancer-de-mama/

INCA — Fatores de risco — https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/fatores-de-risco

INCA — Prevenção — https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/acoes/prevencao

INCA — Sinais e sintomas — https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama/versao-para-profissionais-de-saude/sinais-e-sintomas

INCA — Detecção precoce — https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/gestor-e-profissional-de-saude/controle-do-cancer-de-mama/acoes/deteccao-precoce

INCA — Câncer de mama: vamos falar sobre isso? — https://www.inca.gov.br/publicacoes/cartilhas/cancer-de-mama-vamos-falar-sobre-isso-9a-edicao-revista-e-atualizada

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Casal de idosos andando no parque
Como envelhecer com mais saúde e autonomia?
Veja hábitos que ajudam a envelhecer com mais saúde, preservar a autonomia e manter a qualidade de vida ao longo dos anos.

Como envelhecer com mais saúde e autonomia?

Veja hábitos que ajudam a envelhecer com mais saúde, preservar a autonomia e manter a qualidade de vida ao longo dos anos.
Casal de idosos andando no parque

Envelhecer faz parte da vida e não significa, necessariamente, perder a autonomia. O envelhecimento saudável está relacionado à capacidade de manter as funções físicas e mentais, fazer escolhas, realizar atividades do dia a dia e manter relações sociais.

Por isso, cuidar da saúde ao longo dos anos envolve mais do que prevenir doenças. Alimentação adequada, atividade física, acompanhamento de saúde e convivência social também contribuem para preservar a independência e a qualidade de vida.

Mantenha o corpo em movimento

A prática regular de atividade física ajuda a preservar força, equilíbrio e mobilidade, além de contribuir para a prevenção e o controle de algumas doenças crônicas. Para pessoas idosas, atividades como caminhada, dança, natação e exercícios de fortalecimento podem fazer parte da rotina, respeitando as condições e limitações de cada pessoa.

O Ministério da Saúde destaca que a atividade física também contribui para manter a autonomia e a independência, além de ajudar na redução do risco de quedas.

Cuide da alimentação

Uma alimentação variada e adequada às necessidades individuais é importante durante o envelhecimento. Frutas, verduras, legumes, cereais, ovos e carnes podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. Também é recomendado priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e evitar o consumo frequente de ultraprocessados.

Com o passar dos anos, alterações no apetite, na mastigação, no paladar e em outras funções podem interferir na alimentação. Por isso, mudanças persistentes na alimentação ou no peso merecem atenção.

Faça acompanhamento regular da saúde

Manter consultas e exames em dia ajuda a acompanhar as condições de saúde e identificar alterações que precisam de atenção.

Hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas podem fazer parte da vida de uma pessoa idosa sem necessariamente significar perda de autonomia. O acompanhamento adequado ajuda a controlar essas condições e preservar a capacidade funcional.

Também é importante manter os medicamentos organizados e seguir as orientações dos profissionais responsáveis pelo tratamento.

Cuide do equilíbrio e previna quedas

As quedas podem comprometer a mobilidade e a independência. Por isso, medidas simples de segurança fazem parte do envelhecimento saudável. Boa iluminação, ambientes organizados, barras de apoio em locais estratégicos e calçados adequados são alguns cuidados que podem reduzir riscos dentro de casa.

Avaliações periódicas da visão também são importantes, especialmente quando existem dificuldades para enxergar ou mudanças na necessidade de correção visual.

Mantenha vínculos e atividades sociais

A autonomia também envolve participar da comunidade, manter relacionamentos e realizar atividades que tragam significado para a vida. O isolamento social e a solidão podem afetar a saúde física e mental. Manter contato com familiares, amigos, grupos comunitários e atividades de interesse pode favorecer o bem-estar e a qualidade de vida.

Envelhecer com autonomia é cuidar da vida como um todo

Não existe uma única fórmula para envelhecer com saúde. Cada pessoa possui características, necessidades e condições diferentes. Por isso, o cuidado deve considerar não apenas doenças ou exames, mas também mobilidade, alimentação, saúde mental, relações sociais, ambiente e capacidade de realizar as atividades que fazem parte da rotina.

Conclusão

Envelhecer com mais saúde e autonomia envolve construir e manter hábitos que favoreçam a capacidade de viver de forma ativa e independente. Movimentar o corpo, cuidar da alimentação, acompanhar a saúde, prevenir quedas e manter vínculos sociais são atitudes que podem contribuir para esse processo.

Mais do que acrescentar anos à vida, o envelhecimento saudável busca preservar a capacidade de fazer escolhas, participar da sociedade e realizar aquilo que é importante para cada pessoa.

Fontes:

Ministério da Saúde — Saúde da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa

Ministério da Saúde — Atividade Física — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/atividade-fisica

Ministério da Saúde — Alimentação adequada e saudável — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/alimentacao-saudavel

OMS — Ageing and health — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ageing-and-health

OMS — Healthy ageing — https://www.who.int/health-topics/ageing

OMS — Reducing social isolation and loneliness among older people — https://www.who.int/health-topics/ageing/reducing-social-isolation-and-loneliness-among-older-people

OMS — Mental health of older adults — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-of-older-adults

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Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama
Anvisa aprova Etcamah, novo medicamento oral para pacientes com câncer de mama avançado ou metastático e mutação no gene ESR1.

Anvisa aprova novo medicamento oral para câncer de mama

Anvisa aprova Etcamah, novo medicamento oral para pacientes com câncer de mama avançado ou metastático e mutação no gene ESR1.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Etcamah (camizestranto), novo medicamento oral para determinados casos de câncer de mama localmente avançado ou metastático.

A aprovação foi publicada em 21 de setembro de 2026 e contempla pacientes adultos com tumores que apresentam características específicas, incluindo mutação no gene ESR1.

Para quem o novo medicamento é indicado?

Segundo a Anvisa, o Etcamah é indicado para pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático que apresentam tumores:

  • Positivos para receptor de estrogênio (ER+);
  • Negativos para HER2 (HER2-);
  • Com mutação adquirida no gene ESR1 durante o tratamento de primeira linha;
  • Que tenham recebido terapia endócrina associada a um inibidor de CDK4/6 por pelo menos seis meses;
  • Sem sinais de progressão radiológica e/ou clínica no momento da identificação da mutação.

A indicação, portanto, é destinada a um grupo específico de pacientes e depende das características do tumor e do histórico de tratamento.

O que é a mutação ESR1?

O ESR1 é um gene relacionado ao receptor de estrogênio. Em alguns casos de câncer de mama positivo para receptor hormonal, alterações nesse gene podem surgir durante o tratamento e estar associadas à resistência aos medicamentos que bloqueiam a ação do estrogênio. A mutação pode ser identificada por meio da análise do DNA tumoral circulante no sangue. Estudos avaliaram o uso dessa estratégia para identificar a alteração antes que exames de imagem mostrem progressão da doença.

Como o Etcamah atua?

O camizestranto pertence à classe dos degradadores seletivos do receptor de estrogênio (SERDs).

O medicamento atua sobre o receptor de estrogênio, bloqueando sua ação e promovendo sua degradação. Como alguns tumores de mama dependem dos sinais produzidos pelo estrogênio para crescer, interferir nesse mecanismo pode ajudar a controlar a doença.

O Etcamah é administrado por via oral.

O que os estudos mostram?

A aprovação está relacionada aos resultados do estudo SERENA-6, que avaliou pacientes com câncer de mama ER-positivo e HER2-negativo que apresentaram mutação ESR1 durante o tratamento, mas ainda não tinham sinais de progressão da doença.

Os resultados publicados no New England Journal of Medicine mostraram que a troca do tratamento para camizestranto, mantendo um inibidor de CDK4/6, aumentou o tempo até a progressão da doença em comparação com a continuidade da terapia endócrina anterior.

Nos Estados Unidos, a FDA também concedeu, em setembro de 2026, aprovação acelerada para o camizestranto em combinação com um inibidor de CDK4/6 nessa situação. Segundo a agência, os dados de sobrevida global ainda não estavam maduros e estudos adicionais deverão confirmar o benefício clínico.

O que essa aprovação representa?

A aprovação amplia as opções de tratamento para um grupo específico de pacientes com câncer de mama avançado ou metastático.

Um dos aspectos relevantes é a possibilidade de utilizar a mutação ESR1 para orientar a mudança de tratamento antes que a progressão seja identificada nos exames de imagem.

Essa abordagem reforça a importância da medicina de precisão, que considera características específicas do tumor para ajudar a definir estratégias terapêuticas.

O medicamento serve para qualquer câncer de mama?

Não. O câncer de mama apresenta diferentes subtipos e características moleculares, e os tratamentos são definidos considerando fatores como tipo e estágio do tumor, receptores hormonais, HER2, alterações genéticas e tratamentos já realizados.

Por isso, a aprovação do Etcamah contempla uma população específica. A escolha do tratamento deve ser feita pela equipe médica após avaliação individual.

Conclusão

A Anvisa aprovou o Etcamah (camizestranto) para determinados pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático, ER-positivo, HER2-negativo e com mutação adquirida no gene ESR1 durante o tratamento.

A nova opção utiliza uma estratégia direcionada ao receptor de estrogênio e representa mais uma alternativa no tratamento personalizado do câncer de mama. Sua utilização depende das características do tumor e da avaliação da equipe responsável pelo tratamento.

Fontes:

Anvisa — Anvisa aprova novo medicamento para câncer de mama — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-cancer-de-mama

PubMed — First-Line Camizestrant for Emerging ESR1-Mutated Advanced Breast Cancer — https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40454637/

FDA — Camizestrant with a CDK4/6 inhibitor for ESR1-mutated breast cancer — https://www.fda.gov/drugs/resources-information-approved-drugs/fda-grants-accelerated-approval-camizestrant-cdk46-inhibitor-esr1-mutated-hr-positive-her2-negative-locally-advanced-or-metastatic

FDA — FDA Grants Accelerated Approval to a New Breast Cancer Treatment — https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/fda-grants-accelerated-approval-new-breast-cancer-treatment

FDA — Ongoing Cancer Accelerated Approvals — https://www.fda.gov/drugs/resources-information-approved-drugs/ongoing-cancer-accelerated-approvals

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5 hábitos para cuidar da saúde do coração
Conheça 5 hábitos que ajudam a cuidar da saúde do coração, como ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e controlar a pressão.

5 hábitos para cuidar da saúde do coração

Conheça 5 hábitos que ajudam a cuidar da saúde do coração, como ter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física e controlar a pressão.
Mulher fazendo coração com a mão

Cuidar da saúde do coração faz parte da prevenção de diversas doenças cardiovasculares. Embora alguns fatores de risco não possam ser modificados, como idade e histórico familiar, mudanças na rotina podem ajudar a reduzir outros riscos.

Alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, pressão alta, colesterol elevado e diabetes estão entre os fatores que podem aumentar o risco cardiovascular. Por isso, alguns hábitos simples podem fazer parte do cuidado com o coração.

1. Tenha uma alimentação equilibrada

Uma alimentação variada, com maior presença de frutas, verduras, legumes e alimentos in natura ou minimamente processados, contribui para a saúde cardiovascular. Também é importante reduzir o consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras, especialmente alimentos ultraprocessados. A redução do consumo de sal e o aumento da ingestão de frutas e vegetais estão entre as medidas associadas à redução do risco cardiovascular.

2. Pratique atividade física regularmente

Manter o corpo ativo é outro hábito importante para a saúde do coração. A prática regular de atividade física ajuda a reduzir fatores de risco cardiovasculares e contribui para o controle do peso, da pressão arterial e da saúde metabólica. Escolher atividades que façam parte da rotina pode facilitar a manutenção desse hábito ao longo do tempo.

3. Não fume

O tabagismo é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O uso de tabaco está associado a doenças do coração e ao acidente vascular cerebral (AVC), entre outros problemas de saúde. Por isso, não fumar e buscar ajuda profissional para parar de fumar são atitudes importantes para proteger a saúde cardiovascular.

4. Acompanhe a pressão, o colesterol e a glicemia

Pressão arterial elevada, colesterol alto e glicemia elevada podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Muitas vezes, essas alterações não provocam sintomas perceptíveis, tornando o acompanhamento de saúde importante. Consultas e exames periódicos ajudam a identificar alterações e permitem que a equipe de saúde oriente o tratamento quando necessário.

5. Evite o consumo excessivo de álcool

O consumo excessivo de álcool está entre os fatores comportamentais associados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. A recomendação é evitar o consumo prejudicial de álcool e conversar com um profissional de saúde em caso de dúvidas sobre o consumo. Além disso, quem utiliza medicamentos de forma contínua deve informar o consumo de álcool à equipe de saúde, pois algumas combinações podem exigir cuidados específicos.

Cuidar do coração é uma rotina

A prevenção cardiovascular não depende de uma única mudança. Alimentação equilibrada, atividade física, não fumar, acompanhamento de fatores de risco e consumo responsável de álcool fazem parte de um conjunto de hábitos que podem contribuir para a saúde do coração. Também é importante manter o acompanhamento profissional, especialmente para quem já apresenta hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou outros fatores de risco.

Conclusão

Cuidar da saúde do coração começa com atitudes que podem ser incorporadas à rotina. Ter uma alimentação equilibrada, manter-se ativo, não fumar, acompanhar a pressão, o colesterol e a glicemia e evitar o consumo excessivo de álcool são medidas importantes para reduzir riscos cardiovasculares. O acompanhamento regular com profissionais de saúde completa esse cuidado e ajuda a identificar precocemente alterações que precisam de atenção.

Fontes:

Ministério da Saúde — Hipertensão — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hipertensao

Organização Mundial da Saúde — Cardiovascular diseases — https://www.who.int/health-topics/cardiovascular-diseases

Organização Mundial da Saúde — Cardiovascular diseases: fact sheet — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-%28cvds%29

Organização Mundial da Saúde — Tobacco and nicotine — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/tobacco

Organização Mundial da Saúde — Noncommunicable diseases — https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/noncommunicable-diseases

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