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Lisdexanfetamina: para que serve e quais são os efeitos

O que é lisdexanfetamina

A lisdexanfetamina é um medicamento de uso controlado, pertencente à classe dos psicoestimulantes. Ela é comercializada no Brasil sob nomes como Venvanse, e tem como princípio ativo uma substância que é convertida em dextroanfetamina no organismo.

Sua ação principal é atuar sobre neurotransmissores do cérebro, como dopamina e noradrenalina, ajudando a melhorar o foco, o controle da impulsividade e a regulação do comportamento.

Para que serve a lisdexanfetamina

No Brasil, a lisdexanfetamina é aprovada pela Anvisa para dois usos principais:

  • Tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças a partir de 6 anos, adolescentes e adultos

  • Tratamento da compulsão alimentar moderada a grave em adultos

No TDAH, o medicamento ajuda a reduzir sintomas como desatenção, hiperatividade e impulsividade. Já nos quadros de compulsão alimentar, o uso é indicado quando há episódios frequentes de ingestão exagerada de alimentos, com perda de controle e sofrimento associado.

Como age no organismo

A lisdexanfetamina é considerada um pró-fármaco, ou seja, ela só se torna ativa depois de metabolizada no organismo. Isso reduz o risco de abuso e oferece uma liberação mais gradual do princípio ativo.

O efeito terapêutico costuma aparecer dentro de 1 a 2 horas após a administração oral, com duração que pode chegar a 12 horas — por isso, o uso é geralmente feito uma vez ao dia, pela manhã.

Efeitos colaterais mais comuns

Como qualquer medicamento, a lisdexanfetamina pode causar efeitos adversos, que variam de pessoa para pessoa. Os mais frequentes são:

  • Diminuição do apetite

  • Dor de cabeça

  • Insônia ou dificuldade para dormir

  • Boca seca

  • Irritabilidade

  • Aumento da frequência cardíaca

  • Ansiedade leve

Esses efeitos devem ser monitorados, principalmente nas primeiras semanas de tratamento. Em caso de reações mais intensas, o médico pode ajustar a dose ou considerar outras opções terapêuticas.

Cuidados importantes no uso

Por ser um medicamento de ação no sistema nervoso central, a lisdexanfetamina deve ser usada somente com prescrição médica e acompanhamento contínuo.

Alguns cuidados essenciais incluem:

  • Não interromper o tratamento por conta própria

  • Comunicar ao médico qualquer efeito adverso persistente

  • Não compartilhar o medicamento com outras pessoas

  • Evitar o uso em horários próximos ao sono

  • Realizar avaliações periódicas, incluindo pressão arterial e frequência cardíaca

Além disso, a retenção da receita é obrigatória, já que se trata de um medicamento sujeito a controle especial (tarja preta), conforme normas da Anvisa.

Como a Dose Certa pode ajudar

Quem faz uso contínuo de medicamentos como a lisdexanfetamina pode se beneficiar da organização em box por dose e horário, oferecida pela Dose Certa. Isso evita esquecimentos e torna mais prático o acompanhamento diário, especialmente para quem precisa tomar outras medicações associadas.

Nosso serviço também contribui com o uso seguro, ajudando a garantir que o tratamento ocorra conforme prescrito, com mais autonomia e tranquilidade para o paciente e sua família.

Conclusão

A lisdexanfetamina é uma importante ferramenta no tratamento do TDAH e da compulsão alimentar, com eficácia comprovada e uso cada vez mais comum no Brasil. No entanto, seu uso exige acompanhamento profissional, responsabilidade e atenção aos efeitos.

Quando bem conduzido, o tratamento pode promover mudanças significativas na qualidade de vida de adultos e crianças.

Leia mais:

https://www.raiadosecerta.com.br/blog


Fontes:

  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – Bulário eletrônico

  • FDA – Food and Drug Administration, EUA

  • Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA)

  • Manual MSD – Lisdexanfetamina

  • Revista Brasileira de Psiquiatria, 2022

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Mulher segurando a barriga
Câncer de intestino: sinais de alerta e sintomas comuns
Conheça os sintomas mais comuns do câncer de intestino, saiba quando procurar avaliação médica e entenda a importância do diagnóstico precoce.

Câncer de intestino: sinais de alerta e sintomas comuns

Mulher segurando a barriga

O câncer de intestino, também chamado de câncer colorretal, é um dos tipos de câncer mais frequentes no Brasil. Em muitos casos, a doença pode não causar sintomas nas fases iniciais. Quando eles aparecem, costumam estar relacionados a mudanças no funcionamento do intestino ou à presença de sangue nas fezes.

Embora esses sinais possam estar associados a outras condições de saúde, é importante procurar avaliação médica quando forem persistentes ou recorrentes. O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento bem-sucedido.

Quais são os sintomas mais comuns?

Os sintomas podem variar de uma pessoa para outra, mas os mais frequentemente associados ao câncer de intestino incluem:

  • Sangue nas fezes;
  • Mudança persistente no hábito intestinal, como diarreia ou prisão de ventre;
  • Sensação de evacuação incompleta;
  • Fezes mais finas do que o habitual;
  • Dor ou desconforto abdominal persistente;
  • Perda de peso sem causa aparente;
  • Cansaço ou fraqueza, especialmente quando relacionados à anemia.

Esses sintomas não confirmam a presença da doença, mas merecem investigação médica, principalmente quando persistem por várias semanas.

Quando procurar um médico?

É recomendado buscar avaliação médica se houver:

  • Sangue nas fezes;
  • Alterações persistentes no hábito intestinal;
  • Dor abdominal frequente sem causa conhecida;
  • Perda de peso involuntária;
  • Cansaço persistente associado à anemia.

O profissional poderá avaliar os sintomas e, quando necessário, solicitar exames para investigar a causa.

Quem tem maior risco de desenvolver a doença?

Alguns fatores estão associados a um risco maior de câncer de intestino, como:

  • Idade acima de 50 anos;
  • Histórico familiar de câncer colorretal;
  • Doenças inflamatórias intestinais, como retocolite ulcerativa e doença de Crohn;
  • Alimentação rica em carnes processadas e pobre em fibras;
  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Tabagismo e consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

Ter um ou mais fatores de risco não significa que a pessoa desenvolverá a doença, mas reforça a importância do acompanhamento médico e das medidas de prevenção.

É possível prevenir?

Nem todos os casos podem ser evitados, mas hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco. As principais recomendações incluem:

  • Manter uma alimentação rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Evitar o tabagismo;
  • Limitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Manter um peso adequado;
  • Realizar exames de rastreamento quando indicados pelo médico, especialmente para pessoas com maior risco.

Em resumo

O câncer de intestino pode não causar sintomas no início, mas alterações persistentes no funcionamento do intestino, sangue nas fezes e perda de peso sem explicação merecem atenção.

Ao perceber esses sinais, procure avaliação médica. Quando diagnosticado precocemente, o câncer colorretal apresenta maiores chances de tratamento e melhores resultados.

Fontes:

Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Câncer de intestino (cólon e reto) – https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/intestino

Ministério da Saúde – https://www.gov.br/saude/

Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) – Informações sobre câncer colorretal- https://sbcp.org.br/

World Health Organization (WHO) – Colorectal cancer – https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cancer

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Idoso colocando creatina em um copo com água para beber
Creatina para idosos: benefícios e indicações
A creatina pode ajudar na manutenção da força e da massa muscular em idosos, mas seu uso deve ser orientado por um médico ou nutricionista.

Creatina para idosos: benefícios e indicações

Idoso colocando creatina em um copo com água para beber

A creatina é um suplemento bastante conhecido entre praticantes de atividade física, mas seu uso também tem sido estudado em pessoas idosas. Quando associada à prática de exercícios, especialmente o treinamento de força, ela pode contribuir para a manutenção da massa muscular, da força e da capacidade funcional durante o envelhecimento.

No entanto, a suplementação não é indicada para todas as pessoas e deve ser avaliada por um médico ou nutricionista, considerando as condições de saúde e as necessidades individuais.

O que é a creatina?

A creatina é uma substância produzida naturalmente pelo organismo e também obtida por meio da alimentação, principalmente em carnes e peixes. Ela atua como fonte rápida de energia para os músculos durante esforços de curta duração e alta intensidade, desempenhando um papel importante na contração muscular e no desempenho físico.

Quais benefícios a creatina pode oferecer aos idosos?

As evidências científicas indicam que a creatina pode trazer benefícios principalmente quando combinada com exercícios de resistência. Entre os principais benefícios observados estão:

  • Auxílio na preservação da massa muscular;
  • Melhora da força muscular;
  • Maior desempenho durante exercícios físicos;
  • Apoio à capacidade funcional e à realização das atividades do dia a dia;
  • Possível contribuição para reduzir os efeitos da sarcopenia, quando associada a uma alimentação adequada e à prática de exercícios.

Os resultados podem variar entre os indivíduos e dependem de fatores como alimentação, nível de atividade física e condições clínicas.

Todo idoso deve tomar creatina?

Embora a creatina seja considerada segura para a maioria das pessoas quando utilizada de forma adequada, ela não deve ser consumida por conta própria.

Antes de iniciar a suplementação, é importante passar por uma avaliação médica ou nutricional, especialmente em casos de doença renal, doenças hepáticas ou outras condições que exijam acompanhamento profissional.

Além disso, a creatina não substitui uma alimentação equilibrada nem a prática regular de atividade física.

A creatina tem efeitos colaterais?

Nas doses recomendadas por profissionais de saúde, a creatina apresenta um bom perfil de segurança para a maioria das pessoas. Ainda assim, qualquer suplementação deve ser acompanhada por um profissional, que poderá avaliar a necessidade, a dosagem adequada e monitorar possíveis efeitos ao longo do tratamento.

Conclusão

A creatina pode ser uma aliada para alguns idosos, principalmente quando associada a exercícios de fortalecimento muscular e a uma alimentação adequada. No entanto, a decisão de utilizar o suplemento deve ser individualizada e feita com orientação médica ou nutricional, garantindo que o tratamento seja seguro e adequado às necessidades de cada pessoa.

Fontes:

Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG)
https://sbgg.org.br/

Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva (ISSN) – Position Stand: Creatine Supplementation
https://jissn.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12970-017-0173-z

Sociedade Europeia de Nutrição Clínica e Metabolismo (ESPEN) – Guideline on Clinical Nutrition and Hydration in Geriatrics
https://www.espen.org/guidelines-home/espen-guidelines

Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) – Ministério da Saúde
https://bvsms.saude.gov.br/

National Institutes of Health (NIH) – Office of Dietary Supplements
https://ods.od.nih.gov/

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Cuidadora colocando a mão no ombro de um idoso
Saúde mental nas ILPIs: um cuidado que merece atenção
O bem-estar emocional dos residentes é parte fundamental do cuidado nas ILPIs e influencia diretamente a qualidade de vida.

Saúde mental nas ILPIs: um cuidado que merece atenção

Cuidadora colocando a mão no ombro de um idoso

Quando se fala em cuidado nas Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs), é comum que a atenção esteja voltada para medicamentos, alimentação, prevenção de quedas e acompanhamento clínico. Mas existe outro aspecto igualmente importante: a saúde mental dos residentes.

O bem-estar emocional influencia diretamente a qualidade de vida, a autonomia e até mesmo a adesão aos cuidados de saúde, tornando-se parte essencial do cuidado integral à pessoa idosa.

Solidão e isolamento também impactam a saúde

Mudanças na rotina, afastamento do ambiente familiar, perda de pessoas próximas e limitações físicas podem representar desafios emocionais importantes durante o envelhecimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a solidão e o isolamento social estão entre os principais fatores de risco para problemas de saúde mental em idosos, especialmente para ansiedade e depressão.

Por esse motivo, promover conexões sociais e incentivar a participação em atividades coletivas faz parte do cuidado em saúde dentro das ILPIs.

Saúde mental vai além da ausência de doenças

Cuidar da saúde mental não significa apenas identificar transtornos ou alterações comportamentais. Sentir-se acolhido, manter vínculos, participar de atividades significativas e preservar a sensação de pertencimento também contribuem para o bem-estar emocional e para um envelhecimento mais saudável.

O papel das ILPIs nesse cuidado

As ILPIs desempenham um papel importante na criação de ambientes que favoreçam convivência, autonomia e participação dos residentes. Atividades em grupo, estímulos cognitivos, espaços de escuta e o fortalecimento da relação com familiares podem contribuir para a promoção da saúde mental e da qualidade de vida dentro das instituições.

Quando buscar apoio profissional?

Alterações persistentes de humor, isolamento, perda de interesse em atividades habituais, mudanças importantes no sono ou no apetite merecem atenção e avaliação profissional.

A identificação precoce dessas mudanças permite um acompanhamento mais adequado e individualizado para cada residente.

Em resumo

O cuidado em uma ILPI vai além das necessidades físicas e clínicas. A saúde mental também faz parte da qualidade de vida, da autonomia e do envelhecimento saudável.

Promover acolhimento, vínculos e participação social é uma forma de cuidado tão importante quanto qualquer outro aspecto da assistência ao idoso.

Fontes:

Organização Mundial da Saúde (OMS) — Saúde mental dos idosos – https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-of-older-adults

Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde — Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) – https://bvsms.saude.gov.br/instituicao-de-longa-permanencia-para-idosos/

Ministério da Saúde — Saúde da Pessoa Idosa – https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa

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Cartelas de comprimido sobre uma mesa
Comissão aprova PL sobre venda fracionada de medicamentos
Proposta aprovada em comissão da Câmara prevê a venda fracionada de medicamentos para reduzir desperdícios e ampliar o acesso ao tratamento.

Comissão aprova PL sobre venda fracionada de medicamentos

Cartelas de comprimido sobre uma mesa

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que torna obrigatória a venda fracionada de medicamentos em farmácias e drogarias. A proposta prevê que o paciente possa comprar a quantidade exata prescrita pelo médico, em vez de adquirir embalagens com mais comprimidos do que o necessário.

Atualmente, a venda fracionada já é permitida no Brasil, mas não é obrigatória. Caso o projeto seja aprovado nas próximas etapas de tramitação e sancionado, a prática passará a ser uma exigência para os medicamentos definidos pelo Ministério da Saúde e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O que muda para o consumidor?

Se a proposta entrar em vigor, o paciente poderá adquirir apenas a quantidade de medicamento indicada na receita médica, o que pode reduzir gastos, evitar sobras em casa e diminuir o desperdício.

Segundo o relator do projeto, a medida também pode contribuir para reduzir a automedicação e o descarte inadequado de medicamentos, problemas que representam riscos tanto para a saúde quanto para o meio ambiente.

Como funciona a venda fracionada hoje?

A legislação brasileira já permite a comercialização fracionada de alguns medicamentos, desde que eles sejam fabricados em embalagens apropriadas para esse fim e que o fracionamento siga normas sanitárias específicas.

Na prática, porém, a modalidade ainda é pouco encontrada nas farmácias, o que faz com que a maioria dos consumidores continue comprando caixas fechadas, mesmo quando utiliza apenas parte do tratamento.

Projeto ainda não virou lei

Apesar da aprovação na Comissão de Defesa do Consumidor, o texto ainda precisa passar por outras comissões da Câmara dos Deputados antes de seguir para votação no Plenário.

Somente após a conclusão da tramitação no Congresso Nacional e eventual sanção presidencial a venda fracionada poderá se tornar obrigatória em todo o país.

Conclusão

A proposta busca facilitar o acesso aos medicamentos na quantidade necessária para o tratamento, além de reduzir desperdícios e sobras de remédios nas residências.

Enquanto o projeto continua em tramitação, as regras atuais permanecem em vigor, e a venda fracionada continua sendo permitida apenas nos casos previstos pela legislação.

Fontes:

Portal da Câmara dos Deputados — https://www.camara.leg.br/radio/radioagencia/1262594-comissao-aprova-a-venda-fracionada-de-remedios-por-farmacias-e-drogarias/

Conselho Federal de Farmácia (Agência Câmara) —  https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/30/06/2026/comissao-aprova-projeto-que-torna-obrigatoria-a-venda-fracionada-de-medicamentos

Portal da Câmara dos Deputados —  https://www.camara.leg.br/noticias/1035640-proposta-torna-obrigatoria-a-venda-fracionada-de-medicamentos/

Congresso Nacional — PL 5975/2023 – https://www.congressonacional.leg.br/materias/materias-bicamerais/-/ver/pl-5975-2023

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