Como envelhecer com mais saúde e autonomia?
Envelhecer faz parte da vida e não significa, necessariamente, perder a autonomia. O envelhecimento saudável está relacionado à capacidade de manter as funções físicas e mentais, fazer escolhas, realizar atividades do dia a dia e manter relações sociais.
Por isso, cuidar da saúde ao longo dos anos envolve mais do que prevenir doenças. Alimentação adequada, atividade física, acompanhamento de saúde e convivência social também contribuem para preservar a independência e a qualidade de vida.
Mantenha o corpo em movimento
A prática regular de atividade física ajuda a preservar força, equilíbrio e mobilidade, além de contribuir para a prevenção e o controle de algumas doenças crônicas. Para pessoas idosas, atividades como caminhada, dança, natação e exercícios de fortalecimento podem fazer parte da rotina, respeitando as condições e limitações de cada pessoa.
O Ministério da Saúde destaca que a atividade física também contribui para manter a autonomia e a independência, além de ajudar na redução do risco de quedas.
Cuide da alimentação
Uma alimentação variada e adequada às necessidades individuais é importante durante o envelhecimento. Frutas, verduras, legumes, cereais, ovos e carnes podem fazer parte de uma alimentação equilibrada. Também é recomendado priorizar alimentos in natura ou minimamente processados e evitar o consumo frequente de ultraprocessados.
Com o passar dos anos, alterações no apetite, na mastigação, no paladar e em outras funções podem interferir na alimentação. Por isso, mudanças persistentes na alimentação ou no peso merecem atenção.
Faça acompanhamento regular da saúde
Manter consultas e exames em dia ajuda a acompanhar as condições de saúde e identificar alterações que precisam de atenção.
Hipertensão, diabetes e outras doenças crônicas podem fazer parte da vida de uma pessoa idosa sem necessariamente significar perda de autonomia. O acompanhamento adequado ajuda a controlar essas condições e preservar a capacidade funcional.
Também é importante manter os medicamentos organizados e seguir as orientações dos profissionais responsáveis pelo tratamento.
Cuide do equilíbrio e previna quedas
As quedas podem comprometer a mobilidade e a independência. Por isso, medidas simples de segurança fazem parte do envelhecimento saudável. Boa iluminação, ambientes organizados, barras de apoio em locais estratégicos e calçados adequados são alguns cuidados que podem reduzir riscos dentro de casa.
Avaliações periódicas da visão também são importantes, especialmente quando existem dificuldades para enxergar ou mudanças na necessidade de correção visual.
Mantenha vínculos e atividades sociais
A autonomia também envolve participar da comunidade, manter relacionamentos e realizar atividades que tragam significado para a vida. O isolamento social e a solidão podem afetar a saúde física e mental. Manter contato com familiares, amigos, grupos comunitários e atividades de interesse pode favorecer o bem-estar e a qualidade de vida.
Envelhecer com autonomia é cuidar da vida como um todo
Não existe uma única fórmula para envelhecer com saúde. Cada pessoa possui características, necessidades e condições diferentes. Por isso, o cuidado deve considerar não apenas doenças ou exames, mas também mobilidade, alimentação, saúde mental, relações sociais, ambiente e capacidade de realizar as atividades que fazem parte da rotina.
Conclusão
Envelhecer com mais saúde e autonomia envolve construir e manter hábitos que favoreçam a capacidade de viver de forma ativa e independente. Movimentar o corpo, cuidar da alimentação, acompanhar a saúde, prevenir quedas e manter vínculos sociais são atitudes que podem contribuir para esse processo.
Mais do que acrescentar anos à vida, o envelhecimento saudável busca preservar a capacidade de fazer escolhas, participar da sociedade e realizar aquilo que é importante para cada pessoa.
Fontes:
Ministério da Saúde — Saúde da pessoa idosa — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa
Ministério da Saúde — Atividade Física — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/atividade-fisica
Ministério da Saúde — Alimentação adequada e saudável — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/saude-da-pessoa-idosa/alimentacao-saudavel
OMS — Ageing and health — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/ageing-and-health
OMS — Healthy ageing — https://www.who.int/health-topics/ageing
OMS — Reducing social isolation and loneliness among older people — https://www.who.int/health-topics/ageing/reducing-social-isolation-and-loneliness-among-older-people
OMS — Mental health of older adults — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/mental-health-of-older-adults
5 hábitos para cuidar da saúde do coração
Cuidar da saúde do coração faz parte da prevenção de diversas doenças cardiovasculares. Embora alguns fatores de risco não possam ser modificados, como idade e histórico familiar, mudanças na rotina podem ajudar a reduzir outros riscos.
Alimentação inadequada, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, pressão alta, colesterol elevado e diabetes estão entre os fatores que podem aumentar o risco cardiovascular. Por isso, alguns hábitos simples podem fazer parte do cuidado com o coração.
1. Tenha uma alimentação equilibrada
Uma alimentação variada, com maior presença de frutas, verduras, legumes e alimentos in natura ou minimamente processados, contribui para a saúde cardiovascular. Também é importante reduzir o consumo excessivo de sal, açúcar e gorduras, especialmente alimentos ultraprocessados. A redução do consumo de sal e o aumento da ingestão de frutas e vegetais estão entre as medidas associadas à redução do risco cardiovascular.
2. Pratique atividade física regularmente
Manter o corpo ativo é outro hábito importante para a saúde do coração. A prática regular de atividade física ajuda a reduzir fatores de risco cardiovasculares e contribui para o controle do peso, da pressão arterial e da saúde metabólica. Escolher atividades que façam parte da rotina pode facilitar a manutenção desse hábito ao longo do tempo.
3. Não fume
O tabagismo é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. O uso de tabaco está associado a doenças do coração e ao acidente vascular cerebral (AVC), entre outros problemas de saúde. Por isso, não fumar e buscar ajuda profissional para parar de fumar são atitudes importantes para proteger a saúde cardiovascular.
4. Acompanhe a pressão, o colesterol e a glicemia
Pressão arterial elevada, colesterol alto e glicemia elevada podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares. Muitas vezes, essas alterações não provocam sintomas perceptíveis, tornando o acompanhamento de saúde importante. Consultas e exames periódicos ajudam a identificar alterações e permitem que a equipe de saúde oriente o tratamento quando necessário.
5. Evite o consumo excessivo de álcool
O consumo excessivo de álcool está entre os fatores comportamentais associados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. A recomendação é evitar o consumo prejudicial de álcool e conversar com um profissional de saúde em caso de dúvidas sobre o consumo. Além disso, quem utiliza medicamentos de forma contínua deve informar o consumo de álcool à equipe de saúde, pois algumas combinações podem exigir cuidados específicos.
Cuidar do coração é uma rotina
A prevenção cardiovascular não depende de uma única mudança. Alimentação equilibrada, atividade física, não fumar, acompanhamento de fatores de risco e consumo responsável de álcool fazem parte de um conjunto de hábitos que podem contribuir para a saúde do coração. Também é importante manter o acompanhamento profissional, especialmente para quem já apresenta hipertensão, diabetes, colesterol elevado ou outros fatores de risco.
Conclusão
Cuidar da saúde do coração começa com atitudes que podem ser incorporadas à rotina. Ter uma alimentação equilibrada, manter-se ativo, não fumar, acompanhar a pressão, o colesterol e a glicemia e evitar o consumo excessivo de álcool são medidas importantes para reduzir riscos cardiovasculares. O acompanhamento regular com profissionais de saúde completa esse cuidado e ajuda a identificar precocemente alterações que precisam de atenção.
Fontes:
Ministério da Saúde — Hipertensão — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hipertensao
Organização Mundial da Saúde — Cardiovascular diseases — https://www.who.int/health-topics/cardiovascular-diseases
Organização Mundial da Saúde — Cardiovascular diseases: fact sheet — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/cardiovascular-diseases-%28cvds%29
Organização Mundial da Saúde — Tobacco and nicotine — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/tobacco
Organização Mundial da Saúde — Noncommunicable diseases — https://www.who.int/en/news-room/fact-sheets/detail/noncommunicable-diseases
Semavy: conheça a nova caneta de semaglutida nacional
O Brasil passou a contar com uma nova opção de tratamento à base de semaglutida. O Semavy, desenvolvido pela Cosmed, empresa do grupo Hypera Pharma, recebeu registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em julho de 2026.
O medicamento é apresentado em formato de caneta injetável e utiliza semaglutida obtida por rota sintética. A proposta é ampliar as opções disponíveis para o tratamento do diabetes tipo 2.
O que é o Semavy?
O Semavy é um medicamento agonista do receptor de GLP-1. Seu princípio ativo, a semaglutida, imita a ação de um hormônio envolvido no controle da glicose e do apetite. O medicamento pode contribuir para:
- Melhorar o controle da glicemia;
- Aumentar a sensação de saciedade;
- Reduzir o apetite;
- Retardar o esvaziamento do estômago.
A indicação aprovada deve ser consultada na bula e respeitada conforme a prescrição médica.
O Semavy é uma caneta nacional?
Sim. O Semavy é uma caneta de semaglutida desenvolvida pela Hypera Pharma e comercializada pela Mantecorp. O medicamento recebeu registro da Anvisa em julho de 2026 e já está disponível nas farmácias brasileiras desde setembro.
A semaglutida utilizada no Semavy é obtida por rota sintética. O medicamento integra a nova geração de opções de semaglutida disponíveis no país e é indicado para o tratamento do diabetes tipo 2, sempre sob prescrição médica.
Para que o medicamento é indicado?
De acordo com as informações divulgadas pela fabricante, o Semavy é indicado para adultos com diabetes mellitus tipo 2 e também está relacionado ao controle do excesso de peso, conforme avaliação e prescrição médica.
A indicação, a dose e a duração do tratamento dependem das características de cada paciente. O medicamento não deve ser utilizado por conta própria nem substitui mudanças na alimentação e a prática de atividade física quando recomendadas.
Como funciona a aplicação?
O Semavy é administrado por via subcutânea, com aplicação semanal. A apresentação inclui uma caneta preenchida e agulhas descartáveis. O armazenamento exige atenção. Antes e depois de iniciado o tratamento, o medicamento deve ser mantido conforme as orientações da bula, respeitando a temperatura indicada e evitando exposição à luz e ao calor. As agulhas são de uso individual e não devem ser reutilizadas.
O medicamento precisa de receita?
Sim. O Semavy é um medicamento sob prescrição médica. A escolha do tratamento deve considerar o histórico de saúde, os objetivos terapêuticos, outros medicamentos utilizados e possíveis contraindicações.
Também é importante não substituir uma caneta de semaglutida por outra sem orientação profissional. Apesar de utilizarem o mesmo princípio ativo, os medicamentos podem apresentar diferenças de indicação, apresentação, concentração e instruções de uso.
Quais cuidados são importantes?
A semaglutida pode causar efeitos adversos, principalmente gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia, constipação e desconforto abdominal.
O uso com acompanhamento médico é importante para avaliar a resposta ao tratamento, ajustar a dose quando necessário e identificar possíveis complicações. Pessoas com histórico de determinadas doenças ou que utilizam outros medicamentos devem informar essas condições ao profissional responsável.
Conclusão
O Semavy é uma nova caneta de semaglutida sintética registrada pela Anvisa para ampliar as opções de tratamento do diabetes tipo 2. O medicamento possui aplicação semanal e deve ser utilizado somente com prescrição e acompanhamento médico.
A chegada de novas opções pode ampliar o acesso à semaglutida, mas a escolha do tratamento precisa considerar as necessidades, as condições de saúde e a resposta de cada paciente.
Fontes:
Anvisa — Anvisa registra cinco novas canetas de semaglutida — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2026/anvisa-registra-cinco-novas-canetas-de-semaglutida
Ministério da Saúde — Anvisa registra cinco novos medicamentos à base de semaglutida — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/julho/anvisa-registra-cinco-novos-medicamentos-a-base-de-semaglutida
Semavy — Site oficial do medicamento — https://www.semavy.com.br/
Semavy — Produto — https://www.semavy.com.br/produtos/semavy
Semavy — Como usar — https://www.semavy.com.br/como-usar
Hypera Pharma — Hypera Pharma lança Semavy e passa a atuar no mercado de GLP-1 no Brasil — https://www.hypera.com.br/noticias/marketing/hypera-pharma-lanca-semavy-e-passa-a-atuar-no-mercado-de-glp-1-no-brasil
Posso tomar o remédio de pressão em jejum?
Em muitos casos, sim. Medicamentos como losartana, anlodipino e valsartana geralmente podem ser tomados com ou sem alimentos. Já outros, como o captopril, costumam ter orientações específicas em relação às refeições.
Por isso, a resposta depende do princípio ativo, da dose e das instruções da bula. Antes de mudar a forma de uso, consulte um profissional de saúde.
Por que a orientação varia?
Os alimentos podem alterar a absorção de alguns medicamentos. Além disso, determinados remédios podem causar tontura, náusea ou desconforto no estômago.
Medicamentos que contêm diuréticos, como a hidroclorotiazida, também exigem atenção ao horário, pois aumentam a produção de urina e podem atrapalhar o sono quando tomados à noite.
Tomar em jejum pode causar tontura?
A tontura pode ser um efeito colateral do medicamento ou ocorrer quando a pressão fica mais baixa do que o esperado. Ficar muitas horas sem comer ou beber água também pode contribuir para o mal-estar em algumas situações.
Se houver tontura frequente, fraqueza, desmaio ou queda, procure orientação médica.
Como saber se posso tomar meu remédio em jejum?
Consulte a seção “Como devo usar este medicamento?” na bula. A orientação pode indicar que o remédio deve ser tomado:
- Com ou sem alimentos;
- Antes das refeições;
- Durante ou após as refeições;
- Sempre no mesmo horário.
Não altere o horário nem interrompa o tratamento por conta própria. Em caso de dúvida, converse com o médico ou farmacêutico.
Conclusão
Muitos remédios para pressão podem ser tomados em jejum, mas essa orientação não vale para todos. O uso correto depende do medicamento e das instruções da bula.
Fontes:
Anvisa — Bulário Eletrônico — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/sistemas/bulario-eletronico
Anvisa — Como acessar o Bulário Eletrônico — https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/bulas-e-rotulos/como-acessar-o-bulario-eletronico
NHS — Losartan — https://www.nhs.uk/medicines/losartan/
NHS — Amlodipine — https://www.nhs.uk/medicines/amlodipine/
NHS — Enalapril — https://www.nhs.uk/medicines/enalapril/
MedlinePlus — Captopril — https://medlineplus.gov/druginfo/meds/a682823.html
MedlinePlus — Nifedipine — https://medlineplus.gov/druginfo/meds/a684028.html
MedlinePlus — Valsartan — https://medlineplus.gov/druginfo/meds/a697015.html
Segurança do paciente: reduzindo riscos de doenças crônicas
Quem vive com uma doença crônica geralmente precisa de acompanhamento contínuo, consultas, exames e, em muitos casos, uso regular de medicamentos. Nesse contexto, a segurança do paciente também faz parte do cuidado diário.
Em 2026, o Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, chama atenção para o tema “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”. A proposta destaca a importância de reduzir riscos em todas as etapas do cuidado, desde a prevenção e o diagnóstico até o tratamento e o autocuidado.
O que é segurança do paciente?
Segurança do paciente significa reduzir, ao mínimo aceitável, os riscos de danos desnecessários relacionados ao cuidado em saúde.
Esse cuidado não acontece apenas em hospitais. Ele também está presente nas consultas, exames, farmácias, atendimentos ambulatoriais e na rotina de quem realiza o tratamento em casa.
A participação do paciente e dos familiares também é importante para identificar dúvidas, comunicar mudanças no estado de saúde e evitar possíveis problemas.
Por que a atenção é importante nas doenças crônicas?
Doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e doenças respiratórias crônicas podem exigir acompanhamento durante longos períodos. Isso significa que o paciente pode passar por diferentes profissionais, utilizar mais de um medicamento e realizar exames em momentos distintos.
Quanto mais etapas existem no cuidado, maior a importância de manter as informações organizadas e compartilhadas entre paciente, familiares e profissionais de saúde.
O uso de vários medicamentos ao mesmo tempo, por exemplo, exige atenção especial. A Organização Mundial da Saúde destaca a polifarmácia como uma das áreas prioritárias para a segurança no uso de medicamentos.
Cuidados que ajudam a tornar o tratamento mais seguro
Mantenha a lista de medicamentos atualizada
Tenha registrada a relação dos medicamentos utilizados, incluindo nome, dose e horários, e apresente essas informações nas consultas.
Também é importante informar ao profissional sobre medicamentos de uso contínuo, suplementos e outros produtos utilizados.
Tire dúvidas antes de iniciar ou alterar um tratamento
Entender para que serve cada medicamento, como deve ser utilizado e quais reações precisam de atenção ajuda a evitar erros.
O paciente também pode perguntar quando deve retornar ao serviço de saúde e o que fazer caso tenha dificuldade para seguir o tratamento.
Não altere o tratamento por conta própria
Interromper, trocar ou modificar a dose de um medicamento sem orientação profissional pode comprometer o controle da doença.
Quando houver efeitos indesejados, dúvidas ou dificuldade para seguir o tratamento, o ideal é conversar com a equipe responsável pelo acompanhamento.
Compareça às consultas e exames
O acompanhamento regular permite avaliar a evolução da doença e identificar quando o tratamento precisa ser ajustado.
Manter os exames e consultas em dia também ajuda a equipe de saúde a acompanhar o quadro de forma mais completa.
Compartilhe informações entre os profissionais
Quando diferentes profissionais participam do cuidado, é importante que todos tenham acesso às informações relevantes sobre o tratamento.
Levar exames anteriores, receitas e a lista atualizada de medicamentos pode facilitar a continuidade do cuidado.
O paciente também faz parte da segurança
A segurança do paciente não depende apenas dos profissionais de saúde. Perguntar, confirmar informações e comunicar alterações são atitudes que ajudam a prevenir problemas.
Familiares e cuidadores também podem participar desse processo, principalmente quando a pessoa apresenta dificuldade para lembrar horários, compreender orientações ou organizar o tratamento.
Caso aconteça um evento adverso ou seja identificada uma situação de risco, o paciente ou familiar pode comunicar o ocorrido à equipe de saúde ou ao Núcleo de Segurança do Paciente da instituição.
Segurança também acontece dentro de casa
Para quem convive com uma doença crônica, grande parte do tratamento acontece fora dos serviços de saúde. Por isso, organização, informação e acompanhamento profissional são importantes também na rotina doméstica.
Manter medicamentos organizados, seguir os horários orientados e buscar ajuda diante de dúvidas são atitudes simples que podem contribuir para um cuidado mais seguro.
Conclusão
O controle de uma doença crônica vai além de tomar medicamentos ou comparecer às consultas. A segurança do paciente envolve todas as etapas do cuidado e depende da participação conjunta de profissionais, pacientes, familiares e cuidadores.
Manter as informações atualizadas, esclarecer dúvidas, seguir as orientações e comunicar qualquer mudança são atitudes simples que ajudam a tornar o tratamento mais seguro ao longo do tempo.
Fontes:
Ministério da Saúde — Dia Mundial da Segurança do Paciente: veja como reduzir riscos no tratamento de doenças crônicas — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias-ms/2026/setembro/dia-mundial-da-seguranca-do-paciente-veja-como-reduzir-riscos-no-tratamento-de-doencas-cronicas
Ministério da Saúde — Segurança do Paciente — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente
Ministério da Saúde — Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/protocolos-de-seguranca-do-paciente/protocolo-seguraca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos.pdf/view
Ministério da Saúde — O paciente pode relatar um evento adverso? — https://www.gov.br/saude/pt-br/composicao/saes/seguranca-do-paciente/faq/o-paciente-pode-relatar-um
Organização Mundial da Saúde — Patient Safety — https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/patient-safety
Organização Mundial da Saúde — Medication safety in polypharmacy — https://www.who.int/publications/i/item/WHO-UHC-SDS-2019.11