Diabetes e chocolate: como equilibrar o consumo?
Chocolate e diabetes podem coexistir?
Para quem vive com diabetes, o chocolate costuma ser visto como um alimento proibido. Mas a verdade é que não é preciso excluir completamente o chocolate da alimentação. O ponto central está no tipo escolhido, na quantidade consumida e no contexto da dieta como um todo.
Com orientação adequada, o chocolate pode fazer parte da rotina alimentar sem comprometer o controle glicêmico.
Como o chocolate impacta a glicemia?
O impacto do chocolate no açúcar no sangue depende principalmente de:
Quantidade de açúcar presente
Tipo de chocolate
Porção consumida
Combinação com outros alimentos
Chocolates ricos em açúcar e com baixo teor de cacau provocam picos glicêmicos mais intensos. Já versões com maior concentração de cacau tendem a ter absorção mais lenta.
Qual o melhor chocolate para quem tem diabetes?
Chocolate amargo
O chocolate amargo, com pelo menos 70% de cacau, é a melhor opção. Ele contém menos açúcar, mais fibras e compostos antioxidantes, como os flavonoides, que podem beneficiar a saúde cardiovascular.
Chocolate meio amargo
Pode ser consumido com moderação, desde que a quantidade seja controlada e o rótulo seja analisado com atenção.
Chocolate ao leite e branco
Esses tipos possuem alto teor de açúcar e gordura, sendo menos indicados para pessoas com diabetes. O consumo deve ser eventual e em pequenas porções.
Quantidade importa mais do que o alimento
Mesmo o chocolate amargo deve ser consumido com moderação. Pequenas porções, inseridas após refeições equilibradas, reduzem o impacto na glicemia e ajudam a evitar exageros.
Evitar comer chocolate em jejum também é uma estratégia importante para manter o controle do açúcar no sangue.
Chocolate diet é sempre uma boa escolha?
Nem sempre. Chocolates diet não contêm açúcar, mas podem ter maior quantidade de gordura e calorias. Além disso, alguns adoçantes podem causar desconfortos gastrointestinais quando consumidos em excesso.
A leitura do rótulo é essencial para fazer escolhas conscientes.
O papel da organização no cuidado com o diabetes
Manter horários regulares para refeições, lanches e medicamentos é fundamental para o equilíbrio glicêmico. A organização da rotina ajuda a evitar impulsos alimentares e facilita decisões mais conscientes.
A box de medicamentos da Dose Certa contribui para esse cuidado, garantindo que o tratamento seja seguido corretamente, o que impacta diretamente na segurança alimentar e no controle do diabetes.
Conclusão
Ter diabetes não significa abrir mão do chocolate para sempre. Com escolhas inteligentes, atenção às porções e acompanhamento profissional, é possível equilibrar prazer e saúde sem comprometer o tratamento.
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Brasil vai iniciar o rastreamento do diabetes tipo 5
O Brasil vai iniciar o rastreamento de uma forma pouco conhecida de diabetes, chamada diabetes tipo 5. A iniciativa terá como foco inicial as regiões Norte e Nordeste.
A condição está associada à desnutrição, especialmente à deficiência nutricional prolongada, e pode ser confundida com outros tipos de diabetes, principalmente o tipo 1.
O que é o diabetes tipo 5?
O diabetes tipo 5 é uma classificação recentemente reconhecida pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) para uma forma de diabetes relacionada à desnutrição.
A condição já era descrita pela medicina, mas recebeu maior atenção nos últimos anos. Ela costuma estar associada a pessoas muito magras e com histórico de desnutrição, especialmente jovens adultos.
Uma das hipóteses é que a deficiência nutricional prolongada prejudique o desenvolvimento do pâncreas e reduza sua capacidade de produzir insulina.
Por que o Brasil vai rastrear a doença?
Um dos motivos é a possibilidade de que pessoas com diabetes tipo 5 estejam sendo classificadas como portadoras de diabetes tipo 1.
Embora os dois tipos possam surgir em pessoas jovens e magras, existem diferenças entre eles. No diabetes tipo 5, por exemplo, o organismo pode ainda produzir alguma quantidade de insulina.
Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, ainda não existem dados oficiais sobre a prevalência da condição no Brasil. O rastreamento deve ajudar a identificar possíveis casos e entender melhor a ocorrência da doença no país.
Onde será feito o rastreamento?
A iniciativa começará pelas regiões Norte e Nordeste, que concentram áreas com maior ocorrência de insegurança alimentar e desnutrição.
A ação envolve instituições como a Sociedade Brasileira de Diabetes, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Fiocruz e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Além de identificar possíveis casos, o objetivo é produzir informações que possam contribuir para melhorar o diagnóstico e o tratamento.
Como o diabetes tipo 5 se diferencia dos outros tipos?
O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune na qual o sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Já o tipo 5 está relacionado à desnutrição e a uma possível redução da capacidade do pâncreas de produzir o hormônio.
Ele também se diferencia do diabetes tipo 2, que está frequentemente associado à resistência à insulina. Por isso, identificar corretamente o tipo de diabetes é importante para definir o acompanhamento e o tratamento mais adequado.
O que ainda se sabe sobre o diabetes tipo 5?
Apesar do reconhecimento pela IDF, ainda existem questões em aberto. Não há dados precisos sobre quantas pessoas apresentam a condição no Brasil, e os melhores critérios para diagnóstico e tratamento ainda estão sendo estudados.
Outro ponto importante é que o reconhecimento não é unânime entre as organizações internacionais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não considera o diabetes tipo 5 uma categoria separada e aponta a necessidade de mais evidências.
Em resumo
O início do rastreamento do diabetes tipo 5 no Brasil representa um passo importante para conhecer melhor uma condição pouco estudada e que pode estar sendo confundida com outros tipos de diabetes.
A iniciativa deve ajudar a identificar possíveis casos e produzir dados sobre a doença no país. Ao mesmo tempo, novas pesquisas serão importantes para esclarecer como diagnosticar e tratar essa forma de diabetes.
Fontes:
Folha de S.Paulo – Brasil vai começar a rastrear diabetes tipo 5, pouco conhecido e associado a quadros de desnutrição — https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/08/brasil-vai-comecar-a-rastrear-diabetes-tipo-5-pouco-conhecido-e-associado-a-quadros-de-desnutricao.shtml
Sociedade Brasileira de Diabetes – IDF reconhece nova classificação para o diabetes tipo 5 — https://diabetes.org.br/idf-reconhece-nova-classificacao-para-o-diabetes-tipo-5/
CNN Brasil – Entenda o que é diabetes tipo 5, nova forma de classificação da doença — https://www.cnnbrasil.com.br/saude/entenda-o-que-e-diabetes-tipo-5-nova-forma-de-classificacao-da-doenca/
Hospital Israelita Albert Einstein – Entenda o que é o diabetes tipo 5 e como se diferencia do tipo 1 — https://www.einstein.br/n/vida-saudavel/entenda-o-que-e-o-diabetes-tipo-5-e-como-se-diferencia-do-tipo-1
Frontiers in Endocrinology – Type 5 diabetes mellitus: nutritional-imprinted β-cell insufficiency, diagnostic gaps, and emerging therapeutic strategies — https://www.frontiersin.org/journals/endocrinology/articles/10.3389/fendo.2026.1739521/full
Sociedade Brasileira de Diabetes – Diabetes tipo 5 — https://diabetes.org.br/wp-content/uploads/2025/08/DIABETESmagazine_ed09_digital.pdf
Perda da audição pode afetar a memória? Entenda a relação
A perda da audição pode trazer impactos que vão além da dificuldade para ouvir. Estudos mostram uma relação entre perda auditiva e declínio cognitivo. Essa relação inclui alterações na memória e maior risco de demência em pessoas mais velhas.
Isso não significa que a perda de audição cause demência. A relação é complexa e pode envolver diferentes fatores. Ainda assim, os estudos reforçam a importância de cuidar da saúde auditiva.
Por que a perda de audição pode afetar a memória?
Quando uma pessoa tem dificuldade para ouvir, o cérebro precisa trabalhar mais para entender os sons e acompanhar uma conversa. Como resultado, sobra menos atenção para outras tarefas, como guardar e lembrar informações.
Além disso, a dificuldade para ouvir pode reduzir a participação em conversas e atividades sociais. Com o tempo, esse afastamento pode aumentar o isolamento social. Esse fator também está relacionado ao declínio cognitivo.
Quem perde a audição tem maior risco de demência?
Pesquisas mostram que pessoas mais velhas com perda auditiva apresentam maior risco de declínio cognitivo e demência. Além disso, elas podem ter uma redução mais rápida em algumas funções, como memória e concentração.
O Ministério da Saúde inclui a perda auditiva entre os fatores de risco que podem ser modificados para reduzir o risco de demência. No entanto, isso não significa que a perda auditiva seja a causa direta da demência. O desenvolvimento dessas doenças envolve vários fatores.
Aparelhos auditivos podem ajudar?
Uma pesquisa financiada pelo National Institutes of Health (NIH) acompanhou quase mil pessoas com perda auditiva. Entre aquelas com maior risco de demência, o uso de aparelhos auditivos esteve relacionado a uma redução de quase 50% na velocidade do declínio cognitivo em três anos. Ainda assim, são necessários mais estudos para entender essa relação.
Quando procurar ajuda?
Ao perceber mudanças na audição, procure uma avaliação profissional. Alguns sinais podem indicar perda de audição, como:
- Dificuldade para acompanhar conversas;
- Necessidade de aumentar frequentemente o volume da televisão;
- Dificuldade para entender o que outras pessoas estão dizendo;
- Necessidade frequente de pedir que as pessoas repitam o que falaram.
Identificar o problema e buscar o tratamento adequado pode melhorar a comunicação, a convivência social e a qualidade de vida.
Conclusão
A ciência já encontrou uma relação entre perda auditiva, alterações cognitivas e maior risco de demência. Isso, porém, não significa que perder a audição seja, por si só, responsável pelo desenvolvimento dessas doenças.
Por isso, cuidar da audição também faz parte dos cuidados com a saúde do cérebro. Ao notar mudanças na capacidade de ouvir, procure avaliação profissional. Assim, será possível entender a causa e conhecer as opções de tratamento.
Fontes:
National Institute on Aging (NIA) – Hearing Loss: A Common Problem for Older Adults
https://www.nia.nih.gov/health/hearing-and-hearing-loss/hearing-loss-common-problem-older-adults
National Institute on Aging (NIA) – Hearing aids slow cognitive decline in people at high risk – https://www.nia.nih.gov/news/hearing-aids-slow-cognitive-decline-people-high-risk
Novos tratamentos ampliam chances de cura dos linfomas
O tratamento dos linfomas vem passando por avanços importantes nos últimos anos. Novas terapias estão ampliando as opções disponíveis para pacientes, principalmente em casos em que a doença volta após o tratamento ou não responde às opções convencionais.
Entre as novidades estão terapias celulares, como a CAR-T, e medicamentos chamados anticorpos biespecíficos, que utilizam diferentes mecanismos para ajudar o sistema imunológico a combater as células do câncer.
No Brasil, esses avanços também estão ganhando espaço. Em 2026, a Anvisa aprovou novas indicações de medicamentos para diferentes tipos de linfoma, enquanto pesquisas brasileiras com CAR-T apresentaram resultados iniciais promissores.
O que são os linfomas?
Os linfomas são tipos de câncer que se desenvolvem no sistema linfático, parte do sistema imunológico. Existem diferentes tipos da doença, que apresentam características, evolução e tratamentos distintos.
Entre os principais grupos estão o linfoma de Hodgkin e os linfomas não Hodgkin. Por isso, não existe um único tratamento que seja adequado para todos os pacientes.
O que há de novo nos tratamentos?
Uma das principais novidades é o avanço das terapias imunológicas, que utilizam o próprio sistema de defesa do organismo para combater o câncer.
Um exemplo é a terapia CAR-T, na qual células de defesa do próprio paciente são coletadas, modificadas em laboratório para reconhecer as células tumorais e depois reinfundidas no organismo.
A estratégia já é utilizada em situações específicas de alguns linfomas, especialmente quando a doença voltou ou não respondeu adequadamente a outros tratamentos.
No Brasil, um estudo desenvolvido pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, Instituto Butantan e Ministério da Saúde apresentou resultados preliminares de uma terapia CAR-T nacional. Entre os pacientes com linfoma tratados até aquele momento, 87,5% apresentaram resposta ao tratamento. Os resultados ainda estão em acompanhamento e não significam que a terapia possa ser considerada uma cura para todos os casos.
Anticorpos biespecíficos também ampliam as opções
Outra estratégia que vem ganhando espaço são os anticorpos biespecíficos. Esses medicamentos conseguem se ligar simultaneamente a células do tumor e a células de defesa, aproximando o sistema imunológico das células cancerosas para favorecer sua destruição.
Em julho de 2026, a Anvisa registrou o glofitamabe (Columvi) para determinados adultos com linfoma difuso de grandes células B que tiveram recaída ou não responderam ao tratamento e não podem realizar transplante autólogo de células-tronco.
A aprovação representa mais uma alternativa para pacientes que enfrentam uma doença agressiva e que possuem opções terapêuticas mais limitadas.
Novos tratamentos significam cura?
Os avanços aumentam as possibilidades de controle da doença e, em alguns casos, podem contribuir para respostas duradouras. Porém, não é correto afirmar que os novos tratamentos garantem a cura.
A possibilidade de remissão ou cura depende de vários fatores, como o tipo de linfoma, estágio da doença, características do tumor, estado geral de saúde e resposta ao tratamento.
Alguns linfomas apresentam altas taxas de cura com os tratamentos disponíveis atualmente. Em outros casos, especialmente quando a doença retorna ou não responde ao tratamento inicial, novas terapias podem oferecer alternativas importantes.
O tratamento está evoluindo
Além da CAR-T e dos anticorpos biespecíficos, outras combinações de medicamentos e estratégias estão sendo estudadas para melhorar os resultados dos pacientes.
Em 2026, análises de estudos clínicos continuam avaliando diferentes formas de combinar ou sequenciar terapias celulares e anticorpos biespecíficos em linfomas de células B.
Isso mostra que o tratamento dos linfomas está cada vez mais direcionado às características da doença e à resposta de cada paciente.
O que esses avanços representam para os pacientes?
O principal impacto é a ampliação do número de alternativas disponíveis, especialmente para pessoas que não responderam aos tratamentos convencionais ou tiveram uma recaída.
Ao mesmo tempo, essas terapias são complexas e não são indicadas para todos os pacientes. A escolha depende da avaliação do hematologista, do tipo de linfoma e das características de cada caso.
Por isso, novos tratamentos representam mais possibilidades, mas não substituem a avaliação individualizada nem significam que todos os pacientes terão o mesmo resultado.
Conclusão
Os avanços no tratamento dos linfomas estão trazendo novas perspectivas para pacientes e profissionais de saúde. Terapias como CAR-T e anticorpos biespecíficos ampliam as opções disponíveis e podem oferecer alternativas importantes em casos mais difíceis de tratar.
Os resultados são promissores, mas ainda é necessário avaliar cada terapia de acordo com o tipo de linfoma e o perfil do paciente. O tratamento adequado deve sempre ser definido pela equipe especializada.
Fontes:
Agência Brasil – Terapia CAR-T Cell mostra resposta de 87,5% em pacientes com linfoma — https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2026-06/terapia-car-t-cell-mostra-resposta-de-875-em-pacientes-com-linfoma
Anvisa – Anvisa aprova novo medicamento para linfoma não Hodgkin — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-linfoma-nao-hodgkin
Anvisa – Anvisa aprova novo medicamento para linfoma de Hodgkin clássico — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-aprova-novo-medicamento-para-linfoma-de-hodgkin-classico/
Governo de São Paulo – Instituto Butantan firma parceria para desenvolver terapia contra câncer hematológico — https://www.saude.sp.gov.br/coordenadoria-de-controle-de-doencas/noticias/10042026-instituto-butantan-firma-parceria-internacional-para-desenvolver-terapia-inovadora-contra-cancer-hematologico
Sociedade Brasileira de Patologia – Avanços no diagnóstico e tratamento de linfomas — https://www.sbp.org.br/especialistas-esclarecem-diferencas-entre-leucemias-e-linfomas-e-destacam-avancos-no-diagnostico-e-tratamento/
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Varizes nas pernas: quando elas merecem atenção?
Dor, sensação de peso, inchaço e alterações na pele podem indicar que as varizes estão causando sintomas e merecem avaliação. Em situações menos frequentes, também podem ocorrer complicações que exigem acompanhamento médico.
O que são varizes?
As veias das pernas têm a função de levar o sangue de volta ao coração. Para ajudar nesse processo, elas possuem pequenas válvulas que impedem que o sangue retorne na direção contrária.
Quando essas válvulas não funcionam adequadamente, o sangue pode se acumular nas veias. Com o aumento da pressão, elas podem ficar dilatadas e mais visíveis sob a pele. As varizes são mais comuns nas pernas e podem aparecer como veias azuladas ou arroxeadas, de diferentes tamanhos.
Quais são os sintomas de varizes?
Nem todas as pessoas com varizes apresentam sintomas. Quando eles aparecem, podem incluir:
- Dor ou desconforto nas pernas;
- Sensação de peso ou cansaço;
- Inchaço, principalmente nos tornozelos;
- Coceira;
- Cãibras;
- Sensação de queimação ou pulsação;
- Alterações na pele próxima às veias.
Em algumas pessoas, esses sintomas podem ficar mais intensos depois de passar muito tempo em pé ou sentado.
Quando as varizes merecem atenção?
Varizes que provocam sintomas persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Dor frequente, inchaço, sensação de peso ou mudanças na pele podem indicar que é necessário investigar a circulação das pernas.
Também é importante ficar atento ao surgimento de feridas próximas às varizes, mudanças na coloração ou endurecimento da pele. Uma veia que fica repentinamente dolorida, endurecida ou sensível também merece avaliação profissional.
Varizes podem causar complicações?
Na maioria dos casos, as varizes não representam uma emergência. Porém, alterações na circulação das pernas podem estar associadas a algumas complicações.
Entre elas estão inflamação das veias, sangramento, alterações na pele e úlceras, que são feridas que podem surgir principalmente na região próxima aos tornozelos. Por isso, sintomas que aparecem ou pioram com o tempo não devem ser ignorados.
Quando procurar atendimento rapidamente?
Alguns sinais exigem atenção imediata. O sangramento de uma variz deve ser avaliado por um profissional de saúde. Também é importante procurar atendimento diante de inchaço súbito em uma perna acompanhado de dor, calor ou alteração da coloração.
Esses sintomas podem estar relacionados a um coágulo em uma veia profunda. Se houver falta de ar repentina, dor no peito, tontura ou desmaio junto desses sintomas, procure atendimento de emergência.
O que pode ajudar no dia a dia?
Alguns hábitos podem ajudar a aliviar o desconforto e favorecer a circulação das pernas. Manter-se fisicamente ativo, evitar ficar muito tempo na mesma posição e elevar as pernas durante períodos de descanso são algumas medidas que podem ajudar.
A prática regular de atividades físicas, como caminhadas, também pode favorecer o retorno do sangue pelas veias. As meias de compressão podem ser indicadas em determinadas situações, mas devem ser utilizadas de acordo com orientação profissional.
Em resumo
Ter varizes não significa necessariamente que exista um problema grave. No entanto, quando elas vêm acompanhadas de dor, inchaço, alterações na pele, feridas ou outros sintomas, é importante procurar avaliação.
Observar as mudanças nas pernas e buscar orientação profissional quando necessário ajuda a identificar possíveis complicações e permite definir o cuidado mais adequado.
Fontes:
Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) — https://sbacv.org.br/
NHS – Varicose veins — https://www.nhs.uk/conditions/varicose-veins/
Mayo Clinic – Varicose veins: Symptoms and causes — https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/varicose-veins/symptoms-causes/syc-20350643
Mayo Clinic – Varicose veins: Diagnosis and treatment — https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/varicose-veins/diagnosis-treatment/drc-20350649
Mayo Clinic – Deep vein thrombosis: Symptoms and causes — https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/deep-vein-thrombosis/symptoms-causes/syc-20352557